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Anúncios da Embraer foram feitos durante a Farnborough Airshow, feira de aviação realizada na Inglaterra
A Embraer (EMBR3) está aproveitando a Farnborough Airshow, feira de aviação realizada na Inglaterra, para fazer uma sequência de anúncios importantes.
Além de ter recebido novas encomendas de jatos, a brasileira também revelou tratativas com a BAE Systems para formar uma joint venture.
Às 13h30, as ações da Embraer estavam entre as maiores altas do Ibovespa, subindo 5,75%, a R$ 11,94.
Começando pelas encomendas, os pedidos vêm da canadense Porter Airlines e da americana Alaska Air Group.
A Porter fez um pedido firme de 20 jatos comerciais Embraer E195-E2, num acordo com valor de US$ 1,56 bilhão.
De acordo com a Embraer, a Porter utilizará o jato para estender sua malha a destinos populares de negócios e lazer no Canadá, Estados Unidos, México e Caribe.
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A nova encomenda se soma a outros 30 pedidos firmes existentes e eleva os pedidos da Porter à Embraer para um total de 100 aeronaves E195-E2, sendo metade pedidos firmes e metade direitos de compra.
No ano passado, a Porter encomendou 30 jatos Embraer E195-E2, com direito de compra de mais 50 aeronaves, no valor de US$ 5,82 bilhões.
Já o pedido da Alaska Air Group é um pouco mais modesto, de apenas oito jatos E175 e opção para a compra de mais 13.
A ideia é que a aeronave voe exclusivamente para a Alaska Airlines sob um Contrato de Compra de Capacidade (CPA) com a Horizon Air.
O valor do contrato, incluindo opções, é de US$ 1,12 bilhão com base no preço de tabela.
A Embraer também anunciou nesta terça-feira (19) a assinatura de dois memorandos de entendimento com a BAE Systems.
O primeiro com o objetivo de formar uma parceria para promover o C-390 nos mercados do Oriente Médio, com foco inicial na Arábia Saudita.
O C-390 Millennium e sua configuração de reabastecimento em voo fazem parte de uma nova geração de aeronaves de transporte militar multimissão.
Já o segundo memorando vai no sentido de formar uma joint venture para desenvolver uma versão de defesa do veículo elétrico de decolagem e aterrissagem vertical (eVTOL) da Eve, startup da Embraer. Em dezembro do ano passado, as empresas já haviam manifestado essa intenção.
“As equipes da Embraer e da BAE Systems continuarão trabalhando juntas para explorar como a aeronave, projetada para o mercado de mobilidade urbana, pode ser uma variante de defesa com baixos custos operacionais, sustentável e adaptável”, explicou Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.
Em maio, a startup de carros voadores da Embraer (EMBR3) estreou na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), sob o ticker EVEX.
A listagem na bolsa americana fez parte da fusão entre a norte-americana Zanite e a Eve, que mantém a empresa aeroespacial como acionista majoritária, com a participação de 90% no negócio, aproximadamente.
Na estreia, as ações da empresa foram negociadas a US$ 9,96, com alta de 0,30%. No pregão desta terça-feira (19), os papéis EVEX eram negociados em queda de 9,88%, cotados a US$ 6,02.
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