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A SLC (SLCE3), produtora agrícola focada em algodão, soja e milho, segue entre as mais cotadas para integrar o Ibovespa entre maio e agosto
É verdade: o jogo só acaba quando termina. Mas, passados 2/3 da partida, a SLC Agrícola (SLCE3) parece bem posicionada para entrar no clube VIP da bolsa — as ações da empresa, que já tinham sido incluídas na primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, voltaram a aparecer na segunda versão, divulgada há pouco pela B3. E, mais uma vez, nenhum papel foi excluído do portfólio nessa versão preliminar.
Isso não necessariamente quer dizer que as ações SLCE3 farão parte da carteira do Ibovespa entre maio e agosto; o que vale é a terceira e derradeira prévia, a ser reportada no dia 28 de abril. De maneira semelhante, outros papéis que não foram citados nos documentos anteriores podem ser incluídos na última versão — eventuais exclusões no portfólio também não estão descartadas.
Mas, por ora, as coisas parecem muito bem encaminhadas para a SLC, cuja participação no novo Ibovespa tende a girar ao redor de 0,215%. É uma fatia relativamente pequena, mas que a deixaria longe da lanterninha: essa segunda prévia da carteira mostra que há 20 ações com uma fatia inferior à da potencial estreante.
As prévias divulgadas pela B3 não servem apenas para mostrar as eventuais inclusões ou exclusões na carteira quadrimestral do Ibovespa. Também são feitos cálculos quanto ao peso relativo de cada papel no portfólio, seguindo uma série de critérios — as contas levam em consideração o giro diário dos ativos e suas cotações em si, entre outros fatores; as chamadas "penny stocks", cujo preço fica consistentemente abaixo de R$ 1,00, não são elegíveis.
Dito isso, não há mudanças no topo do Ibovespa: as "blue chips" — ações de grande liquidez e valor de mercado elevado — continuam dominando o índice em termos de participação relativa. No máximo, há alterações quanto ao peso de cada papel; Vale ON (VALE3), por exemplo, perdeu mais de 1 ponto, mas segue com folga na liderança:
| Posição | Ibovespa hoje (18/04) | Participação na carteira | 2ª prévia do novo Ibovepsa | Participação na carteira |
| 1º | VALE3 | 16,292% | VALE3 | 14,932% |
| 2º | PETR4 | 6,572% | PETR4 | 6,635% |
| 3º | ITUB4 | 5,793% | ITUB4 | 5,894% |
| 4º | BBDC4 | 4,627% | BBDC4 | 4,671% |
| 5º | PETR3 | 4,324% | PETR3 | 4,405% |
| 6º | B3SA3 | 4,046% | B3SA3 | 4,031% |
| 7º | ABEV3 | 2,95% | ABEV3 | 2,992% |
| 8º | BBAS3 | 2,302% | BBAS3 | 2,323% |
| 9º | JBSS3 | 2,286% | JBSS3 | 2,307% |
| 10º | WEGE3 | 2,207% | WEGE3 | 2,228% |
Esse top 10 deixa claro uma situação incômoda: por mais que a B3 esteja se esforçando para ampliar e diversificar o Ibovespa — caso a SLC Agrícola (SLCE3) seja incluída na carteira, o índice chegará ao recorde de 91 ações de 88 empresas diferentes —, fato é que o portfólio segue bastante concentrado em poucos papéis.
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Somados os pesos relativos dessas 10 ações mais importantes, chegamos a uma fatia de mais de 50% da carteira do Ibovespa — os outros 81 papéis, assim, dividiriam os 50% restantes. Positivo ON (POSI3), por exemplo, responde por apenas 0,03% do índice nesta segunda prévia.
Apesar das incertezas que rondam as commodities agrícolas por causa da crise dos fertilizantes, as ações da SLC (SLCE3) apresentam um desempenho bastante sólido em 2022: desde o começo do ano, os papéis acumulam ganhos de mais de 18%, embora estejam distantes das máximas do ano.
Em termos de avaliação do mercado, as opiniões são divididas: das nove recomendações de analistas compiladas pelo TradeMap, seis são de compra, uma é neutra e duas são de venda. O preço-alvo médio é de R$ 50,51, o que abre espaço para uma valorização adicional de 4,1% em relação à cotação atual.
No quarto trimestre de 2021, a SLC reportou receita líquida de R$ 1,55 bilhão, alta de 11,7% na comparação anual. O lucro aumentou 29,4% na mesma base, chegando a R$ 193 milhões.

A terceira prévia do Ibovespa será divulgada no dia 28 de abril; o novo portfólio começa a valer a partir do dia 2 de maio e terá validade de quatro meses.
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