Lucro e dividendos: O que comprar na bolsa quando as ações param de subir e o humor começa a piorar
Agora é uma boa hora para vender ações que carecem de lucros e colocar na carteira mais ações pagadoras de dividendos
O mercado de ações é fascinante e ao mesmo tempo pode se tornar uma armadilha para todos os investidores.
Como saber qual ação vai subir mais? Como tentar encontrar a agulha no palheiro que vai levar você à tão sonhada liberdade financeira?
Certamente essas são as perguntas que a maioria das pessoas faz quando a bolsa está subindo e renovando máximas.
Ações e novas métricas
Como justificar que uma ação que já subiu 500% vai continuar se valorizando?
Para fazer isso, analistas e investidores começam a inventar novas métricas.
Se o múltiplo preço/lucro já está acima de 50 vezes e não justifica os resultados entregues pela companhia, logo o mercado aparece com outra métricas como Valor da Firma sobre Receita, Valor da Firma sobre GMV, Valor da Firma sobre Ebitda antes do gastos com crescimento, PEG ratio, e por aí vai…
Leia Também
Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groelândia: veja como investir hoje
Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral
Tudo porque pelos múltiplos tradicionais (EV/Ebitda, Preço/Lucros Preço/Fluxo de Caixa, Dividend Yield etc.), essas ações pareceriam caras demais e jamais atrairiam novos compradores.
Mas nada como um bear market para ajustar as coisas.
Um pouco mais de razão, por favor
É claro que todos nós gostaríamos de ver a Bolsa subindo. Mas, um pouco de pé no chão também é importante.
Quando as ações param de subir e o humor começa a piorar, os investidores começam a se dar conta de que estavam utilizando múltiplos que não faziam o menor sentido e passam a se questionar se não caíram numa armadilha.
Se antes uma ação com um múltiplo de 80 vezes lucros ainda parecia "barata" porque negociava por "apenas" 5 vezes Valor da Firma/GMV, quando o bear market dá as caras, as novas métricas deixam de fazer sentido e esses papéis entram em uma espiral negativa até atingirem um patamar de preço/lucro ou dividend yield que faça sentido.
O brilho da tradição
É por isso que empresas de tecnologia, e-commerce entre outras não param de cair.
Enquanto isso, empresas tradicionais têm se saído muito melhor.
Por exemplo, o fundo Dividendos da Vitreo, que é baseado na série Vacas Leiteiras da Empiricus, está com um retorno de 8% em 2022, acima dos 5% do Ibovespa e muito melhor do que a imensa maioria dos fundos de ações.
Não é muito difícil entender o motivo.
- ESTÁ GOSTANDO DESTE CONTEÚDO? Tenha acesso a ideias de investimento para sair do lugar comum, multiplicar e proteger o patrimônio.
Ações e dividendos
Imagine que você tivesse duas ações diferentes.
A primeira é de uma companhia que praticamente não dá lucro e, por isso mesmo, não paga nem um centavo de dividendos.
A segunda é de uma companhia nada sexy e sem grandes promessas de crescimento, mas lucrativa e que paga 10% de dividendos ao ano para você.
Quando chega uma crise, com qual dessas você continuaria? Muito provavelmente você ficaria com a ação que paga 10% ao ano em dividendos.
Dividendos oferecem suporte
E mesmo que você e outros investidores fossem obrigados a vendê-la, ela não teria tanto espaço para cair, porque os dividendos oferecem um suporte.
Por exemplo, se a ação cai 25%, o dividend yield (retorno com dividendos) sobe para 13%. Se a ação cai 50%, o yield sobe para 20%!
Difícil imaginar que não vai aparecer comprador de olho nesse nível de rendimentos para estancar a queda dos papéis.
Enquanto isso, aquela outra ação que não paga dividendo algum e tem múltiplos elevados provavelmente só vai parar de cair quando o humor voltar a melhorar, o que pode demorar anos.
Inflação, lucros e promessas
Pode ser que a inflação volte a cair forte nos próximos meses e afastar de vez as chances de uma Selic acima dos 15%, o que ajudaria a trazer o bom humor de volta para os mercados.
Mas isso também pode demorar um pouco para acontecer, o que continuaria pressionando aquelas ações de múltiplos elevados por mais algum tempo.
Por isso, se você ainda não o fez, essa é uma boa hora de vender ações que carecem de lucros e colocar na carteira mais ações pagadoras de dividendos. Nas últimas semanas, falamos sobre Hypera (HYPE3) e Vale (VALE3), dois ótimos nomes para o momento.
Se preferir, você pode investir por meio do fundo de Dividendos da Vitreo por aqui. Com R$ 100 você já pode se tornar acionista das melhores pagadoras de dividendos e se aproveitar desse bom momento que elas estão vivendo na Bolsa.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
Tony Volpon: Uma economia global de opostos
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora
A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década
Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso
As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje
Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você
Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…
Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições
Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje
Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria
As lições do Chile para o Brasil, ata do Copom, dados dos EUA e o que mais movimenta a bolsa hoje
Chile, assim como a Argentina, vive mudanças políticas que podem servir de sinal para o que está por vir no Brasil. Mercado aguarda ata do Banco Central e dados de emprego nos EUA
Chile vira a página — o Brasil vai ler ou rasgar o livro?
Não por acaso, ganha força a leitura de que o Chile de 2025 antecipa, em diversos aspectos, o Brasil de 2026