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FECHAMENTO DO DIA

Commodities e Wall Street pesam e Ibovespa cai mais de 2%; dólar dispara e vai a R$ 5,37

Em Nova York, a forte queda das ações do Twitter pesaram no Nasdaq. O Ibovespa caiu mais de 2%, puxado pelas companhias aéreas e commodities

o touro símbolo de wall street
Imagem: Shutterstock

O nível elevado de incerteza que atinge o mercado financeiro parece ter colocado as principais bolsas globais em uma espécie de rotina. Os dias até podem parecer transcorrer da mesma forma e levar aos mesmos desfechos, mas se trata apenas de aparência. 

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Alguns milhares de anos atrás, o filósofo grego Heráclito notoriamente fez uma afirmação que serve para explicar muito bem a dinâmica recente do mercado. “Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem”.

Pela manhã, as preocupações com a China e as novas restrições para conter o coronavírus ditam o humor dos investidores. Durante a tarde, são os temores de que a economia americana não responda bem à elevação de juros que fala mais alto. 

Dia após dia o roteiro parece se repetir, mas, acredite, o caminho até esses desfechos sempre é diferente. 

Neste início de semana, novas localidades chinesas anunciaram medidas restritivas contra o coronavírus, pesando sobre o mercado de commodities. Nos Estados Unidos, os investidores antecipam a cautela com o indicador de inflação que será divulgado na próxima quarta-feira — isso sem falar no tombo do Twitter após Elon Musk desistir da rede do passarinho. 

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Sem espaço para subir e com o peso da queda do minério de ferro, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 2,07%, aos 98.212 pontos. O dólar à vista disparou 1,96%, a R$ 5,3710. No mercado de juros, o dia também foi de pressão. 

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O efeito Elon Musk

Na última sexta-feira (09) o excêntrico bilionário americano Elon Musk anunciou a desistência da compra da rede social Twitter. Com o rompimento do acordo de mais de US$ 40 bilhões, Musk deve desembolsar “apenas” US$ 1 bilhão. 

Segundo o empresário, a empresa falhou em apresentar dados sobre o funcionamento da plataforma. A forte queda das ações do Twitter em Nova York — mais de 11% — contribuíram para o dia já ruim do Nasdaq. 

O Dow Jones recuou 0,52%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram queda de 1,15% e 2,26%, respectivamente. 

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Não se esqueça

Amanhã as atenções dos investidores locais devem se voltar para Brasília. Após ter sido interrompida na última semana por falta de quórum, a Câmara dos Deputados deve concluir a tramitação da PEC dos Benefícios — que tem um impacto estimado em mais de R$ 40 bilhões nos cofres públicos. 

No Brasil, o mercado de juros seguiu apontando para uma tendência de alta. 

Sobe e desce do Ibovespa

Com pouco espaço para apetite por risco, as ações que mais se beneficiaram no pregão desta segunda-feira (11) possuem características mais defensivas. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
VIVT3Telefônica Brasil ONR$ 47,760,57%
PRIO3PetroRio ONR$ 21,991,06%
ASAI3Assaí ONR$ 15,360,52%

Na ponta contrária, o setor aéreo foi o principal destaque negativo. A Gol (GOLL4) publicou hoje suas projeções para o segundo trimestre deste ano, com previsão de uma demanda mais forte e recuperação do setor de viagens.

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Mas outros números agradaram menos os investidores. A companhia revisou para cima a perspectiva de prejuízo, pressionado pela valorização do dólar e elevação dos custos.

Segundo a Gol, o prejuízo por ação deve ser de R$ 1,80 entre abril e junho deste ano; já os recibos de ações (ADRs) negociados em Nova York devem ter perdas da ordem US$ 0,75 por papel. Confira as principais quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
GOLL4Gol PNR$ 7,50-11,56%
CASH3Meliuz ONR$ 1,15-8,00%
AZUL4Azul PNR$ 11,51-7,55%
DXCO3Dexco ONR$ 9,33-6,04%
B3SA3B3 ONR$ 10,77-5,86%
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