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O alívio no câmbio é patrocinado pelos dados da inflação brasileira, o petróleo e fluxo estrangeiro na B3
O dólar caminha para encerrar a sexta-feira (23) e a penúltima semana de 2022 em queda. Ontem o movimento foi conduzido por um discurso do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Hoje o alívio no câmbio é patrocinado principalmente por três elementos: os dados da inflação brasileira, o petróleo e o fluxo estrangeiro na B3.
Por volta das 14h00, a moeda norte-americana operava com um recuo de 0,79%, cotada em R$ 5,144.
Começando pelo primeiro fator por trás da queda, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 0,52% em dezembro, segundo o IBGE. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo indicador, sete registraram alta em dezembro.
O índice, que é considerado a prévia oficial da inflação brasileira, encerrou 2022 com variação acumulada de 5,90%. Em 2021, o IPCA-15 foi de 10,42%, a maior para um ano desde 2015.
Outro impulso para a queda do dólar é o fluxo estrangeiro positivo na B3. Os gringos injetaram cerca de R$ 6,53 bilhões na bolsa brasileira entre o início de dezembro e a última terça-feira (20).
O dado - diferença entre os aportes de R$ 265,1 bilhões e vendas de R$ 258,6 milhões, segundo o boletim da própria B3 - mostra que, mesmo com as incertezas fiscais, os estrangeiros continuaram a buscar ativos do mercado nacional.
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Vale destacar que, considerando o delay na divulgação dos números, o saldo foi acumulado antes da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição e também do Orçamento 2023. O sinal verde para as duas matérias deve ajudar a clarear o cenário macroeconômico para o próximo ano.
Por fim, o petróleo também contribui para a perfomance negativa da moeda americana frente ao real. A commodity chegou a subir mais de 3% mais cedo no mercado internacional e segue em alta nesta tarde.
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