Big techs na berlinda: Amazon segue os exemplos de Meta e Twitter e anuncia demissões em massa; saiba se a medida afeta o Brasil
A varejista começou a desligar funcionários na última terça-feira (15), e o enxugamento da folha de pagamento deve atingir até 10 mil pessoas; os setores de varejo, dispositivos e recursos humanos devem ser os mais afetados

O Halloween, comemorado no último dia de outubro, anunciou uma temporada sombria para os funcionários das gigantes de tecnologia americanas. Depois de a Meta — a dona do Facebook — e o Twitter anunciarem cortes relevantes em seus quadros de trabalhadores, chegou a vez de a Amazon promover demissões em massa.
A varejista começou a desligar funcionários na última terça-feira (15) e, segundo o The New York Times, o enxugamento da folha de pagamento deve atingir até 10 mil pessoas. Os setores de varejo, dispositivos e recursos humanos devem ser os mais afetados.
Se confirmada a demissão em massa, a empresa de Jeff Bezos conquistará o “prêmio” de segundo maior corte no quadro de pessoal de uma empresa de tecnologia, atrás apenas da Meta, que desligou 11 mil na última semana. Ao todo, as três companhias — Meta, Twitter e Amazon — dispensaram juntas cerca de 25 mil funcionários nos primeiros 15 dias de novembro.
Por ora, poucas informações foram divulgadas. Ainda não se sabe ao certo quais países serão os mais afetados, ou quantos funcionários serão dispensados no Brasil, às vésperas da Black Friday.
No último trimestre, o quadro de pessoal da Amazon cresceu apenas 5% na comparação com o mesmo período do ano anterior, sendo que o quadro de funcionários é formado por 1,5 milhão de colaboradores em todo o mundo.
O Seu Dinheiro entrou em contato com a divisão brasileira da Amazon, que não se pronunciou até o momento de publicação desta reportagem. Em caso de resposta, a matéria será atualizada com o posicionamento da companhia.
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Em busca de uma (outra) chance na Amazon
Os funcionários demitidos pela Amazon nesta semana poderão ser realocados em outras áreas da empresa, em um prazo máximo de 60 dias, a contar a partir do anúncio do desligamento.
Caso os colaboradores recém-desligados não consigam ocupar outra vaga interna, poderão ser indenizados, de acordo com informações do site Business Insider.
O valor da indenização não foi divulgado, assim como a forma como a reorganização interna de pessoal será coordenada.
“Nuvem sombria" já anunciada
Embora as demissões na Amazon estejam acontecendo nesta semana, a empresa já havia anunciado um “congelamento” de vagas no início de novembro.
Na ocasião, a decisão foi informada por e-mail interno enviado aos funcionários, um dia após a divulgação dos resultados trimestrais da gigante de tecnologia. No memorando, a chefe de recursos humanos da empresa, Beth Galetti, afirmou que a “pausa” nas contratações seria mantida durante os próximos meses.
*Com informações de Business Insider, CNBC, The New York Times e Reuters
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