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Até pouco tempo atrás, a Marfrig afirmava que não iria interferir na gestão da BRF — o que foi desmentido no comunicado de ontem (21) à CVM

Após o anúncio de que a Marfrig (MRFG3) exerceria influência sobre a administração da BRF (BRFS3), um novo comunicado ao mercado não foi surpresa. A empresa indicou uma chapa para o conselho de administração da companhia — e velhos conhecidos do mercado estão na lista.
Quem preside a chapa é Marcos Molina, fundador e controlador da Marfrig — e que hoje lidera o conselho de administração da concorrente da BRF.
A vice-presidência fica com Sergio Rial, que também é presidente do conselho de administração do Santander desde janeiro deste ano. Rial é um parceiro de longa data de Molina: ele foi uma das mentes por trás da reestruturação nas finanças da Marfrig num passado não tão distante.
Outros nomes que também farão parte do conselho incluem Marcia Aparecida Pascoal Marçal dos Santos, Augusto Marques da Cruz Filho, Deborah Stern Vieitas, Flávia Maria Bittencourt, Oscar de Paula Bernardes Neto, Pedro de Camargo Neto, Altamir Batista Mateus da Silva e Eduardo Augusto Rocha Pocetti.
A Marfrig vem aumentando sua participação no capital da BRF desde o ano passado e, atualmente, é dona de 33% da rival. Mas, até o início desta semana, a companhia dizia não ter interesse em interferir nos rumos da dona da Sadia e da Perdigão — ao menos, não oficialmente.
A notícia de que Marcos Molina passaria a exercer seus direitos de acionista na BRF chegou ao conhecimento dos investidores na última segunda-feira (21), em comunicado à CVM. E, caso seja empossado como presidente do conselho de administração, Molina passará a ter ainda mais influência sobre a gestão da empresa.
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Enquanto isso, os papéis BRFS3 acompanhavam o movimento de alta da bolsa nesta terça-feira (22). Por volta das 15h40, as ações da empresa avançavam 1,80%, cotadas a R$ 18,67.
Na comparação mensal, os papéis amargam perdas na casa dos 20,33%, de acordo com dados do Trademap.
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