Ações do Twitter (TWTR34) disparam 22% após Elon Musk voltar atrás (mais uma vez) e seguir com a compra da rede social
O bilionário enviou uma carta para a plataforma e para a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) com a nova proposta

Desde que Elon Musk fez oficialmente uma proposta para adquirir o Twitter, em abril, o mercado financeiro já viu muitas reviravoltas.
Quando tudo parecia certo, Musk acusou a rede social de apresentar números inflados sobre o tamanho da sua base de usuários e voltou atrás no acordo, entrando na Justiça para garantir o rompimento.
Já o Twitter, em sua defesa, disse ter entregue todas as informações de auditoria de forma precisa, também procurando os tribunais para garantir que o bilionário honrasse sua oferta.
Agora, o mercado volta a flertar com a possibilidade de que a rede social de fato passe para o controle do dono da Tesla e SpaceX. Musk voltou a propor comprar a companhia pelo preço da oferta inicial — US$ 54,20 por ação. A informação havia sido antecipada mais cedo pela Bloomberg e confirmada há pouco pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).
Duas semanas antes de ir ao tribunal, Musk enviou uma carta ao Twitter e também à comissão de valores mobiliários reforçando sua proposta de compra. As ações da rede social reagiram de forma intensa aos rumores.
Mais cedo, os papéis chegaram a entrar em leilão por duas vezes e ter a negociação interrompida, devido a uma oscilação maior do que a permitida. Na máxima, os papéis chegaram a subir mais de 22%, com a retomada das negociações.
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Apesar do forte gatilho de curto prazo, Guilherme Zanin, analista da Avenue Securities, não indicaria montar uma posição neste momento nos papéis — mas se você já tem ações do Twitter na carteira, essa também não é hora de vender.
Para o analista, aqueles que ainda não possuem o papel já perderam a chance de capturar valor e ainda existem muitas dúvidas sobre o que de fato sairá das negociações. Ou seja: os papéis dependem muito mais do desenrolar das negociações do que de variáveis econômicas ou dos seus resultados operacionais.
"É difícil saber onde isso vai terminar. Se teremos o acordo, se vai entrar na Justiça ou de que lado o tribunal vai ficar", conclui.
No ano, os papéis do Twitter acumulam queda de 0,17%.
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