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Esquenta dos mercados

Mercado mantém tom positivo, mas segue atento a Washington e Brasília

Enquanto isso, o mercado monitora a reação do governo à queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro, em meio à “guerra da vacina” com o governador de São Paulo, João Doria.

Edifício do Fed em Washington
Edifício do Fed em Washington - Imagem: Shutterstock

Depois da injeção de ânimo com o início — ainda que simbólico — da campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil, o mercado deve voltar hoje os olhos para Washington e Brasília, além da volta aos negócios em Nova York do feriado de ontem.

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A audiência no Congresso de Janet Yellen, indicada por Joe Biden como secretária do Tesouro dos Estados Unidos, deve ser acompanhada com lupa pelo mercado, em busca de pistas sobre o plano de estímulos proposto pelo democrata.

Enquanto isso, o mercado monitora a reação do governo à queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro, em meio à “guerra da vacina” com o governador de São Paulo, João Doria.

Por volta das 8h24, os índices futuros norte-americanos operam em alta, enquanto os europeus estão mistos, variando de -0,02% e 0,16%.

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Antes feito do que perfeito

Finalmente aconteceu. O Brasil está oficialmente no mapa dos países que começaram a vacinar a sua população contra a covid-19 e deu o primeiro passo para garantir que a vida um dia volte ao normal.

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O caminho até aqui não foi fácil e pelo jeito ainda temos uma estrada e tanto para percorrer, mas sempre é preciso começar de algum lugar.

Por agora, é o suficiente. O mercado financeiro recebe a aprovação das vacinas de braços abertos, com uma visão de que o início da vacinação fecha as portas para que o país aprove novos estímulos fiscais e abafe até mesmo uma discussão sobre uma nova rodada do auxílio emergencial.

É bem verdade que o Ibovespa fechou o dia longe das máximas — quando subiu 1,86%, aos 122.585,82 —, e a cautela predominou durante a tarde, mas ainda assim o dia foi de ganhos de 0,74%, aos 121.241,63.

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O dólar também teve um dia de volatilidade. A moeda americana chegou a cair 1,28%, a R$ 5,2365, mas fechou o dia perto da estabilidade, com alta de 0,01%. As incertezas contribuíram para esse movimento, mas a divisa acabou tendo um comportamento em linha do que se viu no mercado internacional.

Guerra fria no Brasil?

É seguro falar que a maior parte das pessoas ficou feliz com a aprovação da vacina. Ao vermos a enfermeira Mônica Calazans ao lado do governador João Doria sendo a primeira vacinada em São Paulo, parecia que uma luz no fim do túnel havia sido encontrada.

Apenas uma pessoa em específico parece que não gostou muito da cena: o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Ele, que já declarou por diversas vezes que não tomará a vacina, viu sua reprovação subir de 35% para 40% de acordo com a pesquisa XP/Ipespe. Já o percentual dos que veem a gestão Bolsonaro como ótima ou boa caiu de 38% para 32%.

Enquanto isso, a popularidade digital de Doria ganhou 18,7 pontos só no fim de semana, de acordo com a consultoria Quaest. Nessa pesquisa, Bolsonaro teve a pior pontuação de janeiro no ranking Índice de Popularidade Digital (IPD). Apenas no mês de janeiro, caiu 20 pontos.

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Por conta dessa movimentação, pode haver um receio dos investidores de que o presidente opte por medidas populistas e uma deterioração fiscal esteja no horizonte brasileiro.

Nos Estados Unidos, os balanços do BofA, Goldman Sachs e Netflix devem agitar o dia logo cedo. Mais tarde, haverá a audiência da escolhida por Joe Biden para dirigir o Departamento do Tesouro, Janet Yellen, que busca validar seu nome no Congresso e deve ficar no radar dos investidores nesta terça.

Agenda do dia

A agenda desta terça traz a sessão no Comitê de Finanças do Senado para apreciar a indicação da ex-presidente do Federal Reserve Janet Yellen ao Departamento do Tesouro (12h). Além disso, temos os balanços do Bank of America e do Goldman Sachs, que sairão todos antes da abertura do mercado. No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas divulga a segunda prévia do IGP-M de janeiro (8h). E o Banco Central inicia a reunião de dois dias do Copom.

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