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Em Nova York, a forte queda das ações do Twitter pesaram no Nasdaq. O Ibovespa caiu mais de 2%, puxado pelas companhias aéreas e commodities
O nível elevado de incerteza que atinge o mercado financeiro parece ter colocado as principais bolsas globais em uma espécie de rotina. Os dias até podem parecer transcorrer da mesma forma e levar aos mesmos desfechos, mas se trata apenas de aparência.
Alguns milhares de anos atrás, o filósofo grego Heráclito notoriamente fez uma afirmação que serve para explicar muito bem a dinâmica recente do mercado. “Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem”.
Pela manhã, as preocupações com a China e as novas restrições para conter o coronavírus ditam o humor dos investidores. Durante a tarde, são os temores de que a economia americana não responda bem à elevação de juros que fala mais alto.
Dia após dia o roteiro parece se repetir, mas, acredite, o caminho até esses desfechos sempre é diferente.
Neste início de semana, novas localidades chinesas anunciaram medidas restritivas contra o coronavírus, pesando sobre o mercado de commodities. Nos Estados Unidos, os investidores antecipam a cautela com o indicador de inflação que será divulgado na próxima quarta-feira — isso sem falar no tombo do Twitter após Elon Musk desistir da rede do passarinho.
Sem espaço para subir e com o peso da queda do minério de ferro, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 2,07%, aos 98.212 pontos. O dólar à vista disparou 1,96%, a R$ 5,3710. No mercado de juros, o dia também foi de pressão.
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Na última sexta-feira (09) o excêntrico bilionário americano Elon Musk anunciou a desistência da compra da rede social Twitter. Com o rompimento do acordo de mais de US$ 40 bilhões, Musk deve desembolsar “apenas” US$ 1 bilhão.
Segundo o empresário, a empresa falhou em apresentar dados sobre o funcionamento da plataforma. A forte queda das ações do Twitter em Nova York — mais de 11% — contribuíram para o dia já ruim do Nasdaq.
O Dow Jones recuou 0,52%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram queda de 1,15% e 2,26%, respectivamente.
Amanhã as atenções dos investidores locais devem se voltar para Brasília. Após ter sido interrompida na última semana por falta de quórum, a Câmara dos Deputados deve concluir a tramitação da PEC dos Benefícios — que tem um impacto estimado em mais de R$ 40 bilhões nos cofres públicos.
No Brasil, o mercado de juros seguiu apontando para uma tendência de alta.
Com pouco espaço para apetite por risco, as ações que mais se beneficiaram no pregão desta segunda-feira (11) possuem características mais defensivas. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| VIVT3 | Telefônica Brasil ON | R$ 47,76 | 0,57% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 21,99 | 1,06% |
| ASAI3 | Assaí ON | R$ 15,36 | 0,52% |
Na ponta contrária, o setor aéreo foi o principal destaque negativo. A Gol (GOLL4) publicou hoje suas projeções para o segundo trimestre deste ano, com previsão de uma demanda mais forte e recuperação do setor de viagens.
Mas outros números agradaram menos os investidores. A companhia revisou para cima a perspectiva de prejuízo, pressionado pela valorização do dólar e elevação dos custos.
Segundo a Gol, o prejuízo por ação deve ser de R$ 1,80 entre abril e junho deste ano; já os recibos de ações (ADRs) negociados em Nova York devem ter perdas da ordem US$ 0,75 por papel. Confira as principais quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 7,50 | -11,56% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,15 | -8,00% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 11,51 | -7,55% |
| DXCO3 | Dexco ON | R$ 9,33 | -6,04% |
| B3SA3 | B3 ON | R$ 10,77 | -5,86% |
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