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A alta dos preços era quase uma página virada para os investidores. Só que tudo mudou depois de o presidente do Banco Central afirmar que a batalha contra a inflação está longe de ser ganha
Na semana dividida pelo feriado, o indicador econômico mais aguardado ficou para esta sexta-feira: a inflação medida pelo IPCA em agosto. Com o alívio no preço dos combustíveis, o país deve ter mais um mês com deflação.
A expectativa é de uma redução de 0,40% do índice oficial que será divulgado logo mais pelo IBGE. Mas, como diria Renato Russo, o mercado deve ficar de olho no sopro do dragão.
A alta dos preços era quase uma página virada para os investidores. Só que tudo mudou depois de o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmar que a batalha contra a inflação está longe de ser ganha.
As declarações azedaram o humor do mercado, que contava com o fim do longo ciclo de aperto monetário. Agora, uma parcela maior dos analistas aposta em uma alta de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic) daqui a duas semanas.
A inflação pode até mostrar sinais de controle, mas o BC já se prepara para segurar os preços no ano que vem. Até porque os principais candidatos à Presidência prometem ampliar os gastos no início do mandato.
O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, agora fala em aumentar o Auxílio Brasil para R$ 800 caso seja reeleito — sendo que nem os R$ 600 estão garantidos no orçamento do ano que vem.
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