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DÍVIDA CORPORATIVA

Você emprestaria dinheiro para Mark Zuckerberg? Meta faz primeira captação de dívida de sua história

Com emissão, a dona do Facebook deixa de integrar um seleto grupo de menos de 20 empresas do S&P-500 sem nenhuma espécie de dívida financeira

mark zuckerberg
A Meta, de Mark Zuckerberg, já viveu dias melhores. Imagem: Shutterstock/Montagem Felipe Alves

Poucas empresas listadas no índice S&P-500 da bolsa de Nova York estão isentas de dívidas. Uma delas era a Meta Platforms, dona do Facebook. Mas agora esse deixou de ser o caso da empresa encabeçada por Mark Zuckerberg.

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Abalada pela redução do fluxo de caixa e da queda de preço de suas ações, a Meta acaba de levantar US$ 10 bilhões em títulos de sua dívida corporativa.

A decisão da Meta acompanha o comportamento de outras gigantes do setor de tecnologia. Recentemente, big techs como a Apple e a Intel tomaram empréstimos pesados ​​a taxas baixas.

Com isso, ela deixa de integrar um seleto grupo de menos de 20 empresas do S&P-500 sem nenhuma espécie de dívida financeira.

O que se sabe sobre a emissão do antigo Facebook

A oferta da dona do Facebook foi dividida em quatro séries, informa a agência de notícias Bloomberg com base em fontes familiarizadas com a emissão.

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A parte mais longa da oferta é um título com vencimento em 40 anos com rendimento 1,65 ponto porcentual acima dos títulos do Tesouro norte-americano.

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A pergunta é: você emprestaria dinheiro para a empresa de Mark Zuckerberg em um momento no qual ela está longe de seus melhores momentos?

Seja qual for sua resposta, saiba que a demanda pela emissão foi mais de três vezes maior do que a oferta, superando os US$ 30 bilhões na tarde de ontem.

A S&P Global Ratings atribuiu à Meta uma classificação de grau de investimento AA. Já a Moody's Investors Service deu à gigante da tecnologia uma classificação A1, o equivalente a um degrau abaixo.

Os bancos Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Bank of America e Barclays coordenaram a emissão.

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Por que a Meta resolveu emitir dívida

A situação atual da dona do Facebook levou a uma mudança de postura.

A Meta acaba de registrar pela primeira vez um declínio na receita trimestral na comparação com igual período do ano anterior.

A empresa de Mark Zuckerberg tem chamado a atenção para incertezas no mercado de publicidade digital, cuja receita impulsiona seu crescimento havia anos.

Algo que tem preocupado a dona do Facebook e do Instagram é a migração dos jovens para plataformas concorrentes como o TikTok.

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Ao mesmo tempo, a empresa vinha investido fortunas no metaverso, um ambiente imersivo de realidade virtual por meio do qual Mark Zuckerberg imagina que nos comunicaremos, trabalharemos e compraremos no futuro.

Inclusive, o metaverso foi a justificativa usada pela empresa no ano passado para trocar de nome.

O que a Meta pretende fazer com o dinheiro

O dinheiro levantado com a emissão dos títulos da dívida pode ser usado para fins que incluem despesas de capital, recompra de ações e aquisições ou investimentos.

Na avaliação de Mandeep Singh e Ashley Kim, analistas da Bloomberg Intelligence, a Meta estaria mais propensa a reforçar significativamente seu programa de recompra e a contratar e reter funcionários talentosos.

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Hoje cotados na faixa dos US$ 170 por ação, os papéis do Facebook registraram forte queda no decorrer do último ano.

Em agosto do ano passado, a empresa registrou sua máxima histórica na bolsa, próxima dos US$ 380 por ação.

Em contrapartida, prosseguem os analistas da Bloomberg, a expectativa é de que os investimentos no metaverso diminuam.

*Com informações da Bloomberg.

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