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Com as sanções contra a Rússia conhecidas, a bolsa volta a se beneficiar de um cenário internacional mais tranquilo
Os investidores tiveram tempo para digerir as últimas movimentações dos Estados Unidos e da União Europeia contra o comportamento do governo russo na Ucrânia. Depois de um dia de perdas para o mercado internacional, a quarta-feira (23) começou no azul, indicando que as sanções impostas foram mais brandas do que o inicialmente esperado, mas a tensão segue no ar.
Embora esteja virando rotina um comportamento descolado de Wall Street por parte do Ibovespa, por aqui também pesa a reação negativa ao IPCA-15 divulgado nesta manhã. Considerado a prévia da inflação, o indicador registrou alta de 0,99% em fevereiro, acima do teto das expectativas dos analistas consultados pelo Broadcast.
A bolsa brasileira abriu o dia em alta, mas agora encontra dificuldade de equilibrar os dois cenários. Por volta das 17h, o Ibovespa opera em queda de 0,84%, aos 111.942 pontos. O dólar à vista tem mais um dia de forte queda, com um recuo de 1,17%, a R$ 4,9901, mais uma vez apoiado pelo fluxo de entrada de capital estrangeiro. Mais cedo, a divisa chegou a ser negociada abaixo dos R$ 5.
Na tarde de ontem, o governo dos Estados Unidos e a União Europeia anunciaram sanções econômicas que bloqueiam o investimento nas regiões separatistas da Ucrânia que tiveram a sua soberania reconhecida pela Rússia. Além disso, as medidas adotadas congelaram transações com dois grandes bancos russos, além de impedir a negociação de títulos de dívida no mercado europeu e americano.
Hoje, o governo ucraniano se manifestou cobrando sanções mais duras que impeçam incursões russas no território e pedindo para que cidadãos ucranianos se retirem do país vizinho.
A votação da proposta de reforma tributária foi mais uma vez adiada e só deve ser votada após o feriado de carnaval. O relator do projeto, senador Roberto Rocha apresentou um novo parecer da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas o texto sofre com críticas e oposição dentro da Casa.
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Depois do sinal verde dos acionistas da Eletrobras para o projeto de desestatização, o setor elétrico sobe em bloco, no aguardo das próximas fases. Confira as maiores altas do dia:
| ATIVO | Nome | Ult | Var |
| ELET6 | ELETROBRAS PNB N1 | R$ 35,00 | 4,01% |
| PRIO3 | PETRORIO ON NM | R$ 25,41 | 3,55% |
| LWSA3 | LOCAWEB ON NM | R$ 10,45 | 3,26% |
| CPLE6 | COPEL PNB N2 | R$ 7,42 | 3,20% |
| ELET3 | ELETROBRAS ON N1 | R$ 35,10 | 2,90% |
Na ponta contrária, o destaque fica com a 3R Petroleum, com o mercado repercutindo o balanço divulgado na noite de ontem e que foi considerado fraco. Confira também as maiores quedas da bolsa:
| ATIVO | Nome | Ult | Var |
| RRRP3 | 3R PETROLEUMON NM | R$ 33,15 | -8,17% |
| SUZB3 | SUZANO S.A. ON NM | R$ 53,57 | -5,95% |
| BIDI11 | BANCO INTER UNT N2 | R$ 22,46 | -5,83% |
| RENT3 | LOCALIZA ON NM | R$ 58,32 | -5,29% |
| RADL3 | RAIADROGASILON NM | R$ 22,51 | -5,22% |
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