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Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

RETOMANDO A ROTA

Embraer (EMBR3) registra melhor nível de pedidos desde 2018; o que esperar das ações?

Carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer atingiu US$ 17,8 bilhões — alta de 12% na comparação com o mesmo período de 2021

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
25 de julho de 2022
9:48 - atualizado às 13:06
Aeronave da Embraer (EMBR3)
Aeronave da Embraer - Imagem: Divulgação

Após um período de dificuldades, que incluíram a paralisação do setor aéreo diante da pandemia e também a necessidade de reorganização da própria empresa, a Embraer (EMBR3) parece estar voltando aos bons tempos.

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A companhia informou na manhã desta segunda-feira (25) uma prévia operacional onde traz os dados referentes ao segundo trimestre deste ano. As vendas de aeronaves e serviços são os principais destaques.

De acordo com o documento, foram vendidos 32 jatos no total, sendo 11 deles comerciais e 21 executivos. Deste, 12 são do tipo leve e outros nove são de tamanho médio.

No ano, já foram entregues 46 aeronaves, sendo 17 comerciais e 29 executivas.

Assim, a Embraer (EMBR3) encerrou o segundo trimestre do ano com uma carteira de pedidos firmes (backlog) de US$ 17,8 bilhões — alta de 12% na comparação com o mesmo período de 2021 e o maior nível desde 2018. Os números foram impulsionados principalmente pelas novas vendas de aeronaves e serviços.

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Novas encomendas para a Embraer (EMBR3)

Na semana passada, a Embraer (EMBR3) aproveitou sua participação na Farnborough Airshow, feira de aviação realizada na Inglaterra, para fazer uma sequência de anúncios importantes. Além de ter recebido novas encomendas de jatos, a brasileira também revelou tratativas com a BAE Systems para formar uma joint venture.

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Os pedidos vêm da canadense Porter Airlines e da americana Alaska Air Group.

A primeira fez um pedido firme de 20 jatos comerciais Embraer E195-E2, num acordo com valor de US$ 1,56 bilhão.

Já o pedido da Alaska Air Group para a Embraer (EMBR3) é um pouco mais modesto, de apenas oito jatos E175 e opção para a compra de mais 13.

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O desempenho das ações

Por enquanto, a Embraer (EMBR3) ainda tenta retomar sua trajetória de voo tranquilo após a tempestade que afetou todo o setor aéreo desde o início da pandemia em 2020.

No ano, as ações já caíram 52,97%, considerando o fechamento de sexta-feira (22). No último mês, a queda é menor, de 3,10%.

Há pouco, as ações da empresa reagiam positivamente, em leve alta de 0,25%.

Segundo dados compilados pela plataforma TradeMap, do total de seis recomendações para as ações da companhia, cinco são de compra e uma é de manutenção.

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Analistas e gestores reforçam que a empresa brasileira é bem consolidada em sua área de atuação e aproveita a recuperação de todo o setor aéreo no mundo, competindo bem com as rivais Airbus e Boeing. Assim, há espaço para que a ação se recupere nos próximos meses.

O balanço trimestral da Embraer (EMBR3) será divulgado nesta quinta-feira (28), antes da abertura do mercado.

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