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RESUMO DO DIA: As bolsas internacionais operam sem direção definida nesta quinta-feira (19). Com a agenda esvaziada, os investidores aguardam a divulgação de balanços do terceiro trimestre das empresas nos EUA, com destaque a Tesla, e acompanham falas de dirigentes do Fed. Além disso, as bolsas reagem à renúncia da premiê do Reino Unido, Liz Truss. No cenário doméstico, o Ibovespa deve acompanhar o exterior.
Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.
A expressão “mão de alface” foi elevada a um novo nível nesta quinta-feira (20) após Liz Truss apresentar sua renúncia ao posto de primeira-ministra do Reino Unido. A líder conservadora viu o cargo escorregar por suas mãos apenas 45 dias após ser empossada.
A notícia não surpreendeu tanto o mercado, que observava atentamente o desgaste de Truss com a queda de seu ambicioso plano de corte dos impostos do país. O jornal britânico The Daily Star lançou até mesmo um desafio sobre quem duraria mais: a premiê ou uma alface fora da geladeira.
Se descontarmos os dias entre o luto nacional pela morte da rainha Elizabeth II e a implosão do governo, a verdura foi a vencedora.
Por aqui, a queda de Truss foi ofuscada pela perspectiva de que em breve poderemos ter uma mão de alface nacional. Isso porque o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que liderou as pesquisas durante toda a corrida eleitoral, vê o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) se aproximar no número de intenções de votos nos últimos levantamentos, divulgados há poucos dias do pleito.
Outro destaque do pregão foram as ações ligadas às commodities. A Petrobras (PETR4), que ignorou o desempenho do petróleo no exterior e focou na notícia de que a China estuda relaxar as regras de quarentena para visitantes de outros países, voltou a ajudar o Ibovespa a subir em dia de queda em Wall Street.
A potencial flexibilização chinesa também garantiu um impulso às commodities metálicas e colocou CSN (CSNA3) e Usiminas (USMI5) entre as maiores altas da sessão.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
Fora do Ibovespa, índice que reúne as principais ações da bolsa de valores, os papéis da Oi (OIBR3; OIBR4) se destacam entre as maiores perdas do mercado à vista.
A companhia vem sendo penalizada desde o início da semana, quando a empresa divulgou a proposta de grupamento na proporção de 50 para 1, que será decidida em Assembleia Geral Extraordinária marcada para 18 de novembro.
Para analistas, o desempenho ruim de hoje também reflete a cautela do mercado típica de véspera de vencimento de opções.
Os papéis Oi ON (OIBR3) desvalorizam 13,33%, a R$ 0,26, e Oi PN (OIBR4) cai 7,04%, a R$ 0,66%.
Na hora final das negociações, as bolsas de Nova York se mantêm em queda:
Na contramão, o Ibovespa opera em leve alta com a ajuda das commodities. A bolsa brasileira sobe 0,65%, aos 117.24 pontos.
O dólar à vista cai 0,99%, cotado a R$ 5,2179.
O petróleo tipo Brent, que chegou a subir 3% nesta quinta-feira, encerrou as negociações em leve queda de 0,03%, com o barril cotado a US$ 92,38.
Já os contratos para o petróleo tipo WTI caíram 0,01%, com o barril a US$ 84,51.
A queda nos instantes finais aconteceu devido a escalada de aversão ao risco após falas de dirigentes do Fed.
Apesar de Wall Street operar no vermelho, o Ibovespa mantém-se no campo positivo.
O Ibovespa opera em alta de 0,36%, aos 116.693 pontos.
Em campo positivo desde a abertura, as bolsas americanas não sustentaram os ganhos e inverteram o sinal há pouco.
Os mercados recuaram após o dirigente do Fed de Filadélfia, Harker, afirmar que o PIB dos EUA deve ficar estável em 2022 e que espera que os juros terminem o ano na faixa dos 4%.
Além disso, os investidores reagem a redução da presença de empresários chineses em congresso do partido comunista. A participação do setor privado caiu quase 50% desde que Xi Jinping assumiu o poder.
Confira as maiores:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 13,54 | 5,21% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 7,62 | 3,67% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 43,10 | 3,48% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 11,50 | 2,50% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 26,43 | 2,40% |
E as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 14,38 | -12,37% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 3,06 | -6,13% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 3,96 | -5,49% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 12,12 | -3,81% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 1,06 | -3,64% |
O Ibovespa, que chegou a mirar alta de quase 1%, reduz os ganhos, mas ainda opera em tom positivo, com forte impulso das commodities.
A bolsa brasileira sobe 0,34% aos 116.670 pontos.
O dólar à vista mantém as perdas e opera em queda de 1,09%, cotado a R$ 5,2126.
O Federal Reserve (Fed) não deve recuar no aperto monetário em breve. Em discurso, o dirigente do Fed da Filadélfia, Patrick T. Harker, afirmou que os juros devem subir acima de 4% até o fim do ano.
Harker ainda disse que o PIB, por outro lado, deve ficar estável em 2022, mas com avanço de 1,5% em 2023 e alta de 2% em 2024.
As bolsas europeias fecharam o dia em alta após a renúncia da premiê do Reino Unido Liz Truss.
Confira:
Com a queda do dólar à vista e a deflação apontada pela segunda prévia do IGP-M de outubro, os juros futuros (DIs) operam com certo alívio nesta quinta-feira.
Confira:
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/23 | 13,68% | 13,68% |
| DI Jan/24 | 12,85% | 12,87% |
| DI Jan/25 | 11,66% | 11,70% |
| DI Jan/26 | 11,51% | 11,55% |
| DI Jan/27 | 11,50% | 11,56% |
A quinta-feira tem sido de recuperação nas bolsas internacionais, ainda que os temores ao aperto monetário nos EUA.
O grandes destaque do dia é a renúncia da premiê do Reino Unido Liz Truss, durante a manhã. A primeira-ministra deixou o cargo após pressões e falta de apoio ao novo plano econômico, que previa, entre outras medidas, a redução de impostos e aumento da dívida interna.
Como reação, a libra valoriza ante ao dólar. A moeda inglesa opera em alta de 0,75%, negociada a US$ 1,1305.
Em Nova York, soma-se ao bom desempenho os resultados positivos, e melhores que o esperado, da AT&T.
Confira como estão as bolsas americanas:
Por aqui, o Ibovespa acompanha o tom positivo do exterior e opera em alta de quase 1%. A alta do petróleo, principalmente, é o que alavanca os ganhos da bolsa brasileira.
O petróleo avança 1,62%, com o barril negociado a US$ 93,80.
Por outro lado, as Americanas (AMER3) despenca e cai mais de 11%, com rumores de que o balanço do terceiro trimestre deve mostrar resultados abaixo do esperado pelos investidores.
O dólar à vista perde força nesta quinta-feira e cai 1,26%. A moeda americana segue negociada a R$ 5,2037.
As ações da varejista Americanas (AMER3) despencam no Ibovespa e caem mais de 11% nesta quinta-feira. Os papéis são negociados a R$ 14,61.
O movimento é uma reação do mercado ao temor aos resultados do balanço do terceiro trimestre, que deve apresentar número abaixo do esperado pelos investidores.
A divulgação do balanço da companhia está prevista para 10 de novembro após o fechamento de mercados.
Vale mencionar que, o setor de varejo, tem sofrido baixas com as altas nos juros futuros, pressionados pela preocupação com a continuidade de aberto dos juros americanos pelo Fed.
Soma-se a isso, a deflação apontada pela segunda prévia do IGP-M de outubro, divulgada mais cedo, menor que a mesma leitura do mês anterior.
O IGP-M caiu 0,83% na segunda prévia de outubro, ante a queda de 0,91% na mesma leitura em setembro.
O pregão desta quinta-feira mal começou, mas já deu indícios de que Elon Musk pode ter um novo motivo para se preocupar.
Por volta das 11h25, as ações da Tesla derretem 5.35% na bolsa norte-americana, enquanto os BDRs da fabricante de carros elétricos, negociados na B3 sob o ticker TSLA34, despencam 6,03% no mesmo horário.
Como a maior fonte da riqueza de Musk é constituída por suas participações em companhias, a fortuna do CEO encolheu cerca de US$ 12 bilhões de um dia para o outro, segundo dados da Forbes — e ainda não é nem meio-dia.
O motivo da derrocada da Tesla hoje? O seu balanço bilionário do terceiro trimestre. Isso porque, apesar de ter entregado um lucro líquido robusto no período, a receita da montadora desapontou os investidores, e reforçou os temores de um enfraquecimento da demanda.
“Os grandes números, entretanto, não deixam claras as dificuldades e a deterioração do cenário durante o período”, diz João Piccioni, analista da Empiricus. “Conforme mencionado no próprio release da companhia, houve aumento relevante dos custos de matérias-primas, além de problemas logísticos na cadeia, que devem se avolumar ao passo do aumento da produção. Ainda vale ressaltar o efeito negativo do fortalecimento do dólar frente às demais moedas.”
O Ibovespa sustenta alta e sobe 0,80%, aos 117.221 pontos.
O bom desempenho foi intensificado pela melhora das bolsas de Nova York, que repercutem o balanço da AT&T, que sobe 10,30%.
Além disso, a bolsa brasileira conta com a alta do petróleo. As cotações da commodity sobem 1,94%, com o barril a US$ 94,20.
O dólar á vista, por sua vez, perdeu força após a renúncia da premiê do Reino Unido, Liz Truss. A moeda americana recua 1,09%, cotada a R$ 2,2131.
A partir do ano que vem, a Embraer (EMBR3) vai ampliar sua presença nos céus europeus, mais especificamente na Bélgica. Isso porque o Grupo Tui, empresa alemã que opera no continente, encomendou três jatos E195-E2 da AerCap da fabricante brasileira que devem ser entregues no próximo semestre.
O contrato prevê um leasing de longo prazo — que funciona como um aluguel, mas com a possibilidade de compra do bem após o fim do contrato.
No comunicado arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Embraer (EMBR3) não revelou o valor do negócio.
As bolsas americanas iniciam as negociações sem direção única e operam de forma mista, com balanços trimestrais melhores que o esperado de Tesla e American Airlines.
Além disso, Nova York segue atenta às movimentações no Reino Unido após a renúncia da premiê Liz Truss.
Confira a abertura em Wall Street:
O alívio nos juros futuros não é suficiente e a varejista Americanas (AMER3) é a maior queda do dia no Ibovespa.
As ações AMER3 caem 8,23%, negociadas a R$ 15,01.
A varejista puxa as demais companhias do setor:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A ON | R$ 15,05 | -8,29% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 4,13 | -1,43% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 3,20 | -1,88% |
| PETZ3 | Petz ON | R$ 8,64 | -0,35 |
A bolsa brasileira opera em alta de 0,62%, com impulso da valorização do petróleo no exterior.
Confira as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| UGPA3 | Ultrapar ON | R$ 13,55 | 2,81% |
| BBAS3 | Banco do Brasil ON | R$ 42,48 | 1,99% |
| CPLE6 | Copel PN | R$ 6,77 | 1,80% |
| ENGI11 | Engie units | R$ 46,77 | 1,78% |
| IGTI11 | Iguatemi ON | R$ 21,78 | 1,78% |
Confira as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| AMER3 | Americanas S.A | R$ 15,60 | -4,94% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 3,16 | -3,07% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 4,12 | -1,67% |
| IRBR3 | IRB ON | R$ 1,06 | -0,93% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 70,61 | -0,70% |
Minério de ferro encerra as negociações em Dalian, na China, em queda de 3,05%, com a tonelada cotada a US$ 92,25
O Ibovespa inicia o pregão em alta de 0,40%, aos 116.739 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista opera em queda de 0,50%, a R$ 5,2450.
A Bolsa de Londres, que operava em leve alta, inverteu o sinal há pouco e digere a renúncia da premiê Liz Truss.
O índice acionário inglês FTSE-100 recua 0,06%, em Londres.
As bolsas internacionais reagem à renúncia da premiê do Reino Unido Liz Truss. Em geral, os mercados reduziram as perdas.
Acompanhe:
A libra mantém-se em alta de 0,36%, negociada a US$ 1,1260, ante a US$ 1,1251 no fechamento anterior.
Já os juros dos bônus do governo britânico (Gilts) operam em queda. O rendimento de 10 anos, do índice, recua 3,85%
Após pressões, a premiê do Reino Unido Liz Truss renunciou há pouco ao cargo. Essa é a mais breve passagem de um primeiro-ministro do país.
Um dos motivos para a queda de Truss foi a condução da política econômica, com o plano de redução de impostos. A renúncia acontece a menos de uma semana após a troca do Ministro de Finanças.
Ontem, o Reino Unido divulgou a inflação em setembro. O CPI (na sigla em inglês) acumula alta de 10,1% nos últimos 12 meses.
O Ibovespa acelera alta e sobe 1,17%, aos 119.615 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista cai 0,84%, a R$ 5,2275.
Apesar da possibilidade de o Fed seguir com aperto monetário, conforme sinalizado pelo Livro Bege, divulgado ontem, no radar, a curva de juros futuros abriram em leve queda nesta quinta-feira (20).
Um dos motivos para o alívio é a deflação apontada pela segunda prévia do IGP-M, a “inflação do aluguel”, segundo a FGV.
O índice recuou 0,83% na segunda prévia de outubro, ante a queda de 0,91% na mesma leitura em setembro.
Confira a abertura dos DIs:
| NOME | ULT | FEC |
| DI Jan/23 | 13,68% | 13,68% |
| DI Jan/24 | 12,85% | 12,87% |
| DI Jan/25 | 11,67% | 11,70% |
| DI Jan/26 | 11,53% | 11,55% |
| DI Jan/27 | 11,53% | 11,56% |
O Ibovespa futuro avança 0,81%, aos 119.210 pontos após a abertura.
No mesmo horário, o dólar à vista abriu em queda de 0,67%, cotado a R$ 5,2388.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 0,83% na segunda prévia de outubro, ante a queda de 0,91% na mesma leitura em setembro.
O índice conhecido como “inflação do aluguel” aponta uma nova deflação, efeito da política monetária do Banco Central, de elevar os juros futuros.
O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 2,3% em setembro ante agosto.
Na comparação anual, o PPI avançou 45,8%
O nosso colunista, Nilson Marcelo, identificou uma oportunidade na bolsa hoje: lucro de mais de 4% com ações da BRF (BRFS3)
Bom dia! Fortes emoções estão garantidas para hoje. Mas não por causa de nenhuma final de campeonato decidida nos pênaltis.
O puxa-empurra observado ontem nos mercados financeiros persiste nesta quinta-feira (20) e coloca o investidor em bolsa no meio do liquidificador.
Os investidores encontram dificuldade para manter os ativos de risco em território positivo diante da incerteza com relação aos rumos da economia global.
Os motivos de tensão são múltiplos e têm origem em diferentes partes do globo.
Do Japão aos Estados Unidos, o efeito é sentido com mais força nos juros projetados dos títulos da dívida das economias desenvolvidas, que viram um salto nesta manhã — e são o principal ponto de fuga dos recursos em ativos de risco.
O Treasury de 10 anos dos Estados Unidos, o título de renda fixa mais popular do planeta, ronda os 4,15% de retorno, próximo das máximas históricas para este investimento.
Com isso, os índices futuros de Nova York amanheceram no vermelho juntamente com as bolsas de Nova York.
A volatilidade tomou conta nesta manhã, com algumas altas pontuais, mas o sinal predominante segue negativo.
Na véspera, impulsionado pela Petrobras (PETR3;PETR4), o Ibovespa conseguiu fechar no azul depois de passar o dia sem firmar uma direção clara.
O principal índice da B3 fechou o dia com um avanço de 0,46%, aos 116.274 pontos. Já o dólar à vista subiu 0,37% hoje, cotado em R$ 5,2742.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta quinta-feira.
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