O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O programa de recompra abrange cerca 10% do capital da companhia — isso significa que os lucros passarão a ser divididos por um número 10% menor de ações
Às vezes a gente fica sem entender algumas reações do mercado, não é mesmo? Mesmo depois de divulgar resultados muito ruins do primeiro trimestre de 2022, as ações da Vale (VALE3) chegaram a subir mais de 3% durante o pregão de ontem.
Receita em queda, Ebitda em queda e lucro em queda na comparação com os primeiros três meses de 2021, e mesmo assim as ações dispararam.
O grande responsável por esse bom desempenho foi o anúncio de um programa de recompra gigantesco de ações. Mas porque isso é bom para os acionistas?
Para entender, vamos usar um exemplo muito simples.
João é dono de uma padaria junto com seus outros nove irmãos.
O patrimônio da padaria era dividido em dez ações. Cada irmão tinha uma. Sendo assim, cada irmão possuía 10% do estabelecimento e, consequentemente, 10% dos dividendos distribuídos no fim do ano.
Leia Também

O problema é que metade dos irmãos já não queria mais ter o dinheiro investido ali. Eles preferiam vender as suas ações para realizar outros planos.
João decidiu então usar o caixa da padaria para recomprar a parte deles e depois cancelar essas cinco ações.
O que tudo isso significa?
Que agora o patrimônio da padaria está dividido em cinco partes iguais; apenas cinco ações.
E mesmo sem gastar um centavo, cada um dos cinco irmãos remanescentes passará a ter direito a 20% dos lucros, ao invés de 10%.

Esse é o efeito da recompra de ações para os acionistas remanescentes.
No caso da Vale, que anunciou um programa de recompra de 500 milhões de ações, o resultado é um incremento importante na remuneração dos acionistas remanescentes.
Com cerca de 5 bilhões de ações em circulação, o programa de recompra abrange aproximadamente 10% do capital da companhia.
Isso significa que os lucros passarão a ser divididos por um número 10% menor de ações.
O que também significa que cada acionista remanescente receberá 10% a mais de dividendos mesmo sem ter investido mais na companhia.
Agora dá para entender o motivo de tanta alegria.
Mas o fato de a Vale abrir um novo programa de recompra implica em mais do que um simples aumento nos dividendos para cada acionista.
Isso também significa que a gestão acredita que as ações estão extremamente descontadas.
Por isso, ao invés de usar o caixa para fazer novos investimentos ou distribuir diretamente na forma de dividendos, a companhia recompra ações pois vê nelas um retorno muito melhor.
Quer saber o que eu penso disso? Eu compartilho da mesma opinião que a gestão!
Hoje a Vale negocia por apenas 5 vezes lucros e 3,7 vezes o seu Ebitda, e ainda gera um caixa absurdo.
Além de tudo isso, paga um dividend yield (retorno com dividendos) acima de 10% e que irá aumentar após o programa de recompra.
Por essas e outras, a Vale é figurinha carimbada na série As Melhores Ações da Bolsa.
Se quiser conferir essa e todas as outras oportunidades, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros