🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Negociação difícil

Briga no shopping: brMalls (BRML3) aciona o Cade para conter investidas da Aliansce (ALSO3) — e tentar termos melhores para uma fusão

A Aliansce, com a ajuda do fundo de pensão canadense CCPIB, tenta formar um grupo relevante no capital da brMalls e, com isso, forçar a aprovação de sua proposta de fusão.

Victor Aguiar
Victor Aguiar
31 de março de 2022
11:57
Shopping Leblon, pertencente à Allos, administradora de shoppings resultante da fusão entre a Aliansce Sonae e a brMalls
Shopping Leblon, pertencente à Allos, administradora de shoppings resultante da fusão entre a Aliansce Sonae e a brMalls. - Imagem: Divulgação

Era para ser uma "fusão de iguais", mas a aproximação entre duas das principais operadoras de shoppings do Brasil vai se transformando numa briga de rivais. Sem aceitar os termos propostos pela Aliansce Sonae (ALSO3), a brMalls (BRML3) acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para tentar frear as investidas da concorrente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na superfície, o caso parece uma apenas uma simples negociação de valores: de um lado, a Aliansce refez sua proposta inicial e aumentou o valor atribuído à competidora; do outro, a brMalls diz que os termos ainda são insuficientes, subavaliando a companhia. Uma simples — e dura — negociação.

Mas, nos bastidores, a Aliansce tem mexido os seus pauzinhos: junto do CCPIB, um de seus acionistas majoritários, a companhia tem comprado ações da brMalls. A ideia é formar um bloco relevante o suficiente para convocar uma assembleia e, quem sabe, aprovar a fusão 'na marra'.

E foi justamente por causa desse movimento que a brMalls recorreu ao Cade: a empresa pede que as compras feitas pela Aliansce e pelo CCPIB sejam investigadas — e que, até que uma decisão seja tomada, o grupo não possa exercer seus direitos de acionista.

"A companhia é favorável a transações de mercado de capitais como instrumento legítimo de combinações entre empresas", diz a brMalls, em comunicado enviado à CVM. "No entanto, entende que em qualquer transação há que se evitar conflitos de interesses e respeitar limites concorrenciais".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A investida da Aliansce Sonae (ALSO3)

Dito isso, você pode estar se perguntando: há algo de errado em uma empresa comprar ações de sua concorrente direta? O Cade tem motivo para investigar esse caso em específico?

Leia Também

A resposta é complexa. A priori, não há qualquer impedimento — vide o caso da Marfrig (MRFG3), que aumentou sua participação acionária na BRF (BRFS3) ao ponto de se tornar um acionista de referência e indicar uma chapa ao conselho de administração da rival.

Essas compras de ações, no entanto, precisam obedecer algumas normas. Sempre que um agente financeiro atinge uma fatia superior a 5% do capital de uma companhia aberta, é necessário enviar uma carta para comunicar esse fato; da mesma maneira, uma venda de papéis que diminua a participação para aquém dos 5% também pede uma comunicação formal. A mesma regra se aplica ao cruzamento da linha dos 10%, 15% e assim em diante.

O centro da alegação da brMalls (BRML3) é justamente o possível descumprimento dessa regra por parte da Aliansce (ALSO3) e do CCPIB: como atuam em conjunto, os dois agentes podem fazer transações entre si, ocultando a real participação de cada um no capital social da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Digamos, por exemplo, que o fundo canadense comprou uma fatia de 6% no capital da brMalls, enviando-lhe uma carta para informar a aquisição — até aí, tudo certo. Mas digamos que, passados alguns dias, a Aliansce atingiu a mesma participação, também mandando a sua própria carta.

Para a brMalls, essa situação cria uma espécie de 'zona cinzenta': a Aliansce de fato comprou os seus 6% no mercado, ou o CCPIB transferiu parte de suas ações para a empresa? E, se for esse o caso, será que o fundo canadense chegou a ficar abaixo dos 5%, mas sem comunicar oficialmente esse recuo na participação?

Tudo isso serviria para 'mascarar' o avanço do grupo Aliansce + CCPIB sobre o capital social da brMalls, de modo a viabilizar a criação de um bloco suficientemente poderoso para convocar uma assembleia de acionistas — e, com isso, colocar em pauta a proposta de fusão que foi rejeitada pela administração.

"A companhia entende que o exercício de direitos políticos por parte dos integrantes do Grupo Aliansce Sonae ou por parte de qualquer terceiro que esteja agindo em concerto com o Grupo Aliansce Sonae pode caracterizar infração às normas brasileiras concorrenciais", diz a brMalls, ao pedir a suspensão preventiva dos direitos de acionista do rival.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, de fato, há muita confusão quanto a real fatia detida por Aliansce e CCPIB: as informações são desencontradas e o mercado apenas especula qual a participação de cada um. O site de relações com investidores da brMalls, por exemplo, diz que o grupo era dono de 10,8% do capital social da companhia em 21 de março.

O formulário de referência da brMalls, no entanto, traz uma informação diferente. Arquivado na CVM no mesmo dia 21 de março, o documento informa que o fundo canadense sozinho é dono de 10,8%, enquanto a Aliansce detém outros 5%.

Tabelas retiradas do site de RI da brMalls (BRML3) e do formulário de referência da companhia mostrando diferenças na composição acionária
A primeira tabela, retirada da última versão do formulário de referência da brMalls (BRML3), indica que o grupo composto por Aliansce (ALSO3) e CPPIB é dono de quase 16% do capital social da companhia. A segunda tabela, contida no site de relações com investidores da empresa, informa que a participação é menor, de 10,8%. Em tese, as duas foram atualizadas na mesma data.

brMalls (BRML3): fim de papo?

Todo esse imbróglio nos leva a crer que não há mais clima para a fusão entre brMalls (BRML3) e Aliansce (ALSO3), certo? Bem... não necessariamente.

Ao mesmo tempo em que acionou o Cade para conter as investidas da Aliansce, a brMalls também se mostra aberta para uma continuidade das negociações: segundo a companhia, a medida não afeta o compromisso de "avaliar eventual nova proposta" que seja enviada pela concorrente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O termo chave é "nova proposta" — a brMalls não aceita os termos atuais e quer fazer de tudo para evitar uma assembleia de acionistas que dê sinal verde para a fusão. Mas, se a Aliansce subir a oferta,o cenário pode mudar.

Como dito no começo do texto: tudo é uma simples — e dura — negociação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
UM “ACHADO” NOS SHOPPINGS

Chegou a hora de investir em shoppings: Itaú BBA inicia cobertura do setor e revela ação preferida para lucrar 

12 de janeiro de 2026 - 18:17

Para analistas, o setor de shoppings centers passou por uma virada de chave nos últimos anos — e agora está ainda mais preparado para uma consolidação; veja a recomendação para as ações

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

Ações da Tenda (TEND3) caem forte após prévia do 4T25: saiba por que Safra e BTG mantêm recomendação de compra

12 de janeiro de 2026 - 14:25

Apesar do marco de R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, ações recuam por expectativas frustradas de analistas, enquanto bancos reiteram compra citando múltiplos atrativos para 2026

A SAIDEIRA

A cerveja ficou choca: CEO da Heineken renuncia em meio a vendas fracas e investidores insatisfeitos; entenda o que acontece agora

12 de janeiro de 2026 - 12:31

A fabricante holandesa de cerveja comunicou a renúncia de seu CEO, Dolf van den Brink, após um mandato de seis anos marcado pela queda nas vendas; Heineken busca sucessor para o cargo

LIMPANDO A CASA

Dança das cadeiras no Banco de Brasília (BRB) busca renovar a diretoria após crise envolvendo o Banco Master

12 de janeiro de 2026 - 11:27

Novos nomes devem assumir a cadeira de negócios digitais e recursos humanos; subsidiárias também passam por mudanças

SETOR DE PETRÓLEO PEGANDO FOGO

Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação

12 de janeiro de 2026 - 9:39

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

ACIONISTAS, COLOQUEM AS MÁSCARAS!

Turbulência no caminho da Azul (AZUL54)? Antes de assembleia, acionistas rejeitam unificação de ações em votação antecipada 

11 de janeiro de 2026 - 15:03

Uma parte importante do plano de reestruturação financeira da companhia aérea será colocado em votação em duas assembleias nesta segunda-feira (12), inicialmente marcadas para às 11h e para às 14h

ADEUS, B3

Gol (GOLL54) avança para decolar da B3: laudo da OPA avalia lote a R$ 10,13; entenda

10 de janeiro de 2026 - 16:10

O laudo será a referência para a OPA das ações preferenciais e não representa, necessariamente, o preço final da oferta

BYE-BYE, AMERICA

Adeus, Wall Street: Cogna (COGN3) aprova saída da Vasta da Nasdaq. O que está por trás do movimento?

10 de janeiro de 2026 - 15:02

Controlada de educação básica do grupo vai deixar a bolsa americana após encolhimento da base acionária e baixa liquidez das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Santander (SANB11) prepara distribuição de R$ 2 bilhões em proventos; confira os detalhes

9 de janeiro de 2026 - 20:10

Conselho recebeu proposta de distribuição bilionária em JCP; decisão final depende da aprovação em assembleia até abril de 2027

QUEM LEVA A TAÇA?

Ano de Copa do Mundo: Santander revela dois nomes do varejo que devem golear durante o torneio

9 de janeiro de 2026 - 19:55

Para o banco, Mercado Livre e o Grupo SBF são as mais bem posicionadas para brilhar durante o evento; varejistas de fast-fashion podem enfrentar dificultades

RAIO-X DO SETOR

Rede D’Or (RDOR3) segue como estrela e Fleury (FLRY3) ganha fôlego: Santander aposta nas gigantes, mas vê obstáculos em 2026 para a saúde

9 de janeiro de 2026 - 19:25

Banco reforça confiança seletiva em grandes players, mas alerta para riscos regulatórios e competição intensa na saúde neste ano; confira as recomendações do Santander para o setor

DEPOIS DO DR. GOOGLE

ChatGPT Health ajuda, mas não receita: entenda como funciona

9 de janeiro de 2026 - 15:35

Nova área de saúde do ChatGPT promete organizar exames, explicar resultados e ajudar no dia a dia, mas especialistas alertam: IA informa, não diagnostica

RUMO AO FUTURO

Embraer (EMBJ3) voou alto em 2025, segundo BTG; descubra se a companhia manterá o embalo em 2026

9 de janeiro de 2026 - 15:21

Com resultados sólidos no ano passado, a Embraer entra em 2026 com o desafio de sustentar margens, expandir capacidade produtiva e transformar a Eve Air Mobility em nova fronteira de crescimento

PRATO FEITO PARA INVESTIDORES

Arroz está muito barato, e expectativa é de queda na produção em 2026; veja como ação da Camil (CAML3) pode disparar até 81%, segundo o BTG

9 de janeiro de 2026 - 14:01

Para este ano, a estimativa é que os agricultores plantem menos arroz, o que pode levar à recuperação do valor da commodity, o que pode impulsionar o valor da ação da Camil

FREE FLOW

Sem fila nos pedágios: Motiva (MOTV3) e EcoRodovias (ECOR3) anunciam parceria para investir em plataforma digital

9 de janeiro de 2026 - 10:42

As empresas anunciaram um investimento conjunto para desenvolver e operar uma plataforma digital voltada para a gestão e processamento dos pagamentos de pedágios

XÔ, VOLATILIDADE

‘Queridinha’ de Barsi na mira da B3: empresa em recuperação judicial leva enquadro da bolsa — e não é a única

9 de janeiro de 2026 - 10:05

Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, foi notificada para sair da condição de penny stock; entenda

PLANEJAMENTO

Calendário dos negócios em 2026: as datas que o empreendedor precisa ficar atento para faturar mais no ano

9 de janeiro de 2026 - 9:40

Além das datas tradicionais para o varejo, como o Dia das Mães e o Natal, o ano será marcado por feriados prolongados e Copa do Mundo

TENTATIVA FRUSTRADA

Novo revés para Vorcaro: Justiça dos EUA reconhece liquidação do Banco Master. O que acontece agora?

9 de janeiro de 2026 - 8:56

Decisão de tribunal da Flórida obriga credores e tribunais americanos a respeitarem o processo brasileiro

FUSÕES E AQUISIÇÕES

Rivais da Vale (VALE3) estão prestes a se unir: a negociação entre a Rio Tinto e a Glencore que pode criar uma gigante da mineração

8 de janeiro de 2026 - 19:52

A Rio Tinto tem um valor de mercado de cerca de US$142 bilhões, enquanto a Glencore está avaliada em US$65 bilhões de acordo com o último fechamento

DIVIDENDOS EM RISCO

BB Seguridade (BBSE3) na berlinda: Safra corta preço-alvo em R$ 8 e acende alerta sobre dividendos

8 de janeiro de 2026 - 19:48

Performance tímida da companhia em 2025 e a deterioração dos prêmios no agronegócio levaram o Safra a rever projeções; analistas enxergam crescimento zero nos próximos anos e recomendam venda da ação

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar