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Além de divulgar lucro abaixo do esperado, JP Morgan anunciou que vai suspender “temporariamente” o programa de recompra de ações
Jamie Dimon, CEO do banco JP Morgan, assombrou o mundo no início de junho quando fez o alerta de um "furacão econômico se formando" nos Estados Unidos. Pois ele sabia bem do que estava falando.
O balanço do segundo trimestre do maior banco norte-americano trouxe dados que confirmam a chegada da tempestade. O JP Morgan registrou um tombo de 28% no lucro em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado ficou em US$ 8,65 bilhões, o equivalente a US$ 2,76 por ação, abaixo das previsões do mercado, que apontavam para um lucro de por ação US$ 2,88, de acordo com dados da Refinitiv.
A receita do JP Morgan até que registrou uma leve alta de 1%, mas ainda assim ficou abaixo do que os analistas esperavam.
Dessa forma, o clima no mercado financeiro, que já andava pra lá de carregado, azedou ainda mais depois da divulgação dos números. As ações do banco reagiam em queda de quase 3% aos números no pré-mercado. Os índices futuros de Nova York também amargam mais uma manhã em baixa.
"Aquele furacão está bem ali na estrada vindo em nossa direção", disse Dimon, na polêmica declaração de junho. "Só não sabemos se é uma pequena tempestade ou a Supertempestade Sandy. Você tem que se preparar."
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Pois foi justamente o que o JP Morgan fez. O balanço do segundo trimestre do banco foi afetado por uma provisão para calotes no valor de US$ 428 milhões.
O JP Morgan também decidiu suspender "temporariamente" o programa de recompras de ações com o objetivo de se manter dentro das regras de capital exigidas pelos órgãos reguladores.
O balanço do JP Morgan aumenta a preocupação dos investidores com uma possível recessão nos Estados Unidos. Por certo, uma queda do PIB da maior economia do mundo tende a afetar o resto do mundo.
O "furacão" econômico também abateu o Morgan Stanley. O banco de investimentos registrou lucro de US$ 2,5 billion, ou US$ 1,39 por ação, também abaixo das projeções, que apontavam para um resultado de US$ 1,53 por ação.
A dúvida agora é se já estamos no olho do furacão alardeado pelo CEO do JP Morgan ou se a situação ainda pode ficar pior.
*Com informações da CNBC
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