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Os acionistas de Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3) deram aval para a junção dos negócios das companhias; veja os detalhes
Os clientes de Fleury (FLRY3) e Hermes Pardini (PARD3) vão coletar sangue num mesmo laboratório — ao menos, essa é a vontade dos acionistas das duas companhias. Em assembleias realizadas nesta quinta (18), os investidores de ambas aprovaram a fusão dos negócios, dando mais um passo para a criação de um gigante do setor de medicina diagnóstica no país.
A operação foi anunciada ao mercado no fim de junho; juntos, Fleury e Hermes Pardini formam um conglomerado que gerou R$ 6,1 bilhões de receita nos três primeiros meses de 2022 — o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,6 bilhão.
O fechamento da transação ainda depende da análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e do cumprimento de determinadas condições previstas em contrato.
A compra será concretizada em duas parcelas: para cada ação PARD3, os acionistas da Hermes Pardini terão direito a receber 1,2135 papel FLRY3, mais um pagamento de R$ 2,15 em caixa. Após a conclusão, será constituída a Fleury S.A.; a Hermes Pardini será subsidiária integral da holding.
Ou, em outras palavras: a transação avalia a Hermes Pardini em cerca de R$ 2,5 bilhões, considerando as cotações do dia 29 de junho. Na ocasião, isso representava um prêmio de pouco mais de 13% em relação ao valor de mercado da companhia, de R$ 2,2 bilhões — o Fleury tinha um market cap de R$ 4,46 bilhões.
De lá para cá, no entanto, as ações de ambas as companhias se valorizaram. Os papéis FLRY3 acumularam ganhos de 9,7% em um mês, e o Fleury chegou a R$ 5,167 bilhões de valor de mercado; no caso da Hermes Pardini, o salto em 30 dias foi de 6%, com o market cap indo a R$ 2,575 bilhões.
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Portanto, desde o anúncio da fusão, as ações PARD3 se movimentaram no sentido de convergir com a avaliação feita pelo Fleury, de R$ 2,5 bilhões.

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