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Banco reduziu o preço-alvo das ações de R$ 98 para R$ 93, mas manteve recomendação de compra
Os rumores de um possível aumento de impostos sobre o setor de petróleo em meio à alta dos combustíveis pesaram sobre as ações da 3R Petroleum (RRRP3) recentemente na bolsa. Mas o risco de intervenção não mudou a visão do BTG Pactual sobre a empresa.
O banco revisou as estimativas da companhia, que permanece como a favorita no setor para surfar a valorização das cotações internacionais do petróleo.
Os analistas reduziram o preço alvo das ações RRRP3 de R$ 98 para R$ 93. Ainda assim, o valor representa um potencial de alta de 161% em relação ao fechamento de segunda-feira (21).
No pregão desta terça-feira, os papéis da 3R Petroleum eram negociados em alta de 2,1% por volta das 11 horas, cotados a R$ 36,60.
“O [petróleo] Brent subiu 47% no ano e os contratos de longo prazo subiram 15% no mesmo período, o que ajuda a fortalecer a tese de investimento”, escreveram os analistas do BTG, em relatório.
Com isso, o banco mantém a recomendação de compra, baseado nas perspectivas de valorização do setor e crescimento da petroleira. Pelas projeções dos analistas, a 3R deve alcançar um Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,4 bilhão neste ano e de R$ 5,1 bilhões em 2023, quando deve ter início a operação de uma nova base de extração, a Potiguar.
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As ações RRRP3 tiveram uma alta de 14% em dólar desde o início do ano, ou seja, abaixo da variação das cotações do petróleo. Com isso, o BTG acredita que esse cenário deve favorecer os próximos resultados da empresa e se refletir na performance dos papéis.
Considerando as discussões sobre a aprovação de subsídios aos combustíveis propostas pelo governo federal, o BTG acredita que nenhuma medida deve alterar bruscamente os preços de venda dentro de pelo menos três meses e que, nesse cenário, as ações passariam por uma nova análise.
“Embora a aprovação da medida de forma permanente obviamente impactasse nossa estimativa para a 3R Petroleum, isso não mudaria significativamente nossa visão estrutural otimista sobre a companhia”, acrescentam os analistas.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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