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No panorama doméstico, a sequência de sabatinas do dia do Jornal Nacional tem como convidado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole começa nesta quinta-feira (25) em meio a um ambiente positivo nos mercados financeiros internacionais. As bolsas de valores da Europa abriram em alta e os índices futuros de Nova York encontram-se em território positivo nas horas que antecedem o início do evento.
Até o euro, que nos últimos dias andou negociado abaixo de US$ 1, recuperou a paridade com a moeda norte-americana.
De hoje em diante, os investidores estarão de olho em sinalizações referentes aos próximos passos da política monetária dos principais bancos centrais do planeta em um momento de inflação elevada, juros em alta e economia em desaceleração pelo mundo.
O momento mais esperado do simpósio de Jackson Hole é o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell. Ele só vai falar amanhã, mas isso não impede os participantes do mercado de especularem sobre o teor do discurso.
Enquanto o encontro dos principais banqueiros centrais do planeta toma conta do noticiário, por aqui o cenário caminha para outra direção.
O Ibovespa teve leve alta no pregão de ontem (24), impulsionado pelo forte desempenho do varejo. Já o dólar à vista teve alta de 0,24%, a R$ 5,1112.
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Entre os destaques locais estão o ajuste dos investidores ao IPCA-15 e as apostas de que os juros não devem subir além do esperado a partir de agora.
Confira o que movimenta o dia das bolsas, do dólar e do Ibovespa hoje:
Luke Bartholomew, economista-sênior na Abrdn, acredita que Powell aproveitará para fazer um mea culpa. No ano passado, também em Jackson Hole, o presidente do Fed previu que a inflação seria um fenômeno transitório.
Ele estava errado.
E, para o analista, Powell agora precisa apresentar alguma “prova” do que o Fed aprendeu sobre pressão inflacionária no decorrer do último ano.
Ao mesmo tempo, os investidores antecipam uma revisão para cima do PIB dos EUA no segundo trimestre. A expectativa é de que o resultado saia do território negativo para o positivo.
Na leitura anterior, o PIB norte-americano recuou 0,9%, o que colocou os Estados Unidos em recessão técnica — quando a atividade econômica cai por dois trimestres seguidos. Caso a reversão da queda se confirme, a economia norte-americana deixará essa situação. O dado será conhecido às 9h30.
O pano de fundo do dia é composto por um indicador e uma publicação.
Começando pela ata do Banco Central Europeu (BCE), divulgada ao longo da manhã de hoje. O documento dá o tom das bolsas no Velho Continente ao longo do dia — com a expectativa de uma postura mais agressiva (hawkish) do BCE contra a inflação galopante.
Vale relembrar que o BC brasileiro foi uma das primeiras autoridades monetárias mundiais a elevar os juros, seguido pelo Federal Reserve, enquanto os dirigentes do BCE acreditavam em uma “inflação transitória”.
Por fim, o índice de preços e gastos com consumo (PCE, em inglês) dos EUA deve ser divulgado na próxima sexta-feira e injeta ainda mais cautela nos investidores. Hoje, serão conhecidos os números do primeiro trimestre do PCE.
Por aqui, em termos de indicadores, o Ministério da Economia divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, mais conhecido como Caged. Os números do emprego darão o tom das expectativas para as novas pesquisas eleitorais que estão para ser divulgadas.
Por falar nas pesquisas, os investidores também estão de olho nos próximos lances da campanha eleitoral. Depois de uma pausa para o futebol, ontem, o Jornal Nacional retoma hoje as sabatinas dos candidatos à Presidência da República.
Depois de Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT), hoje será a vez de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sentar-se à bancada do principal telejornal da Rede Globo para ser entrevistado por William Bonner e Renata Vasconcellos.
A sabatina terá início às 20h30, com o tempo de entrevista de 40 minutos. Com isso, só faltará a entrevista da candidata Simone Tebet (MDB), na sexta-feira (26) para fechar a semana.
Por último, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, participa — por meio de um vídeo gravado — da abertura de um evento promovido pelo Instituto Fenasbac hoje.
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