Não entrem em pânico! Resultado da Disney (DISB34) mostra que gigantes do streaming estão mais vivas do que nunca — ações avançam em Nova York
Disney supera previsões e mostra que o mercado global de streaming não está se aproximando da saturação, mas anuncia reajuste de preços na América do Norte

A expectativa era grande em torno dos resultados trimestrais da Disney (DISB34), considerados um selo sobre como a indústria de mídia vê o potencial de crescimento do streaming — pelo menos por enquanto.
E a performance da criadora do Mickey mostrou que as gigantes do setor seguem mais vivas do que nunca, apesar de alguns tropeços no meio do caminho.
Entre abril e junho, o número de novos assinantes do Disney+ foi de 14,4 milhões. O total de assinaturas do Disney+ foi de 152,1 milhões, uma alta de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Analistas de Wall Street, em média, esperavam que a Disney adicionasse cerca de 10 milhões de assinantes durante o período, elevando o total de clientes globais do serviço para cerca de 147 milhões, de acordo com a FactSet.
Ao exceder a previsão, a Disney mostra que o mercado global de streaming não está se aproximando da saturação. Mais do que isso: com o produto certo, as empresas de entretenimento ainda são capazes de adicionar milhões de assinantes em um trimestre.
Por isso, os investidores gostaram do que viram e as ações DIS subiram mais de 5% no after market em Nova York — mantendo o ritmo de alta do pregão regular, em que os papéis fecharam em alta de 4,38%, cotados a US$ 112,51.
Leia Também
Outros números da Disney (DISB34)
E não foi só em número de assinantes que a Disney (DISB34) surpreendeu. O lucro líquido subiu 53,5% no terceiro trimestre fiscal de 2022, encerrado em 2 de julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 1,4 bilhão.
Já o lucro por ação subiu de US$ 0,50 para US$ 0,77 em base anual, e o lucro por ação ajustado saltou de US$ 0,80 para US$ 1,09.
A receita líquida, por sua vez, somou US$ 21,5 bilhões, o que representa um aumento de 26,3% em termos anuais.
Outra métrica importante para a Disney é a receita de Parques, Experiência e Produtos. E o Mickey não decepcionou nesse quesito.
A receita do segmento somou US$ 7,4 bilhões entre abril e junho deste ano, um aumento de 70% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Vale destacar que a divisão é composta pelos parques temáticos, resorts, navios de cruzeiro e clubes de férias da Disney e está intimamente ligado ao poder de compra dos consumidores nos EUA e em todo o mundo.
Abaixo a previsão dos resultados da companhia segundo a Bloomberg:
- Receita: US$ 21 bilhões
- Lucro por ação ajustado: US$ 0,96
- Receita de parques, experiências e produtos de consumo: US$ 6,65 bilhões
Nem tudo são flores para o Disney+
Não foi só em número de assinantes que o Disney+ surpreendeu. Junto com o aumento de clientes pagos, a Disney (DISB34) revelou uma nova estrutura de preços que incorpora um serviço de streaming apoiado por publicidade como parte de um esforço para tornar o negócio de streaming lucrativo.
A partir de 8 de dezembro nos EUA, o Disney+ com comerciais custará US$ 7,99 por mês — atualmente o preço do Disney+ sem anúncios. O preço do Disney+ sem anúncios aumentará 38%, para US$ 10,99 — um reajuste de US$ 3 mensais.
O preço do Hulu sem anúncios subirá em US$ 2 por mês, de US$ 12,99 para US$ 14,99, a partir de 10 de outubro. O Hulu com anúncios será reajustado em US$ 1 por mês, de US$ 6,99 para US$ 7,99.
A empresa anunciou no mês passado que o ESPN+ com anúncios subiria 43%, para US$ 9,99 por mês.
Os aumentos de preços refletem a crescente perda operacional dos serviços de streaming da Disney. Disney+, Hulu e ESPN+ combinados perderam US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre fiscal, US$ 300 milhões a mais do que a estimativa média dos analistas, refletindo o maior custo de conteúdo nos serviços.
A receita média por usuário do serviço de streaming diminuiu 5% no trimestre nos EUA e no Canadá devido a mais clientes que aceitam ofertas de vários produtos mais baratas.
Disney (DISB34): pacotes mais caros
A Disney (DISB34) também anunciou novos preços de pacotes incorporando o Disney+ com comerciais.
Apenas para clientes existentes, um pacote de Disney+ sem anúncios e Hulu e ESPN+ com anúncios aumentará em US$ 1, de US$ 13,99 para US$ 14,99.
O preço de um pacote do Disney+, Hulu e ESPN+, todos com anúncios, será de US$ 12,99, ou US$ 1 abaixo do preço atual do pacote Disney.
Os consumidores poderão comprar um pacote Disney+ e Hulu por US $ 9,99 por mês com comerciais — um desconto para pagar o Disney+ e o Hulu com anúncios separadamente.
O preço do Disney+ sem anúncios e Hulu sem anúncios, com ESPN+, será de US$ 19,99 por mês.
Veja também: Temporada de balanços — o que esperar do Magazine Luiza?
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?