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Autorização acontece após pedido de vistas na sexta-feira (28). O negócio ainda precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Uma das novelas mais acompanhadas do mundo corporativo brasileiro chegou ao fim: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu luz verde para a venda da Oi Móvel para a Claro, a TIM e a Vivo.
Com a autorização, a Oi (OIBR3) finalmente consegue atravessar os últimos obstáculos no caminho de seu prolongado processo de recuperação judicial. Assim que a liberação saiu, as ações da empresa subiram 7,69%, cotadas a R$ 1,12. Esse avanço perdeu um pouco do fôlego ao longo do dia, e os papéis encerraram o pregão com alta de 2,88%, a R$ 1,07.
A conclusão da venda tanto da unidade móvel como da participação na divisão de fibra óptica é tida como fundamental no processo de recuperação judicial da Oi, que se arrasta desde 2016.
Em um leilão realizado no fim de 2020, Claro, TIM e Vivo arremataram a Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões. O negócio, entretanto, precisa da bênção dos órgãos reguladores.
Na semana passada, os acionistas da operadora aprovaram em assembleia a incorporação da Oi Móvel, etapa prevista dentro do processo de venda da unidade.
Além da Anatel, a venda também precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão de defesa da concorrência tem até fevereiro para se manifestar sobre o caso.
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A expectativa era de que a autorização fosse anunciada na sexta-feira (28). O conselheiro Emmanoel Campelo votou para dar aval ao procedimento, acompanhado, por sua vez, de condicionantes e compromissos a serem assumidos.
O julgamento do caso, no entanto, foi suspenso após um pedido de vista, isto é, mais tempo de análise, do conselheiro Vicente Bandeira de Aquino Neto.
Com o pedido de vista de sexta-feira, a venda deveria voltar a ser debatida pelo Conselho Diretor da Anatel somente em uma reunião ordinária prevista para 10 de fevereiro. Ainda na sexta-feira, no entanto, Campelo chamou para hoje uma reunião extraordinária.
Hoje, Aquino Neto apoiou o negócio, mas sugeriu ajustes pontuais e acréscimos necessários para, segundo ele, “atender o interesse público”. Os conselheiros Moisés Queiroz Moreira e Carlos Manuel Baigorri endossaram as alterações, apoiando a venda da Oi Móvel.
Nas últimas semanas, o otimismo em relação à aprovação do negócio levou a uma arrancada das ações da Oi na bolsa. Nos 11 pregões anteriores ao de hoje, OIBR3 acumulou alta de 50,7%.
Na manhã da última sexta-feira, o pedido de vista fez com que os papéis da empresa passassem a operar em forte queda, devolvendo parte dos ganhos acumulados.
Horas depois, diante da notícia da convocação da reunião extraordinária, OIBR3 recuperou-se e fechou em alta de 3%.
Antes da audiência de hoje da Anatel, as ações da Oi subiam cerca de 1%. Com a autorização, os papéis dispararam na B3.
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