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Fica para o próximo: Petrobras (PETR4) não deve ser privatizada “neste mandato”, diz Guedes

Em meio à troca de comando da Petrobras, a privatização da estatal não deve ser pautada pelo governo neste ano

O ministro da Economia Paulo Guedes fala sobre Petrobras
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Edu Andrade/Ascom/ME

O ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou uma eventual privatização da Petrobras (PETR4) na atual administração de Jair Bolsonaro.  A fala acontece em meio à mudança de comando da estatal — o economista Adriano Pires foi indicado para o cargo de CEO da companhia, em substituição ao general Joaquim Silva e Luna.

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“O presidente [Jair Bolsonaro] disse expressamente que não privatizaria a Petrobras neste mandato, o primeiro mandato. Nunca disse nada sobre o segundo mandato”, declarou Guedes, em entrevista coletiva na embaixada brasileira em Paris, nesta terça-feira (29). 

Segundo o portal UOL, Bolsonaro teria dito a Pires que a Petrobras “dá muita dor de cabeça”; a troca no comando da empresa ocorre num contexto de forte reajuste nos preços dos combustíveis, em resposta à disparada nas cotações internacionais do petróleo.

Em viagem à França para discutir a adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guedes disse ser pessoalmente favorável à privatização da petroleira, mas que a decisão final cabe ao presidente da República.

“Quando penso em Petrobras, penso que a gente deveria privatizar a Petrobras, mas eu não tenho votos. Sou só um ministro da Economia. Eu não tenho nada a comentar sobre a Petrobras.”

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Troca de comando na Petrobras (PETR4)

A troca da presidência da Petrobras (PETR4) foi anunciada na última segunda-feira (28). Joaquim Silva e Luna, ex-ministro da Defesa no governo Bolsonaro e que estava no comando da estatal desde fevereiro de 2021, foi substituído pelo economista Adriano Pires. 

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Sobre a mudança no comando da estatal, Guedes apontou que a alteração não deve ter consequências práticas na gestão da empresa - na política de preços dos combustíveis, por exemplo. “Não acho que essa mudança seja um fator importante, não mesmo. Não espero que tenha efeitos reais”, comentou.

Ainda durante a entrevista coletiva, o ministro da Economia disse que o único nome indicado por ele para a presidência da Petrobras foi o economista Roberto Castello Branco, que comandou a empresa entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2021. 

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Sem a Petrobras no radar: Próximas privatizações

A agenda de privatizações é a marca de Paulo Guedes no Ministério da Economia. O chefe da pasta prometeu que as desestatizações da Eletrobras e a dos Correios acontecerão ainda neste ano, durante a entrevista coletiva em Paris. 

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Ele ainda afirmou que as concessões dos portos e dos aeroportos do Galeão e de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e de Congonhas, em São Paulo, devem avançar nos próximos meses. 

Inflação

Por fim, o ministro da Economia comentou a alta da inflação, ligando  o aumento  dos preços a fatores internacionais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e o impacto da pandemia de covid-19 sobre a economia global.

“A inflação nos EUA saiu de 0% a 8,5%. Na Alemanha, também saiu de 0% para 7%. É claramente um fenômeno global e temos dois fatores: o impacto da pandemia, com a contração da cadeia de mantimentos e de fornecedores, menos serviços, e o governo respondeu a isso aumentando as políticas fiscais e monetárias, aumentando a demanda. Isso gerou inflação, naturalmente, mesmo antes da guerra”, declarou.

Para Guedes, o Brasil está mais preparado para lidar com a inflação à medida que o Banco Central aumentou a taxa Selic (juros básicos da economia) de 2% para 11,75% ao ano desde agosto de 2021. 

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*Com informações de Agência Brasil

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