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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Dinheiro gringo segue entrando e leva o dólar a R$ 4,66; Ibovespa avança mais de 2% na semana e volta aos 121 mil pontos

O Ibovespa seguiu na contramão dos mercados internacionais e recuperou o patamar dos 121 mil pontos.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
1 de abril de 2022
18:51 - atualizado às 21:24
Dinheiro injeção liquidez governo bolsas mercados
Imagem: Shutterstock

É verdade que só atravessamos o primeiro dia do segundo trimestre do ano, mas, até aqui, tudo indica que a bolsa brasileira e demais ativos domésticos seguem em alta. 

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As negociações no leste europeu andam lentas – quase parando –, mas o mundo segue girando, e o preço das commodities subindo. O minério de ferro se aproxima dos US$ 150 por tonelada, e o petróleo só se segura em níveis mais moderados por meio de ações emergenciais dos países ocidentais para evitar o total descontrole do preço dos combustíveis. 

Além disso, o mercado de trabalho aquecido nos Estados Unidos eleva os temores de um aperto monetário mais forte por parte do Federal Reserve, enquanto por aqui já se comemora o fim da normalização da taxa de juros no horizonte.

O Brasil segue reluzindo aos olhos dos investidores estrangeiros, ainda que em um ritmo menos acelerado do que se acreditava. Nesta tarde, a B3 anunciou uma correção na metodologia utilizada para a contabilização dos dados de renda variável nos últimos três anos, o que fez “desaparecer” R$ 27 bilhões do saldo positivo da entrada de dinheiro gringo no país. 

Mesmo com decepção nos dados econômicos anunciados pelos Estados Unidos e pela China, o Ibovespa teve mais um dia de tranquilidade e injeção de dólares. Com uma ajuda do bom desempenho da Vale, o principal índice da bolsa avançou 1,31%, aos 121.570 pontos, uma alta de 2,09% na semana. A moeda americana caiu 1,97%, a R$ 4,6673, recuo de 1,69% no mesmo período.

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Maratona de dados

O dia foi de agenda cheia para os investidores locais e internacionais. Na China, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês), um dos principais indicadores do nível de atividade de um país, recuou de 50,4 em fevereiro para 48,1 em março, pressionado pelas medidas adotadas para a contenção do coronavírus. 

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Para Marcelo Oliveira, CFA e fundador da Quantzed, o dado mostra que a base da economia chinesa está fraca e vai ter muita dificuldade em sustentar crescimento robusto ao longo do ano, principalmente diante dos lockdowns recentes para controle da pandemia. 

No Brasil, a produção industrial avançou 0,7% em fevereiro, acima do esperado pelos analistas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a melhora do indicador foi puxada pela melhora do desempenho das indústrias extrativas e de produtos alimentícios. 

Lidando com as consequências

Com as promessas vagas de paz por parte do governo russo, as consequências da guerra no leste europeu seguem se arrastando. 

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Para conter a escalada do petróleo, os Estados Unidos irão liberar cerca de 1 milhão de barris por dia (bpd). Hoje, foi a vez de a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciar a liberação dos seus estoques - o que repercutiu nas ações da bolsa.

Enquanto isso, a Rússia seguiu em frente com o plano de passar a cobrar os países europeus em rublos pelo gás natural. 

Com a commodity em queda, as perspectivas de elevação da inflação aliviaram e permitiram aos juros futuros continuar se acomodando em queda. Na semana passada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, declarou que o ciclo de elevação de alta da Selic deve terminar em breve. Confira os principais vencimentos:

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2312,63%12,71%
DI1F25DI Jan/2511,13%11,39%
DI1F26DI Jan/2610,97%11,21%
DI1F27DI Jan/2710,95%11,20%

Sobe e desce do Ibovespa

Com o mercado de juros futuros ainda repercutindo a expectativa de uma Selic terminal menor do que a inicialmente esperada, os setores de varejo e consumo e as empresas em crescimento aproveitaram para recuperar terreno. 

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A Cielo também foi beneficiada por um noticiário carregado. A companhia entrou para a carteira recomendada de small caps do BTG e ganhou reforço positivo dos analistas do Itaú BBA, que acreditam em um primeiro semestre de virada para as empresas do setor de adquirência após a reprecificação de seus produtos. Fora da bolsa brasileira, as ações da PagSeguro e da Stone também subiram.

Na sequência, temos a Méliuz. Na noite de ontem, o Banco Central deu sinal verde para que a companhia siga com a compra do banco digital Bankly, por R$ 324,5 milhões. Confira as maiores altas da semana no Ibovespa:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
CIEL3Cielo ONR$ 3,3515,92%
SBSP3Sabesp ONR$ 51,2614,32%
CASH3Méliuz ONR$ 2,8012,45%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 7,3512,39%
BRFS3BRF ONR$ 18,9111,24%

Com mais uma semana positiva para o real, as empresas exportadoras acabaram ficando na ponta negativa da tabela. A queda do petróleo após as intervenções dos Estados Unidos e da Agência Internacional de Energia também pesou sobre as petroleiras. Confira também as maiores quedas da semana na bolsa:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
KLBN11Klabin unitsR$ 23,82-4,61%
CYRE3Cyrela ONR$ 18,00-4,36%
SUZB3Suzano ONR$ 54,45-4,05%
PRIO3PetroRio ONR$ 24,45-3,09%
RDOR3Rede D'Or ONR$ 50,57-3,07%

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