Elon Musk perde US$ 14 bilhões em um dia. Entenda o que fez a fortuna do CEO da Tesla desabar assim
Ações da Tesla derreteram em Wall Street após dados fracos de produção. Fabricante de veículos elétricos vendeu 343.830 automóveis entre julho e setembro, abaixo das projeções de analistas, que esperavam a entrega de 364.660 veículos no período

O dia não começou fácil para Elon Musk. Após a Tesla entregar dados enfraquecidos de produção e entregas no terceiro trimestre, a fortuna do CEO encolheu mais de US$ 14 bilhões de um dia para o outro, segundo dados da Forbes. Em um gigantesco eufemismo, isso seria motivo suficiente para causar ao menos uma ruga de preocupação no bilionário.
Vale destacar que a maior razão da queda do patrimônio do executivo é a queda das ações da Tesla, que recuam 8,58% na bolsa norte-americana Nasdaq por volta das 13h40. Afinal, a maior fonte da riqueza de Musk é constituída por suas participações em empresas.
“À medida que nossos volumes de produção continuam a crescer, está se tornando cada vez mais desafiador garantir a capacidade de transporte de veículos e a um custo razoável durante as semanas de pico de logística”, disse a Tesla, em comunicado à imprensa.
Os dados mais fracos da Tesla
Na tarde do último domingo, a fabricante de veículos elétricos informou que produziu um recorde de 365.923 carros no trimestre e vendeu 343.830 automóveis entre julho e setembro de 2022.
Segundo o relatório, a Tesla produziu 19.935 de seus veículos mais caros, o Model S e X, e 345.988 de seus carros mais populares, o Model 3 e Y, durante os três meses em análise.
A produção total cresceu em relação ao trimestre anterior, quando a montadora anunciou ter fabricado 258.580 veículos.
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Apesar de os números do terceiro trimestre terem sido recordes para a fabricante, os valores vieram bem abaixo da média das projeções dos analistas consultados pela Street Account, da FactSet, que esperavam a entrega de 364.660 veículos no período.
Não bastasse as vendas terem ficado abaixo das estimativas do mercado, os investidores ainda se preocupam com a diferença entre o total de veículos produzidos e vendidos, que chegou a mais de 22 mil automóveis.
Além disso, caso a Tesla queira atingir a meta que estipulou, de aumentar as vendas em 50% ao ano, a montadora de Elon Musk precisará entregar mais de 450 mil veículos no quarto trimestre.
Dias difíceis para a Tesla
No terceiro trimestre de 2022, a Tesla enfrentou preços crescentes de commodities, rotatividade de executivos e problemas no crescimento de suas novas fábricas na Alemanha e no Texas.
Em julho, o megainvestidor Warren Buffett ainda fez a empresa de Elon Musk perder o cargo de maior vendedora de automóveis elétricos do mundo para a montadora chinesa BYD, que faz parte do portfólio da Berkshire Hathaway.
A asiática vendeu 641.350 veículos elétricos no primeiro semestre de 2022. Enquanto isso, a Tesla entregou 564.743 veículos em igual intervalo.
A fabricante de Elon Musk afirmou que o desempenho precário entre abril e junho foi devido à escassez de semicondutores e aos bloqueios em Xangai por causa da covid-19, que impactaram a produção e a cadeia de suprimentos da Tesla na China.
Para completar a sequência de problemas da Tesla, a montadora de Musk recentemente perdeu um de seus principais funcionários, o líder de inteligência artificial (IA) e piloto automático, Andrej Karpathy.
A saída de Karpathy não foi a única na equipe do piloto automático da Tesla. No fim de junho, a empresa fechou o escritório na Califórnia e demitiu 229 funcionários, para cortar custos.
A unidade era responsável por melhorar a tecnologia e os sistemas de assistência ao motorista, e contava com a maior equipe relacionada ao piloto automático dos veículos Tesla.
O robô de Elon Musk
Os números menos promissores da Tesla foram divulgados apenas dois dias depois de a montadora de carros elétricos realizar o “AI Day”, um evento anual da empresa em que a grande estrela era a nova criação de Elon Musk: um robô humanoide batizado de Optimus Tesla.
Com mais de 50 mil pessoas assistindo a transmissão online, as primeiras imagens do humanoide foram a de suas “mãos”: uma contagem regressiva de cinco segundos indicados com os “dedos” e ao final um coração.
O protótipo do Optimus andou no palco e acenou à plateia com investidores e clientes da Tesla. Além disso, houve a exibição de um vídeo com o robô carregando caixas, regando plantas e movendo barras de ferro.
*Com informações de Reuters, CNBC e Financial Times
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