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Elas querem salvar o mundo? Caia fora! Por que você não deve investir em empresas de tecnologia desses três segmentos

Evite a todo custo colocar seu dinheiro em empresas que só vão te trazer dor de cabeça, mas também não cometa o erro que muitos investidores vão cometer em breve em relação à tecnologia

Banco fintech
As fintechs são apenas um dos tipos de empresa do setor de tecnologia a serem evitados. Imagem: Shutterstock

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.

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Definitivamente, os últimos 12 meses não foram gentis com o investidor de tecnologia.

Por exemplo, o famoso Ark Innovation, símbolo das ações que mais subiram durante a pandemia, cai cerca de 80% das suas máximas, numa mistura de aversão do mercado aos nomes de tech e uma sucessão de erros de gestão (em certo ponto, bastante bizarros).

Da farra dos bancos digitais às empresas com piscinas de bolinha em seus escritórios, o dinheiro farto criou excessos no ecossistema de tecnologia.

Neste momento, porém, todas as empresas de tecnologia estão sendo tratadas como "excessos".

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Hoje, vou explorar 3 segmentos que você deve evitar; na semana que vem, 3 em que você deve apostar suas fichas para o longo prazo.

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Os vencedores do mundo da tecnologia que não levaram tudo

Em certa medida, a farra das startups nasceu de histórias como Uber e WeWork (recomendo demais assistir ao documentário da Apple TV sobre a história do WeWork).

Em resumo, plataformas verticais como o Uber venderam aos investidores a seguinte tese: nós investiremos muito hoje, conquistaremos nosso mercado, seremos líderes absolutos e então seremos muito lucrativos.

Nesses marketplaces, existe uma espécie de dilema "do ovo e da galinha". Você usa o Uber porque é o aplicativo mais fácil de se encontrar um motorista; o motorista usa o Uber porque é o aplicativo mais fácil de encontrar um passageiro.

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Os empreendedores, ao levantarem capital, convenceram muitos investidores de que o dilema do ovo e da galinha era o equivalente a um mercado do tipo "o vencedor leva tudo".

Isso foi há muitos anos, e parte da história de fato se concretizou. O Uber é uma empresa imensa, assim como o são outros grandes marketplaces de serviços verticais, como o DoorDash (o "iFood" americano), a Angi Homeservices (o "GetNinjas" dos EUA, ordens de magnitude maior do que o nosso), a Lyft (maior concorrente do Uber) e tantos outros.

Em comum, observamos que todos cresceram, porém nenhum deles alcançou a rentabilidade esperada.

Por terem uma interface com o consumidor, esses nomes são, muitas vezes, a primeira ideia que vem à mente.

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Descarte essa ideia.

Fintechs

Os bancos digitais nasceram com muitas ideias diferentes, mas que poderiam ser resumidas numa heurística simples: comer os bancões pelas beiradas, atacando, um a um, os seus nichos repletos de taxas abusivas.

No começo, foi legal. O Nubank de 2013 ou 2014 era, sem dúvidas, um sopro de vida num setor que fedia a mofo.

Os anos se passaram e a inovação no setor deixou a esfera dos produtos financeiros e da tecnologia e passou à paleta de cores.

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Toda hora aparecia um banco digital novo, com uma cor degradê, oferecendo "cash back" para você fazer um depósito, ou emitir um cartão.

Aos poucos, cada um deles descobriu o quão difícil é operar um banco; que controlar a inadimplência é mais difícil do que oferecer um atendimento que envia emojis no whatsapp, e que construir uma carteira de crédito robusta leva tempo e precisa de um canal de distribuição.

Você ficaria surpreso com o quanto do resultado dos bancões ainda nasce em suas agências.

De empresas maduras, porém símbolos de inovação, como PayPal e Square (agora, Block), às fintechs que possuíam muitos "clientes", mas pouca receita, as ações das fintechs implodiram em todos os mercados do mundo.

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Ao final, entre as poucas ações do setor que entregaram retornos aos seus acionistas nos últimos anos, estão as tradicionais Visa e Mastercard.

Resumo da história: os bancos digitais se provaram infinitamente melhores para seus clientes do que para seus acionistas.

Esse tipo de equilíbrio não costuma perdurar.

Empresas de tecnologia que pretendem salvar o mundo

Abaixo, está uma das primeiras páginas do prospecto de IPO da startup americana Expensify (cujas ações caem mais de 75% das máximas).

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O documento deixa claro três objetivos: viver uma vida rica, se divertir e salvar o mundo.

Fonte: Expensify

O que faz a Expensify para salvar o mundo? Será que ela desenvolve foguetes capazes de nos levar a outras galáxias? Será que ela desenvolve formas de transformar a água do oceano em água potável? Ou será que ela pretende resolver o acesso a saneamento básico nos países pobres?

Não, a Expensify desenvolve um software para lançamento de despesas corporativas.

Uma interface para você escanear a nota fiscal do almoço que pagou ao cliente e receber o seu reembolso.

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Eu poderia me alongar mais muitas e muitas linhas no ridículo que se caracteriza a missão da Expensify versus o seu produto (e nas pessoas que se identificam com ela), mas acredito que você já tenha feito o restante das conexões.

Se, na semana que vem, você ainda se lembrar de algo desta coluna sobre tecnologia, que seja esse conselho final: fuja de empresas que querem salvar o mundo com o dinheiro dos outros.

Semana que vem tem o outro lado do setor de tecologia

Evite a todo custo casos que se assemelham aos que descrevi acima. Porém, não cometa o erro que muitos investidores irão cometer nos próximos meses.

Eles irão classificar todas as empresas de tecnologia como não investíveis, enquanto o setor seguirá como um dos mais cresce no mundo.

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Na próxima quinta-feira, vou comentar sobre o extremo oposto de hoje: onde acredito estarem as grandes oportunidades.

Até lá.

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