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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

VOO ESTÁVEL

Uma prévia antes do balanço? Entregas de aeronaves da Embraer (EMBR3) crescem 10% no terceiro trimestre, mas ações caem na bolsa

A carteira de pedidos firmes da companhia encerrou o terceiro trimestre em US$ 17,8 bilhões, estável na comparação com os três meses anteriores

Camille Lima
Camille Lima
7 de novembro de 2022
10:40 - atualizado às 12:19
aviões Embraer
Imagem: Wikpedia

Acostumada a voar alto e com perfeição, a Embraer (EMBR3) terminou o terceiro trimestre de 2022 com patamares positivos para as entregas de aeronaves, que cresceram em torno de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Entre julho e setembro deste ano, a companhia entregou 33 jatos, dos quais dez eram comerciais e 23 executivos, o que representa um aumento de três jatos em relação às 30 aeronaves entregues no mesmo período de 2021.

Em 2022 como um todo, a empresa entregou 79 jatos, sendo 27 comerciais e 52 executivos.

Os números fizeram a carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer encerrar o terceiro trimestre em US$ 17,8 bilhões — equivalente a aproximadamente R$ 90,2 bilhões, considerando a cotação atual do dólar —, estável na comparação com o trimestre anterior.

A carteira de pedidos da companhia contou com 1.995 pedidos firmes no período, dos quais 297 ainda estão para serem entregues.

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As ações da Embraer (EMBR3)

Apesar dos dados positivos para a empresa e acima dos volumes registrados no terceiro trimestre de 2021, os números vieram abaixo das expectativas dos analistas do Santander.

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O banco projetava a entrega de 36 aeronaves entre julho e setembro deste ano, sendo 11 jatos comerciais e 25 executivos. Desse modo, para atingir a meta (guidance) estipulada para 2022, a Embraer precisa entregar entre 33 e 43 aviões comerciais e de 48 a 58 jatos executivos no último trimestre do ano.

Mesmo com os números abaixo do projetado, a casa de análise esperava uma reação positiva do mercado em relação às ações da companhia — o que não aconteceu.

Os papéis da Embraer recuam forte na bolsa nesta segunda-feira (07) e intensificam a desvalorização dos papéis neste ano. Por volta das 12h15, as ações caíam 3,03% e figuravam entre as maiores baixas do Ibovespa, negociadas a R$ 13,13.

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Após uma semana quase que inteira de queda, as ações EMBR3 acumularam uma queda de 45,4% no que vai do ano. Em 12 meses, o percentual negativo chega a 40,8%.

O balanço trimestral da companhia deve ser conhecido pelos investidores apenas na sexta-feira (11), antes da abertura dos mercados.

Aviação comercial em 2022

De volta aos dados da carteira da Embraer, quando analisamos as entregas por segmento, a aviação comercial somou 27 jatos em 2022, dos quais dez foram entregues no terceiro trimestre.

Em setembro, a companhia comemorou a entrega do E-Jet de número 1.700, o modelo E195-E2 adquirido pela Aircastle e entregue à KLM Cityhopper. 

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No mês passado, a Embraer também firmou contratos com a empresa TUI, da Bélgica, e a companhia SalamAir, de Omã, para a entrega de aeronaves da família E2 de aviões, hoje considerada líder de mercado no segmento.

O Grupo Tui, empresa alemã que opera no continente, encomendou três jatos E195-E2 da AerCap da fabricante brasileira, por meio de um contrato de leasing, que devem ser entregues já no próximo semestre. O valor do negócio, porém, não foi revelado.

A SalamAir, companhia aérea que atua no Oriente Médio, fechou um negócio de compra de seis jatos E195-E2, com direito de aquisição para outras seis aeronaves, que deve ser entregue a partir do final de 2023. A operação foi avaliada em US$ 934,6 milhões.

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