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No exterior, teremos uma semana movimentada da temporada de resultados, que contará com nomes como Bank of America, Johnson & Johnson, Procter & Gamble e Netflix
Bom dia, pessoal. Lá fora, os mercados asiáticos fecharam predominantemente em queda nesta segunda-feira (17), acompanhando as movimentações negativas em Wall Street na sexta-feira da semana passada (14).
A preocupação central ainda é com a possibilidade de recessão depois que os recentes dados de inflação dos EUA, mais quentes do que o esperado, elevaram as expectativas de mais aumentos agressivos das taxas de juros.
Ainda no exterior, teremos a primeira semana mais movimentada da temporada de resultados, que contará com nomes de grandes empresas como Bank of America, Johnson & Johnson, Procter & Gamble e Netflix.
Chama a atenção o início do Congresso do Partido Comunista, em Pequim, com a expectativa de que o presidente Xi Jinping garanta um terceiro mandato (algo histórico).
Neste contexto, os mercados europeus sobem nesta manhã, assim como os futuros americanos. A ver...
Por aqui, no Brasil, os investidores se defrontam com uma semana relativamente mais tranquila, devendo acompanhar, portanto, o humor internacional.
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Entre os dados econômicos locais, destaque para o IBC-Br de agosto a ser divulgada hoje pelo BC, dado que serve de "prévia" (uma proxy) do PIB e que deverá mostrar recuo de algo como 0,70% no mês (na comparação anual ainda deverá ter crescimento de mais de 5%).
Entre os dados corporativos, vale prestar atenção na divulgação hoje de noite do relatório de vendas e produção do terceiro trimestre da Vale, companhia relevante do ponto de vista sistêmico por conta de sua participação no Ibovespa.
Na esfera política, faltam pouco mais de 10 dias para o segundo turno, momento em que o cenário de disputa acirrada entre Lula e Bolsonaro deverá se consolidar (o mercado não tem refletido negativamente eventuais desdobramentos políticos).
Nos EUA, os investidores se debruçam sobre a temporada de resultados, que ganha tração nesta semana com nomes de peso como Bank of America, Charles Schwab, Netflix, Johnson & Johnson, Goldman Sachs BM, Tesla, Procter & Gamble, entre outros — mais de 60 empresas do S&P 500 devem divulgar seus resultados.
Na semana passada, alguns bancos abriram a temporada reportando números acima do esperado, como foi o caso do JPMorgan e do Citigroup.
Ainda assim, não foi o suficiente para evitar que o humor negativo proveniente do sentimento do consumidor afetasse as ações — ainda que o dado em si tenha subido para o seu nível mais alto desde abril, as expectativas para a inflação de um ano subiram para 5,1%, o primeiro aumento desde março, o que reforça a necessidade de mais juros por parte do Fed.
A partir de agora, o mercado espera um crescimento de 1,6% nos lucros do terceiro trimestre, a desaceleração mais relevante em dois anos.
A boa notícia para as ações, então, é que a barra está baixa. A má notícia, por outro lado, é que as empresas têm muitos ventos contrários, em especial o de recessão, que não foi devidamente para os preços.
Fora as questões corporativas, vale ficar de olho no Livro Bege do Fed, a ser divulgado na quarta-feira, importante para a coletânea de dados que poderá eventualmente reforçar a necessidade de mais juros nos EUA.
Hoje, na Europa, os mercados conseguem sustentar certo otimismo na expectativa de novos desdobramentos políticos britânicos.
Na sexta-feira passada, a primeira-ministra britânica, Liz Truss, demitiu um aliado político de longa data, Kwasi Kwarteng, e voltou atrás em outra de suas propostas tributárias (mini orçamento) na tentativa de acalmar os mercados disfuncionais — com o movimento, Kwarteng se tornou o segundo ministro das Finanças mais breve desde 1945.
Ainda assim, Truss segue em um terreno político bastante instável, com o mercado ainda preocupado com a posição financeira do governo do Reino Unido — ainda que sobreviva no cargo, sua credibilidade pode ter sido permanentemente prejudicada.
O problema é que o caos do mercado também está afetando os britânicos comuns (inflação e custos das hipotecas muito elevados).
Os próximos passos serão definitivos para garantir a estabilidade de uma das mais importantes economias do mundo.
Apesar de conseguir sustentar uma alta nesta manhã, as preocupações com a economia europeias só se acumulam.
A principal delas se relaciona com a questão energética, derivada da recuperação pós-pandêmica e, principalmente, da guerra na Ucrânia.
O tema reverbera sobre as implicações inflacionárias disso e do consequente aumento dos juros, em resposta à inflação.
Com isso, a proposta em pauta agora é a do teto "dinâmico" para os preços do gás, que será debatido no Conselho Europeu nesta semana.
Nota-se uma dificuldade para que os países europeus entrem em um acordo sobre os preços da energia, muito por conta dos desdobramentos de longo prazo das medidas.
Independentemente de qualquer coisa, é provável que a crise atual dure por mais um longo período.
Na China, o Congresso do Partido Comunista, iniciado no final de semana, deverá encaminhar o atual presidente Xi Jinping para seu terceiro mandato, algo que não acontece desde Mao Zedong.
O evento já contou com um discurso de duas horas do presidente Xi, em que as políticas de "Zero-Covid" foram elogiadas, sugerindo que continuarão durante o inverno (problemático para as perspectivas de atividade).
As palavras indicaram que o setor imobiliário da China será altamente regulamentado e que as incorporadoras privadas que enfrentam problemas podem ser “assumidas”.
Outro ponto de atenção foi a questão de Taiwan: Xi Jinping disse que a China se reserva o direito de tomar "todas as medidas necessárias" contra "interferência de forças externas" na questão de Taiwan.
Problemático para a relação com os EUA, já bastante abalada e escalando consideravelmente rápido.
Para os próximos dias, além da conclusão do Congresso, vale a pena acompanhar a bateria de dados econômicos do país, que devem incluir o número para o PIB, para a produção industrial e para as vendas no varejo.
Eventuais surpresas devem afetar os mercados, em especial o de commodities, com o qual nós, brasileiros, somos mais sensíveis.
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