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Apesar do Ibovespa ter encerrado o dia em leve alta de 0,07%, aos 108.451 pontos, e o dólar à vista ter recuado 0,50%, a R$ 5,3497, os juros futuros locais voltaram a subir.
Dias após negar que anteciparia uma movimentação para deter o derretimento da libra esterlina, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) se viu obrigado a agir antes do esperado.
A incerteza com o plano de estímulos fiscais anunciado na semana passada pela primeira-ministra Liz Truss falou mais alto e, em uma tentativa de segurar a queda livre, o BoE anunciou que irá retomar a compra de títulos do governos.
Com a perspectiva de que as condições "normais" de mercado sejam restabelecidas, as curvas de juros do mundo desenvolvido devolveram parte da inclinação recente.
Com isso, as bolsas em Nova York aproveitaram para ter um dia de recuperação. O S&P 500 e o Dow Jones subiram 1,9% cada, enquanto o Nasdaq avançou 2%.
No Brasil, no entanto, o otimismo foi mais limitado. Isso porque a proximidade das eleições injeta cautela nos investidores.
Apesar do Ibovespa ter encerrado o dia em leve alta de 0,07%, aos 108.451 pontos, e o dólar à vista ter recuado 0,50%, a R$ 5,3497, os juros futuros locais voltaram a subir.
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A crise que se agrava no Reino Unido seguiu fazendo preço nos ativos nesta quarta-feira (28), mesmo após o Banco da Inglaterra tentar amenizar o cenário.
Tentando defender a Libra de uma queda brusca, o BoE se viu forçado a intervir e anunciou que fará compras temporárias dos Gilts, os títulos do governo, de longo prazo.
Essas aquisições começaram hoje mesmo e se estenderão até 14 de outubro, e serão feitas "em qualquer escala que for necessária" para restaurar a ordem nos mercados financeiros.
A decisão aliviou as curvas de juros ao redor do mundo, após dias de tensão, mas o movimento não atingiu a curva de juros brasileira. Por aqui, a proximidade das eleições falaram mais alto. Confira:
| CÓDIGO | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,69% | 13,68% |
| DI1F24 | DI jan/24 | 12,90% | 12,81% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 11,77% | 11,58% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,69% | 11,48% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,74% | 11,53% |
O principal destaque do dia ficou com as ações da Yduqs (YDUQ3). No último mês, conforme o cenário eleitoral vai ficando mais claro, as empresas educacionais surfam a possibilidade de que um eventual governo de Luiz Inácio Lula da Silva programas governamentais voltem a impulsionar o ensino superior privado. Além disso, crescem as estimativas de um retorno mais robusto do ensino presencial.
As ações da Cyrela surfaram a melhora de recomendação para os papéis da companhia pelo Credit Suisse e Itaú BBA. Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 14,20 | 11,46% |
| CYRE3 | Cyrela ON | R$ 17,41 | 8,34% |
| MRVE3 | MRV ON | R$ 12,43 | 7,43% |
| POSI3 | Positivo Tecnologia ON | R$ 12,90 | 7,05% |
| SBSP3 | Sabesp ON | R$ 46,10 | 5,49% |
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BBSE3 | BB Seguridade ON | R$ 27,39 | -4,30% |
| BEEF3 | Minerva ON | R$ 12,74 | -3,70% |
| ENGI11 | Engie units | R$ 41,70 | -3,16% |
| ENBR3 | Energias do Brasil ON | R$ 22,03 | -3,04% |
| MRFG3 | Marfrig ON | R$ 10,28 | -2,74% |
Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda
Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
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