🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Negociação difícil

Briga no shopping: brMalls (BRML3) aciona o Cade para conter investidas da Aliansce (ALSO3) — e tentar termos melhores para uma fusão

A Aliansce, com a ajuda do fundo de pensão canadense CCPIB, tenta formar um grupo relevante no capital da brMalls e, com isso, forçar a aprovação de sua proposta de fusão.

Victor Aguiar
Victor Aguiar
31 de março de 2022
11:57
Shopping Leblon, pertencente à Allos, administradora de shoppings resultante da fusão entre a Aliansce Sonae e a brMalls
Shopping Leblon, pertencente à Allos, administradora de shoppings resultante da fusão entre a Aliansce Sonae e a brMalls. - Imagem: Divulgação

Era para ser uma "fusão de iguais", mas a aproximação entre duas das principais operadoras de shoppings do Brasil vai se transformando numa briga de rivais. Sem aceitar os termos propostos pela Aliansce Sonae (ALSO3), a brMalls (BRML3) acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para tentar frear as investidas da concorrente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na superfície, o caso parece uma apenas uma simples negociação de valores: de um lado, a Aliansce refez sua proposta inicial e aumentou o valor atribuído à competidora; do outro, a brMalls diz que os termos ainda são insuficientes, subavaliando a companhia. Uma simples — e dura — negociação.

Mas, nos bastidores, a Aliansce tem mexido os seus pauzinhos: junto do CCPIB, um de seus acionistas majoritários, a companhia tem comprado ações da brMalls. A ideia é formar um bloco relevante o suficiente para convocar uma assembleia e, quem sabe, aprovar a fusão 'na marra'.

E foi justamente por causa desse movimento que a brMalls recorreu ao Cade: a empresa pede que as compras feitas pela Aliansce e pelo CCPIB sejam investigadas — e que, até que uma decisão seja tomada, o grupo não possa exercer seus direitos de acionista.

"A companhia é favorável a transações de mercado de capitais como instrumento legítimo de combinações entre empresas", diz a brMalls, em comunicado enviado à CVM. "No entanto, entende que em qualquer transação há que se evitar conflitos de interesses e respeitar limites concorrenciais".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A investida da Aliansce Sonae (ALSO3)

Dito isso, você pode estar se perguntando: há algo de errado em uma empresa comprar ações de sua concorrente direta? O Cade tem motivo para investigar esse caso em específico?

Leia Também

A resposta é complexa. A priori, não há qualquer impedimento — vide o caso da Marfrig (MRFG3), que aumentou sua participação acionária na BRF (BRFS3) ao ponto de se tornar um acionista de referência e indicar uma chapa ao conselho de administração da rival.

Essas compras de ações, no entanto, precisam obedecer algumas normas. Sempre que um agente financeiro atinge uma fatia superior a 5% do capital de uma companhia aberta, é necessário enviar uma carta para comunicar esse fato; da mesma maneira, uma venda de papéis que diminua a participação para aquém dos 5% também pede uma comunicação formal. A mesma regra se aplica ao cruzamento da linha dos 10%, 15% e assim em diante.

O centro da alegação da brMalls (BRML3) é justamente o possível descumprimento dessa regra por parte da Aliansce (ALSO3) e do CCPIB: como atuam em conjunto, os dois agentes podem fazer transações entre si, ocultando a real participação de cada um no capital social da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Digamos, por exemplo, que o fundo canadense comprou uma fatia de 6% no capital da brMalls, enviando-lhe uma carta para informar a aquisição — até aí, tudo certo. Mas digamos que, passados alguns dias, a Aliansce atingiu a mesma participação, também mandando a sua própria carta.

Para a brMalls, essa situação cria uma espécie de 'zona cinzenta': a Aliansce de fato comprou os seus 6% no mercado, ou o CCPIB transferiu parte de suas ações para a empresa? E, se for esse o caso, será que o fundo canadense chegou a ficar abaixo dos 5%, mas sem comunicar oficialmente esse recuo na participação?

Tudo isso serviria para 'mascarar' o avanço do grupo Aliansce + CCPIB sobre o capital social da brMalls, de modo a viabilizar a criação de um bloco suficientemente poderoso para convocar uma assembleia de acionistas — e, com isso, colocar em pauta a proposta de fusão que foi rejeitada pela administração.

"A companhia entende que o exercício de direitos políticos por parte dos integrantes do Grupo Aliansce Sonae ou por parte de qualquer terceiro que esteja agindo em concerto com o Grupo Aliansce Sonae pode caracterizar infração às normas brasileiras concorrenciais", diz a brMalls, ao pedir a suspensão preventiva dos direitos de acionista do rival.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, de fato, há muita confusão quanto a real fatia detida por Aliansce e CCPIB: as informações são desencontradas e o mercado apenas especula qual a participação de cada um. O site de relações com investidores da brMalls, por exemplo, diz que o grupo era dono de 10,8% do capital social da companhia em 21 de março.

O formulário de referência da brMalls, no entanto, traz uma informação diferente. Arquivado na CVM no mesmo dia 21 de março, o documento informa que o fundo canadense sozinho é dono de 10,8%, enquanto a Aliansce detém outros 5%.

Tabelas retiradas do site de RI da brMalls (BRML3) e do formulário de referência da companhia mostrando diferenças na composição acionária
A primeira tabela, retirada da última versão do formulário de referência da brMalls (BRML3), indica que o grupo composto por Aliansce (ALSO3) e CPPIB é dono de quase 16% do capital social da companhia. A segunda tabela, contida no site de relações com investidores da empresa, informa que a participação é menor, de 10,8%. Em tese, as duas foram atualizadas na mesma data.

brMalls (BRML3): fim de papo?

Todo esse imbróglio nos leva a crer que não há mais clima para a fusão entre brMalls (BRML3) e Aliansce (ALSO3), certo? Bem... não necessariamente.

Ao mesmo tempo em que acionou o Cade para conter as investidas da Aliansce, a brMalls também se mostra aberta para uma continuidade das negociações: segundo a companhia, a medida não afeta o compromisso de "avaliar eventual nova proposta" que seja enviada pela concorrente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O termo chave é "nova proposta" — a brMalls não aceita os termos atuais e quer fazer de tudo para evitar uma assembleia de acionistas que dê sinal verde para a fusão. Mas, se a Aliansce subir a oferta,o cenário pode mudar.

Como dito no começo do texto: tudo é uma simples — e dura — negociação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MALA DE MÃO

Agibank vai à Nova York com menos bagagem: banco reduz faixa indicativa e tamanho do IPO horas antes da precificação 

10 de fevereiro de 2026 - 17:38

A faixa indicativa, que antes oscilava entre US$ 15 e US$ 18, caiu para um intervalo entre US$ 12 e US$ 13; a expectativa atual é de uma precificação no piso

BENEFÍCIO FISCAL

Braskem (BRKM5) dispara na bolsa com aprovação de urgência na Câmara para projeto que pode aumentar seu Ebitda em 50%

10 de fevereiro de 2026 - 15:24

O motivo é a aprovação de urgência para a votação de um projeto que pode elevar o Ebitda da gigante petroquímica em cerca de US$ 290 milhões em 2026 — cerca de 50% do Ebitda dos últimos 12 meses

BIG TECHS

Alphabet, dona do Google, planeja emissão histórica de títulos de 100 anos para financiar corrida pela IA

10 de fevereiro de 2026 - 15:21

Operação em libras pode ser a primeira de uma empresa de tecnologia com prazo tão longo desde os anos 1990

PEQUENO EMPREENDEDOR

O ‘reizinho dos ovos’: como um menino de apenas seis anos criou um negócio familiar para realizar o sonho de estudar

10 de fevereiro de 2026 - 14:10

Atualmente, o menino divulga os produtos na rede social Instagram, monitorada pela sua mãe

CRISE CONTINUA

Fictor: perícia encontra subsidiárias sem operação e credores pedem ampliação da recuperação judicial

10 de fevereiro de 2026 - 13:32

Entre as exigências está a apresentação de uma relação de credores mais completa, organizada por empresa, com os respectivos valores e a natureza dos créditos

PARA SAIR DO BURACO

Raízen (RAIZ4) contrata assessores para solucionar dívidas, liquidez e cortes de rating

10 de fevereiro de 2026 - 11:29

O anúncio da contratação dos escritórios vem após a empresa ter tido suas notas de crédito rebaixadas por três empresas empresas de rating

DANO AMBIENTAL

Vale (VALE3): Justiça suspende mina após vazamento de sedimentos em MG, mas bloqueios de R$ 2,85 bilhões foram suspensos

10 de fevereiro de 2026 - 11:00

A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.

LITHIUM OPEN AIR

Explosão de powerbank em aviões: por que equipamentos eletrônicos como baterias portáteis e até um MacBook específico têm regras para ir aos céus; veja a lista do que pode e não pode

10 de fevereiro de 2026 - 10:36

A Anac define regras específicas para as baterias de lítio, que são comuns em celulares, notebooks e powerbanks

DANÇA DAS CADEIRAS

Mais uma troca no alto escalão: Gafisa (GFSA3) anuncia novo presidente do conselho; veja quem assume agora

10 de fevereiro de 2026 - 10:17

Saída de Mariana de Oliveira se soma às mudanças na diretoria executiva da construtora; entenda o movimento

APETITE RENOVADO

Antes do IPO, Aegea garante cheque de R$ 1,2 bilhão da Itaúsa e GIC — e se prepara para disputa pela Copasa

10 de fevereiro de 2026 - 9:36

Aumento de capital acontece enquanto mercado anseia por IPO e empresa avalia novos ativos de saneamento

LADEIRA ABAIXO

Fitch corta nota de crédito da Raízen (RAIZ4) pela segunda vez no mesmo dia; rating passou de B para CCC

9 de fevereiro de 2026 - 20:09

Agora, Fitch, S&P Global e Moody’s — as três principais agências de rating — rebaixaram a companhia para nível especulativo

ANOTE NA AGENDA

Dividendos ou JCP? Itaúsa (ITSA4) anuncia calendário de pagamentos de proventos em 2026; confira as datas e os valores

9 de fevereiro de 2026 - 19:56

Segundo a companhia, esses pagamentos serão realizados a título de antecipação do dividendo obrigatório do exercício de 2026

PREPAREM OS BOLSOS

BB Seguridade (BBSE3) vai distribuir quase R$ 5 bilhões em dividendos após lucro recorde em 2025

9 de fevereiro de 2026 - 19:40

Na prática, cada papel BBSE3 vai receber R$ 2,54996501627 por ação, valor que será corrigido pela taxa Selic desde 31 de dezembro de 2025 até a data do pagamento

DEPOIS DA CRISE

O problema não é a vitrine, é o caixa: BTG Pactual entra no debate do FGC após crise do Banco Master

9 de fevereiro de 2026 - 19:03

Para o maior banco de investimentos do país, o problema não está na distribuição — mas no uso excessivo do FGC como motor de crescimento

SOB PRESSÃO

S&P Global tira grau de investimento da Raízen (RAIZ4) e alerta para risco crescente de calote em meio a dívida alta e queima de caixa

9 de fevereiro de 2026 - 18:40

Mudança veio após a Raízen contratar assessores financeiros e legais para estudar saídas para o endividamento crescente e a falta de caixa; Fitch também cortou recomendação da companhia

BRB EM QUEDA

Mercado reage a plano de recomposição de capital e ações do BRB (BSLI4) chegam a cair 20%

9 de fevereiro de 2026 - 18:13

Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)

SINAL DE ALERTA

O que os dividendos da Petrobras (PETR4) têm a ver com a cautela de analistas e investidores em relação à estatal

9 de fevereiro de 2026 - 18:01

O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo

DIFÍCIL DE RECLAMAR?

O novo normal do BTG Pactual: o que o CEO prevê por trás do guidance de rentabilidade — e quais as alavancas de crescimento para 2026

9 de fevereiro de 2026 - 17:47

Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar

SOB INVESTIGAÇÃO

De caneta milagrosa a perigo para a saúde: mortes por pancreatite colocam canetas emagrecedoras na mira da Anvisa

9 de fevereiro de 2026 - 17:20

Além das mortes, cerca de 200 casos de problemas no pâncreas estão sendo investigados pela agência

NO INFERNO ASTRAL

Endividada, Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento da Fitch, com corte na nota de crédito

9 de fevereiro de 2026 - 16:05

A Fitch estima que a companhia tenha cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas com vencimento nos próximos 18 meses, o que amplia o risco de refinanciamento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar