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Vale lembrar que os números da base de comparação foram impulsionados pelos primeiros meses da pandemia de covid-19

Em meio ao mau momento das varejistas na bolsa, o balanço da Via (VIIA3) chama a atenção dos investidores nesta quarta-feira (9). A pergunta que não quer calar para os acionistas e o mercado é: os números justificam a queda de mais de 68% no último ano?
À primeira vista, a resposta parece ser "sim". A dona das Casas Bahia e do Ponto Frio registrou prejuízo líquido de R$ 297 milhões em 2021, contra lucro de R$ 1 bilhão acumulado no ano anterior. No quarto trimestre, o resultado financeiro foi positivo, com R$ 29 milhões, mas recuou 91,4% em relação ao mesmo período de 2020.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, da sigla em inglês) ajustado cresceu 17,6% entre outubro e dezembro, para R$ 641 milhões, porém também anotou queda de 53,1% na base anual de comparação.
Vale lembrar que a base de comparação foi afetada pelos primeiros meses da pandemia de covid-19. Mas, ao contrário do que ocorreu com muitas empresas, no caso da companhia o efeito foi positivo. As medidas de distanciamento social impulsionaram o e-commerce e o lucro das varejistas online.
As vendas brutas pela internet, aliás, não estão por trás do mau desempenho da empresa, pois cresceram 38,9% no ano, para R$ 26,4 bilhões. A cifra representa 59% do Volume Bruto de Mercadorias (GMV, na sigla em inglês) da Via em 2021. Já o GMV das lojas físicas caiu 2,3% no período, para R$ 21,4 bilhões.
Antes mesmo da divulgação dos números, o JP Morgan jogou um balde de água fria na Via com a retirada de seu preço-alvo para VIIA3 e a manutenção da recomendação neutra para os papéis.
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"Apesar de o e-commerce continuar crescendo, embora com menos intensidade, o ambiente desfavorável provavelmente vai afetar as lojas físicas, particularmente as com tíquete médio mais alto, como as da Via (VIIA3) e do Magazine Luiza (MGLU3)", escrevem os analistas.
O banco americano atualizou as previsões e agora espera que a companhia dê prejuízo em 2022, considerando a Selic mais alta e as provisões para os inúmeros processos trabalhistas, conforme revelado no balanço do terceiro trimestre.
Os gastos com despesas trabalhistas totalizaram R$ 195 milhões no quarto trimestre e ficaram "dentro do intervalo esperado", segundo a empresa. A Via também detalhou quais estratégias têm adotado para evitar outra bola de neve com processos de ex-funcionários no futuro:
INDO ÀS COMPRAS
SISTEMA FINANCEIRO
BOMBOU NO SD
FÔLEGO NO FIM DO MÊS
NEGÓCIO FECHADO
MUDANÇA DE VENTOS
DESCONTO NA BOLSA
DISPUTA SOCIETÁRIA
ATENÇÃO FÃS
HORA DE COMPRAR
ATENÇÃO, ACIONISTA
DEBANDADA DA BOLSA
SD ENTREVISTA
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A EUFORIA ACABOU?
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VEM CISÃO AÍ?
A TESE AZEDOU?