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Guilherme Valle

FECHAMENTO DO CÂMBIO

Dólar interrompe sequência, avança 0,53% e vale R$ 4,77. Euro também ganha força e é negociado a R$ 5,21

Depois de oito pregões consecutivos de recuo, a semana começou com a moeda norte-americana registrando avanço frente o real

dólar e euro
O Banco Central já avisou que vai atrasar a divulgação de relatórios - Imagem: Shutterstock

Se a semana passada começou com o dólar sendo negociado abaixo dos R$ 5,00 pela primeira vez em 262 dias, esta semana começou um pouco diferente. 

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Isso porque a moeda norte-americana devolveu parte da desvalorização da semana passada, registrando avanço de 0,53% e agora é negociada a R$ 4,7726. O euro também se fortaleceu nesta segunda-feira, e vale R$ 5,2523.

Na sua máxima, o dólar era negociado a R$ 4,8190 e na mínima a R$ 4,7360. Já o euro registrou máxima de R$ 5,2820 e mínima de R$ 5,1975.

Por aqui

A “operação padrão” do Banco Central segue atrasando a divulgação de dados e relatórios, nesta segunda-feira, 28, o tradicional relatório Focus foi publicado com atraso pela segunda semana consecutiva. 

Além disso, foi anunciado que a autoridade monetária vai atrasar a divulgação dos seus relatórios sobre setor externo, política monetária, estatísticas de crédito e fiscais, que estavam previstos para esta semana.

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Tentando evitar uma paralisação total, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem se reunido com representantes dos servidores em busca de uma saída. 

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Apesar do atraso na divulgação, as previsões de um real mais forte seguem ganhando terreno entre os participantes do Focus. Há um mês atrás a expectativa era de que o dólar terminaria o ano negociado a R$ 5,50, na semana passada a expectativa era de R$ 5,30 e nesta semana a expectativa passou para os R$ 5,25.

Campos Neto também tem dado pistas ao mercado de quais devem ser os próximos passos da autoridade monetária — sem fechar a porta para mais aumentos de juros, sinalizou que a próxima alta de 1% na taxa Selic deve ser a última deste ciclo de aperto.

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Por lá

O grande destaque fica por conta da China, que promove um lockdown de grandes proporções em Xangai, cidade de 25 milhões de habitantes. Para se ter uma ideia do tamanho da empreitada, os funcionários da bolsa de valores local foram instruídos a dormir por lá.

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A notícia teve efeito imediato sobre o preço do petróleo, que passou a apresentar forte recuo com a iminência de que a demanda por combustíveis sofra com as restrições impostas ao centro financeiro chinês.

A guerra na Ucrânia segue no radar dos investidores e nesta semana inicia-se mais uma rodada de negociações, contudo, as perspectivas de que seja possível chegar a um acordo que leve a um cessar-fogo não são muito animadoras.

O DXY, índice que compara o dólar a seus pares passou o dia com avanço.

Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados para acompanhar o desempenho de bolsa, dólar e juros hoje. Confira também o fechamento dos principais contratos de DI:

CÓDIGONOME ULT  FEC 
DI1F23DI jan/2312,73%12,72%
DI1F25DI Jan/2511,41%11,43%
DI1F26DI Jan/2611,24%11,29%
DI1F27DI Jan/2711,27%11,32%

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