S&P 500 sacode a poeira deixada pela disparada da inflação; veja o que impulsionou retomada da bolsa nos EUA
Mercados europeus seguiram uma tendência diferente e terminam o dia sem uma direção comum, esperando pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) prevista para quinta-feira (14)

O S&P 500 sacudiu a poeira deixada pela maior taxa de inflação em 41 anos nos EUA e conseguiu encerrar esta quarta-feira (13) em alta. O índice mais amplo de Nova York levou com ele o Dow Jones e o Nasdaq, que também subiram.
O principal responsável pelos ganhos do dia em Wall Street foi o início da temporada de resultados corporativos do primeiro trimestre de 2022.
Os investidores estão monitorando cuidadosamente os caminhos que as empresas encontraram para gerenciar as pressões inflacionárias nos EUA.
BlackRock, Fastenal e Delta Air Lines foram negociadas em alta nesta quarta-feira em reflexo de resultados trimestrais melhores do que o esperado.
[captacao]
O setor financeiro, no entanto, resistiu à tendência de alta, pressionado por um declínio de mais de 3% no JP Morgan.
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O banco, que deu o pontapé na divulgação de resultados entre as grandes instituições financeiras de Wall Street, reportou uma performance aquém do esperado.
O principal vilão JP Morgan foi a provisão maior do que o esperado para dívidas incobráveis, citando “probabilidades mais altas de risco negativo.”
Citigroup, Goldman Sachs, Wells Fargo e Morgan Stanley, que divulgam resultados na quinta-feira (14), também operaram no vermelho durante boa parte do pregão de hoje.
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Confira o fechamento dos principais índices da bolsa de Nova York:
- Dow Jones: +1,01%, 34.565,45 pontos
- S&P 500: +1,12%, 4.446,67 pontos
- Nasdaq: +2,03%, 13.643,59 pontos
S&P 500 sobe, Europa mista
Os mercados europeus fecharam mistos nesta quarta-feira (13), com os investidores digerindo dados da inflação dos EUA e antecipando a reunião do Banco Central Europeu (BCE) de quinta-feira (14).
O pan-europeu Stoxx 600 encerrou em queda de 0,1%, com as ações do setor de alimentos e bebidas caindo 0,7%, liderando as perdas.
- Londres: +0,05%
- Paris: +0,07%
- Frankfurt: -0,34%
Dados de terça-feira (12) mostraram que os preços ao consumidor norte-americano subiram 8,5% em março em base anual — o nível mais alto desde 1981 — alimentando ainda mais as preocupações de uma política monetária mais rígida do Federal Reserve.
Os europeus temem que uma inflação fora de controle também altere os planos de normalização da política monetária do BCE.
A expectativa é que o conselho do BCE consiga equilibrar a desaceleração do crescimento e a inflação recorde, afastando o risco de estagflação.
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