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Segundo informações da Bloomberg, a equipe do Twitter está esperando por uma redução de 50% na força de trabalho, equivalente a 3,7 mil pessoas desempregadas
Elon Musk pode até ter afirmado que as demissões no Twitter não chegariam a 75% do quadro de funcionários, mas uma coisa é certa: por mais que o percentual seja menor, os cortes serão duros e intensos na plataforma de mídia social.
Segundo informações da Bloomberg, a equipe do Twitter está esperando por uma redução de 50% na força de trabalho depois que o CEO da Tesla assumiu a chefia da rede social na semana passada.
Se os temores dos funcionários estiverem corretos, estaremos falando de algo próximo de 3,7 mil pessoas na rua.
Um tempo antes de apanhar o pássaro azul, Elon Musk já havia informado que pretendia cortar qualquer funcionário que não estivesse entregando o desempenho esperado quando assumisse a chefia da rede social.
De acordo com fontes familiarizadas com o assunto afirmaram à agência de notícias, o novo “Chief Twit” já escolheu a dedo quem irá perder o emprego.
A equipe afetada foi determinada após os vice-presidentes dos departamentos do Twitter enviarem ao novo CEO uma espécie de “avaliação de desempenho” de seus funcionários.
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Segundo o site Insider, as listas incluíam os nomes de todos os empregados do setor e as indicações de quem deveria ser mantido na empresa e quem poderia ser demitido.
E, como Musk não perde tempo, a metade dos funcionários da rede social que faz parte da “lista negra” do bilionário deve ser informada sobre suas demissões já nesta sexta-feira, por volta das 9 horas.
Em entrevista ao jornal The New York Times, o novo dono do Twitter negou os rumores de que pretendia iniciar os cortes em 1º de novembro. E não era mentira.
Menos de 24 horas depois da conclusão do negócio, fechado na última quinta-feira (27), Elon Musk já assumiu efetivamente a direção do Twitter e deu início ao agressivo plano de reformas na empresa de mídia social, que começou pelas demissões.
As primeiras "vítimas" dos cortes promovidos por Elon Musk foram o CEO Parag Agrawal e o diretor financeiro Ned Segal, segundo fontes citadas pela CNBC e pelo MarketWatch.
O conselheiro geral da empresa, Sean Edgett, e Vijaya Gadde, que dirigia o Departamento Jurídico do Twitter, também foram demitidos, de acordo com informações da Bloomberg e do jornal Washington Post.
Agora, Musk se define como “único diretor” do Twitter. Entre os diversos planos do bilionário, está a proposta de pagar pelo símbolo azul de verificado na rede social uma taxa em torno de US$ 8.
Não bastassem as demissões, a Bloomberg também informou que Musk pretende voltar atrás com a política de trabalho da empresa de mídia social, de “qualquer-lugar-office”, que concedia maior liberdade aos empregados para trabalhar de qualquer lugar do planeta.
A partir de então, o bilionário exigirá que os funcionários trabalhem no escritório, ainda que exceções possam ser feitas em algumas situações.
Na Tesla, a postura “anti-home-office” de Elon Musk foi adotada há meses. Em junho, o empresário enviou um e-mail à equipe da fabricante de carros elétricos com o assunto “O trabalho remoto não é mais aceitável”.
O CEO da montadora de automóveis deu um ultimato, exigindo o retorno presencial dos funcionários, caso contrário, pediu que deixassem a empresa.
“Qualquer pessoa que deseje fazer trabalho remoto deve estar no escritório por um mínimo (e reforço, no mínimo) de 40 horas por semana ou sair da Tesla”, disse Musk.
Vale destacar ainda que, desde que Elon Musk assumiu o controle do Twitter, os funcionários da rede social agora vivenciam cargas horárias excessivas.
De acordo com mensagens dos trabalhadores acessadas pelo Insider, o bilionário estaria exigindo que os funcionários trabalhassem "literalmente 24 horas por dia, 7 dias por semana" para atender às demandas em curtos prazos.
Sob o reinado de Musk, cada funcionário passaria a “entregar o trabalho” em turnos de 12 horas em todo o mundo.
Para acompanhar as novas demandas de Elon Musk, algumas pessoas passaram a dormir no escritório.
"Quando sua equipe está se esforçando o tempo todo para cumprir prazos, às vezes você #DormeOndeVocêTrabalha", disse Esther Crawford, diretora de gerenciamento de produtos da plataforma, em um tuíte.
*Com informações de Bloomberg, CNBC e Business Insider
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