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CTV rastreia o tempo que passamos em frente à tela e permite a coleta de dados para que nossas televisões sejam um pouco mais smarts
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Um dos grandes fetiches de quem trabalha com tecnologia é confabular sobre a velocidade com que o novo destruirá o velho.
Não tão criativos assim, esses sonhos costumam envolver uma série de previsões bastante otimistas. Décadas depois de o Netflix se reinventar tal como o conhecemos hoje, a TV a cabo ainda é um negócio gigantesco (apesar de encolher todos os anos).
A invenção e a escala do AirBnb não fizeram senão contribuir para que agências digitais tradicionais como o Booking.com se tornassem ainda maiores e redes de hotéis globais se tornassem ainda mais consolidadas, diferenciadas e lucrativas (os anos que antecederam a pandemia foram "de ouro" para grandes redes globais de hotelaria).
Costuma ser muito mais fácil identificarmos o nascer de uma nova tecnologia do que estimar a velocidade com que ela vencerá o "status quo".
Hoje, quero falar sobre uma tecnologia nascente e óbvia, mas que ainda passará por longa curva de maturação, gerando uma série de oportunidades de investimento no meio do caminho.
Imagino que você conheça todas as ineficiências do modelo tradicional de anúncios em televisão. No canal tradicional, um anunciante qualquer como a Pepsi senta-se à mesa com uma emissora de TV para discutir a veiculação de uma nova campanha, composta de 3 ou 4 peças publicitárias diferentes (3 ou 4 versões de um comercial, com pequenas diferenças entre eles).
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Eles combinam algumas inserções, por exemplo, 1 vez nos intervalos do Datena, outra no Jornal da Band e por aí vai. A Pepsi nunca teria uma noção quantitativa do retorno sobre o investimento; o marketing na televisão tem uma abordagem mais institucional, focado em promover o reconhecimento da marca.
Hoje, os departamentos de marketing das grandes empresas se dividem justamente em times quase opostos: o pessoal do marketing digital é muito mais quantitativo, focado em métricas objetivas e retorno sobre o investimento; o perfil do offline é o extremo oposto, focado em criatividade e impacto.
Eis que entra a CTV, ou "connected TV", em que os dois mundos colidem.
Ao invés de procurar a Bandeirantes, a Pepsi pode recorrer a um intermediário provedor de CTV, que trabalha não com uma, mas com várias emissoras e canais de streaming ao redor do mundo, que veiculam sua programação não apenas através do cabo e da antena, mas de aplicativos em Smart TVs.
No ano passado, a indústria de CTV nos EUA somou receitas na casa de US$ 9 bilhões, um crescimento de 40% na comparação anual.
Essa taxa de crescimento é a mais rápida entre todas as categorias de publicidade.
Recentemente, escrevi sobre como a mudança nas políticas gerais de privacidade sobre anúncios impactaram segmentos como as redes sociais.
Hoje, um negócio de publicidade é um misto de dados proprietários (muitos dados) e uma audiência para a qual seja possível transformar esses dados em anúncios.
Nas redes sociais, como Instagram e Youtube, nosso tempo assistindo aos vídeos, nossas curtidas e compartilhamentos são os rastros (dados) que deixamos.
No ambiente do CTV, esse rastro é o tempo que passamos em frente à tela, com a televisão ligada assistindo a um determinado programa.
Em certa medida, o poder de coletar e trabalhar esses dados está nas mãos das empresas que fazem as nossas televisões serem um pouco mais "smarts".
Lá fora, distribuidores como Hulu e Roku (listada na Nasdaq, sob o ticker ROKU), coletam, analisam e cruzam dados do tempo em que seus clientes assistem à televisão.
Os "slots" para os anúncios, ao invés de serem escolhidos numa sala de reunião, são determinados por algoritmos, que buscam em tempo real, entre os anunciantes parceiros, o melhor anúncio para te mostrar no intervalo do seu programa de televisão.
Entre os acionistas da Netflix, existe uma ala relevante que pede à companhia para iniciar um modelo de publicidade.
Como é o maior serviço de streaming do mundo, muitos investidores acreditam que a Netflix poderia ser mais lucrativa sob um modelo de anúncios, do que sob o atual modelo de subscrição.
Apenas o tempo dirá sobre a abordagem utilizada pela Netflix, mas o tempo já disse o que farão as grandes emissoras de televisão pelo mundo.
Já as emissoras estão em processo de capitulação, cada vez mais próximas a se renderem ao CTV.
Da mesma maneira que, no marketing digital, as empresas trabalham com uma série de exchanges (plataformas que cruzam oferta e demanda por anúncios digitais, similar a uma corretora de ações em seu home broker), mediadores e atribuidores, espero que as emissoras caminhem para um processo similar, se juntando a players digitais para prover uma ampla oferta de espaços de anúncios, através de uma série de canais diferentes.
Olhando para esse mercado, a indústria de CTV me parece estar numa etapa similar à indústria mobile há cerca de uns 10 anos.
Se ela tiver apenas uma fração do desenvolvimento desta, a oportunidade será imensa.
Meus players preferidos são o Roku (Nasdaq: ROKU) para uma aposta vertical própria, com software, hardware e conteúdo, e a AppLovin (Nasdaq: APP), uma das minhas empresas de tecnologia favoritas, que recentemente adquiriu uma das exchanges pioneiras no ambiente de CTV.
Até semana que vem,
Richard Camargo
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