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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FECHAMENTO DO DIA

S&P 500 passeia na montanha-russa do Fed e fecha em forte queda; entenda o sobe e desce de Wall Street hoje

O banco central norte-americano elevou pela terceira vez seguida a taxa de juro em 0,75 ponto percentual e reafirmou o compromisso com uma política monetária agressiva para controlar a inflação nos EUA

Carolina Gama
21 de setembro de 2022
17:03
Ibovespa, dólar, montanha russa, mercados
Imagem: Montagem Andrei Morais/Shutterstock

O S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones fizeram um passeio de montanha-russa nesta quarta-feira (21) patrocinado pelo Federal Reserve (Fed). O banco central norte-americano promoveu a terceira alta seguida de 0,75 ponto percentual (pp) na taxa de juros dos EUA e derrubou os índices de ações em Wall Street.

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Antes de a decisão ser anunciada, as bolsas em Nova York operavam em alta — essa alegria, no entanto, durou pouco e assim que o comunicado do Fed e as projeções econômicas foram apresentadas, o S&P 500, o Nasdaq e o Dow Jones começaram a cair. 

Essa queda, no entanto, durou menos de meia hora — o tempo suficiente para que o presidente do Fed, Jerome Powell, iniciasse a coletiva de imprensa para falar do aumento do juro e sobre o que a autoridade monetária vê no futuro da economia norte-americana. 

O Nasdaq chegou a subir 2% sob o efeito Powell, mas o chefão do Fed não disse nada inesperado ou surpreendente e, talvez por isso, o humor dos investidores azedou na reta final da sessão e o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq fecharam o dia em queda.

Confira a variação e a pontuação dos três principais índices de ações da bolsa dos EUA:

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  • Dow Jones: -1,70%, 30.183,71 pontos
  • S&P 500: -1,71%, 3.798,72 pontos
  • Nasdaq: -1,79%, 11,220,19 pontos

O que Powell disse que mexeu com o S&P 500?

Powell reafirmou o compromisso do Fed com uma política monetária agressiva para trazer a inflação de volta para a meta de 2% no longo prazo. 

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Para isso, ele disse que tem as ferramentas necessárias e que o BC norte-americano não poupará esforços nessa missão, reconhecendo que a economia dos EUA vai desacelerar diante de sucessivas elevações do juro. 

Com a alta de 0,75 pp de hoje, a taxa básica nos EUA foi para a faixa entre 3,00% e 3,25% ao ano — o maior nível desde 2008, ano da crise financeira global. 

Questionado sobre a possibilidade de recessão nos EUA, Powell se limitou a afirmar que uma política monetária restritiva tem efeitos sobre a economia, mas que é difícil de prever se haverá recessão e se houver, qual será a magnitude dela.

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O chefe do Fed também não quis se comprometer com outro aumento de juro de 0,75 pp ou de 1 pp, dizendo que as decisões serão tomadas encontro por encontro e de acordos com os indicadores econômicos.

"Não falamos sobre uma alta de 1 ponto percentual na reunião de hoje", disse Powell, reforçando o compromisso do Fed com a inflação em 2%.

E a Europa?

Diferente do S&P 500 e de seus amigos, as bolsas europeias fecharam a quarta-feira (21) em alta, à espera da decisão do Fed. 

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em alta de 0,9%, tendo recuperado perdas iniciais de cerca de 0,4%.

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  • Londres: +0,63%
  • Frankfurt: +0,76%
  • Paris: +0,87%

As ações do setor de serviços públicos lideraram os ganhos no velho continente, fechando em alta de 1,8%. As ações de viagens e lazer, por sua vez, caíram 1,9%.

Esse desempenho aconteceu depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar uma mobilização militar parcial, escalando a guerra na Ucrânia. Saiba mais sobre o esse novo capítulo do conflito. 

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