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Com isso, Cosan (CSAN3) vai se unir aos principais acionistas da mineradora, entre eles a Previ e a BlackRock
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) permitiu que a Cosan (CSAN3) seja um acionista relevante dentro da Vale (VALE3). Conforme publicação do Diário Oficial da União (DOU) e dentro do que era esperado pelo mercado, a holding poderá aumentar sua fatia para até 6,5% na mineradora.
Atualmente, ela é dona de 4,9% da Vale, em uma operação complexa que mistura aquisição de papéis VALE3 no mercado à vista e estrutura de derivativos.
No futuro, caso tudo saia conforme o previsto, a participação da Cosan na mineradora pode chegar a 6,5% em até cinco anos — mas isso ainda dependia da aprovação do Cade.
Com isso, a Cosan se junta aos principais acionistas da mineradora: Previ (8,61% do capital), Capital World Investor (6,69%), BlackRock (6,33%) e Mitsui (5,99%).
Vale lembrar que a Mitsui é sócia da Compass, que pertence ao Grupo Cosan. Juntas, elas formaram a Commit, uma holding com participação em distribuidoras de gás.
Para algumas pessoas do mercado, a Cosan pode se aproveitar dessa proximidade com um outro acionista da Vale para tentar imprimir seu estilo de gestão com maior força.
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A transação foi dividida da seguinte maneira: num primeiro momento, a Cosan (CSAN3) comprou 1,5% das ações da Vale (VALE3). Além disso, realizou um empréstimo para adquirir outros 3,4% diretamente via um instrumento de compra e venda conhecido como "collar" — pares de opção de compra e venda de ativos.
Por fim, realizou uma operação via derivativos para eventualmente garantir mais 1,6% das ações da mineradora por uma conversão, que poderão ter direito a voto no futuro — essa última parte estava pendente de aprovação.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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