Ambev (ABEV3) vende mais cerveja e tem lucro de R$ 3 bilhões, alta de 4,2%
Apesar da pressão sentida pelo aumento de custo das commodities e alta da inflação, Ambev viu crescimento no consumo fora de casa

Os analistas do mercado estavam certos ao enxergar o copo da Ambev (ABEV3) meio cheio. Após meses desafiadores com as pessoas evitando o consumo de bebidas em bares e restaurantes por causa da pandemia, a cervejaria informou seus resultados referentes ao segundo trimestre deste ano nesta quinta-feira (28). O lucro líquido ajustado da companhia cresceu 4,2% no período, chegando a R$ 3,08 bilhões na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados R$ 2,9627 bilhões.
Segundo a empresa, o Ebitda ajustado avançou 17,6% no segundo trimestre deste ano, a R$ 5,538 bilhões, enquanto o reportado teve alta de 4,7% na mesma base de comparação.
A Ambev afirma que seu crescimento foi impulsionado pelo desempenho da receita, que, conforme previsto, continua a crescer à frente do Ebitda, sentindo os efeitos do aumento de custos das commodities e também da pressão inflacionária.
Já o volume total de vendas da Ambev cresceu 6,1% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, apoiado pelo maior número de pessoas passando a consumir bebidas fora de casa, especialmente na América Latina do Sul. Por outro lado, houve uma redução de 2,9% nos volumes vistos no Canadá e América Central e de 10,5% no Caribe.
O aumento no volume foi impulsionado principalmente pelo Brasil, onde a Ambev observa resiliência e maior demanda por cervejas premium, além de atribuir o resultado à sua estratégia comercial bem executada. O balanço cita também a contribuição da plataforma BEES — voltada para o público B2B — para o resultado.
Além de aumentar o volume de bebidas vendidas no Brasil e fazer crescer suas margens no país, o balanço da Ambev também aponta que a companhia ganhou maior participação de mercado no segundo trimestre do ano por aqui. Os destaque são as marcas Original e Chopp Brahma, que teve seu maior volume em um segundo trimestre.
Leia Também
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa
“Este trimestre marca a primeira vez que vendemos mais de 40 milhões de hectolitros em um segundo trimestre, liderado pelo desempenho de Cerveja Brasil e NAB [bebidas não alcoólicas] Brasil", afirmou Jean Jereissati, CEO da Ambev, no release de resultados.
Ainda segundo os resultados reportados pela companhia, a receita líquida orgânica cresceu 19,6% e a reportada avançou 14,5% na comparação com igual período de 2021, chegando a R$ 17,989 bilhões. Houve aumento nas principais linhas de negócios, com destaque para a categoria de bebidas não alcoólicas, com alta de 43,3%; e de cervejas no Brasil, que avançou 22,7% na comparação anual.
A Ambev chama atenção para o desempenho do volume e crescimento da receita líquida por hectolitro (“ROL/hl”) de 12,7%.
Desempenho da Ambev (ABEV3) fora do Brasil
De acordo com o balanço da cervejaria, os resultados para a América Latina do Sul vieram alinhados com as tendências anteriores e auxílio especial do mercado boliviano, que ainda se recupera das ondas de covid-19 que atingiram o país.
A Ambev também informa estar atenta "aos desdobramentos do macroambiente na região que poderiam prejudicar os nossos negócios", citando especialmente a Argentina, que passa por um momento econômico delicado e marcado pela alta dos preços.
Nos resultados referentes ao Caribe e América Central, houve impacto da escassez de garrafas de vidro entre abril e maio na República Dominicana. Já no Panamá, a Ambev enfrentou problemas de fornecimento e sofreu com a dinâmica de concorrência no curto prazo.
No Canadá, apesar da reabertura, a companhia reconhece o enfraquecimento da indústria como responsável pelos números em queda.
Veja também: 'Saldão' dos FIIs: os fundos imobiliários mais baratos para investir no 2° semestre de 2022
Mercado revê suas projeções para a companhia
Neste mês, o banco JP Morgan revisou sua postura tradicionalmente cautelosa com a Ambev e passou a recomendar a compra do papel — algo inédito desde o início da cobertura da companhia, em 2018.
O preço-alvo das ações ABEV3 também foi elevado, passando de R$ 15 para R$ 17 em dezembro de 2023 — um potencial de valorização de 13,48%, se considerado o valor de R$ 14,98 no fechamento de quarta-feira (28).
Na avaliação do JP Morgan, um provável alívio nos preços das commodities nos próximos meses deve beneficiar a empresa, indicando um ponto de virada nas margens em 2023.
Além disso, os analistas do banco americano ressaltam que, apesar da alta da inflação e do momento econômico delicado, a Ambev tem conseguido manter os volumes vendidos sem maiores perdas — e, com isso, conseguido receitas sólidas no curto prazo.
Reação das ações
No pregão desta quinta-feira (28), as ações da Ambev operam em leve baixa de 0,13% às 10h50, cotadas a R$ 14,96. Vale lembrar que os papéis da companhia subiram 1,08% na véspera e já acumulam alta de 2,82% apenas nesta semana. No mês, a valorização já é de 9,92%, sustentada pelas notícias recentes de recomendação do ativo e previsão de um balanço positivo.

FII DO MÊS
Mau humor do mercado deixa fundo imobiliário favorito dos analistas 15% mais barato; veja os FIIs indicados para setembro
4 de setembro de 2026 - 6:04QUAL A VISÃO PARA O FUTURO
Após saída de Steinbruch do cargo de CEO, XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
3 de setembro de 2026 - 16:48AÇÃO DO MÊS
Analistas elegem Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) para investir em setembro; confira o ranking completo
3 de setembro de 2026 - 6:02NO OLHO DO FURACÃO
MPF denuncia fundadores da TRX por gestão fraudulenta, diz jornal; confira a resposta da gestora
2 de setembro de 2026 - 14:41CRISE CONTINUA
Citi está mais pessimista com Natura (NATU3) e rebaixa ação para venda. Por que a faxina na casa não convence o banco?
2 de setembro de 2026 - 12:45ENTREVISTA EXCLUSIVA
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
1 de setembro de 2026 - 12:46FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
1 de setembro de 2026 - 10:15FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA