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RESUMO DO DIA: Os investidores digerem a Super Quarta, com reflexos de uma política monetária mais "amigável" fomentando o otimismo nesta quinta-feira (05). Enquanto os índices da Europa avançam, Nova York se reajusta ao rali do final da tarde de ontem. Por aqui, o risco fiscal é quem domina o Ibovespa.
Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados hoje, além das principais notícias do dia.
O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 2,80%, aos 105.304 pontos.
O dólar à vista encerrou o dia em alta de 2,30%, a R$ 5,0165.
Com o mercado digerindo (muito mal) o discurso do presidente do Federal Reserve sobre a política monetária dos EUA, apenas duas ações escapam da queda: Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3).
A tábua de salvação que impede as duas de se afogarem na aversão ao risco global é o resultado financeiro da primeira empresa.
A produtora de papel e celulose caiu nas graças dos investidores ao reverter em lucro líquido de R$ 10,3 bilhões o prejuízo de R$ 2,6 bilhões registrado no primeiro trimestre do ano passado.
Mais sensível à alta dos juros futuros, o Nasdaq aprofundou a queda na última hora e já registra perdas na casa dos 5%.
A BRF (BRFS3) chegou a despencar quase 14% mais cedo, em meio às reações negativas dos analistas ao balanço trimestral da companhia — o JP Morgan chegou a rebaixar as ações para venda. Com um prejuízo de R$ 1,5 bilhão e um Ebitda muito inferior às piores estimativas do mercado, os papéis foram as mínimas desde 2009.
Durante a teleconferência de resultados, a administração da BRF reconheceu a fraqueza do primeiro trimestre e tentou ‘virar a página’, mostrando que a perspectiva para o restante do ano é positiva, tanto no Brasil quanto no exterior. A estratégia parece ter dado certo: as ações BRFS3 reduziram as perdas e caem ‘apenas’ 4% nesta tarde.
As bolsas globais sustentam o ritmo de queda na casa dos 3%, ainda repercutindo a visão de que o Federal Reserve pode ter trabalho para atingir os seus objetivos com o ritmo atual de ajuste.
No Brasil, apenas Suzano e Klabin escapam do banho de sangue, impulsinadas pelo dólar alto e pelos resultados divulgados pelas companhias.
O Federal Reserve e o Banco Central do Brasil não foram os únicos a elevar os juros para conter a inflação. Nesta quinta-feira (05), o Banco da Inglaterra (BoE) subiu sua taxa básica em 0,25 ponto percentual, a 1%ao ano — o quarto aumento seguido e o maior nível desde 2009.
Junto com a elevação dos juros, o BoE cortou drasticamente suas projeções para a economia do Reino Unido, que agora tem uma recessão no horizonte. Segundo o BC, o Produto Interno Bruto (PIB) britânico deve encolher 0,25% em 2023, depois de uma expansão projetada em 3,75% para este ano. As bolsas na Europa caem na esteira da decisão, com exceção de Londres, que opera em alta.
A euforia com as ações do Nubank (NU) durou pouco. Depois de subirem mais de 5% na quarta-feira (04), embalados pelo otimismo que tomou conta do mercado norte-americano após a decisão do Federal Reserve (Fed), os papéis do banco digital voltam a cair em Nova York, renovando mínimas.
Os papéis recuam 8,49%, cotados a US$ 5,28. A menor cotação de fechamento do Nubank até então aconteceu na terça-feira (03), a US$ 5,47. A baixa das ações acontece em um dia de fortes perdas nas bolsas dos EUA, com a maior pressão sobre o Nasdaq e sobre as empresas de tecnologia.
Depois de reagir positivamente ao discurso do Federal Reserve na tarde de ontem, o mercado financeiro passa por uma reavaliação.
Embora Jerome Powell tenha afirmado que uma elevação de 0,75 pontos percentuais na próxima reunião não é o cenário-base, os analistas e economistas possuem dificuldade para ver como o Fed irá cumprir a sua promessa de agressividade no combate à inflação sem apressar o ritmo da alta do juro. Vale lembrar que Powell reforçou os riscos que uma potencial desaceleração da China e a continuidade da guerra na Ucrânia trazem para os preços.
No Brasil, o Copom seguiu o roteiro esperado, mas o Banco Central mostra dificuldade em planejar o plano de pouso da política monetária, o que faz com que as apostas para a Selic no fim do ano sejam reajustadas para cima.
Ao contrário do que aconteceu na sessão de ontem, hoje o mercado de juros opera em forte alta, digerindo melhor as declarações do Fed.
| CÓDIGO | NOME | TAXA | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,20% | 13,01% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,21% | 11,97% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 12,04% | 11,83% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 12,01% | 11,81% |
Com a aversão ao risco generalizada que toma conta dos negócios, apenas quatro ações operam no azul, repercutindo a temporada de balanços.
A Gerdau apresentou bons números e a Suzano tem perspectiva positiva para o futuro. A exportadora também anunciou um programa de recompra de ações. Confira:
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 28,11 | 2,55% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 11,53 | 2,04% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 52,17 | 1,56% |
| KLBN11 | Klabin units | R$ 22,52 | 1,26% |
| BRAP4 | Bradespar PN | R$ 27,89 | 0,36% |
Na ponta contrária, a BRF aparece com o pior desempenho do dia. A companhia apresentou um balanço considerado fraco pelos analistas.
| CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
| BRFS3 | BRF ON | R$ 12,02 | -12,01% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 4,59 | -7,27% |
| ALPA4 | Alpargatas PN | R$ 19,35 | -5,93% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 8,33 | -5,66% |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 30,43 | -5,44% |
Após os fortes ganhos da véspera no Brasil e nos Estados Unidos, os investidores atuam com uma maior cautela.
Em Wall Street, pesa a leitura de que a taxa de juros deve subir mais do que o esperado e se manter em um patamar mais elevado por um período maior de tempo.
Por aqui, o Ibovespa acompanha a maior cautela global, ignorando até mesmo a alta do petróleo e do minério de ferro.
O Ibovespa encerrou os leilões de abertura em queda de 0,45%, aos 107.855 pontos, enquanto o dólar à vista segue a trajetória de alta, com um avanço de 1,05%, negociado a R$ 5,0143.
Os juros futuros (DIs) abriram em alta, com a perspectiva de que o aperto monetário não acabe não cedo.
A perspectiva do mercado era de que o ciclo de alta da Selic se encerrace em 12,75%, mas o “cenário alternativo”, proposto pelo BC em março deste ano, começa a pesar e o novo cálculo da rota mostra que os juros devem continuar subindo.
| COD | NOME | ULT | FEC |
| DI1F23 | DI jan/23 | 13,19% | 13,04% |
| DI1F25 | DI Jan/25 | 12,12% | 12,05% |
| DI1F26 | DI Jan/26 | 11,95% | 11,89% |
| DI1F27 | DI Jan/27 | 11,93% | 11,90% |
Ibovespa futuro abre em queda de 1,09%, aos 108.670. No mesmo horário, o dólar à vista avança 0,55%, negociado a R$ 4,9951.
As bolsas da Europa reagem positivamente ao anúncio de juros do Banco Central americano na tarde da última quarta-feira (04).
Os balanços locais também ajudam no bom desempenho dos índices pela manhã.
Já nos Estados Unidos, o cenário é um pouco diferente: o rali pós-Fed aconteceu ontem mesmo, com o Nasdaq chegando a disparar mais de 3%.
Nesta quinta-feira (05), os futuros apontam para um dia de reajuste.
Entre tapas e beijos, o Federal Reserve conseguiu impulsionar as bolsas no final da última Super Quarta com seus — nem tão costumeiros — afagos. Jerome Powell, presidente do Fed, deu sinais de que o aperto monetário dos Estados Unidos não será tão intenso quanto o esperado.
Isso porque ontem (04), o Fed anunciou a elevação dos juros para a faixa entre 0,75% e 1,00%, um avanço de 50 pontos-base na taxa. Mas Powell garantiu que o monetário não terá elevações mais bruscas, da ordem de 0,75 pontos percentuais, um dos grandes temores do mercado.
E isso deu motivo mais que de sobra para os índices internacionais reagirem. Após o anúncio, o Ibovespa inverteu o sinal e passou a avançar e fechou o dia em alta de 1,70%, aos 108.343 pontos.
O dólar à vista também inverteu a tendência de valorização e caiu 1,21%, fechando as negociações no patamar de R$ 4,9036
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