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A saída do presidente da Eletrobras enfraquece ainda mais a ala liberal do governo Bolsonaro e deve jogar ainda mais terra no plano de privatização da companhia
O último a sair apague a luz? Nesse caso, não se trata apenas de uma metáfora. Em mais um baque para a ala liberal do governo Bolsonaro, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, anunciou neste domingo que vai renunciar ao cargo.
O executivo alegou razões pessoais para deixar o comando da estatal de energia, onde estava desde 2016, ainda no governo Temer. Ele permanece na companhia até o dia 5 de março para fazer a transição ao sucessor, que ainda será indicado.
A notícia que circula na imprensa hoje de manhã é que Ferreira Junior vai assumir a presidência da BR Distribuidora, privatizada em 2019, mas que ainda possui a Petrobras como acionista relevante.
A saída de Wilson Ferreira Junior enfraquece ainda mais a ala liberal do governo Bolsonaro e deve jogar ainda mais terra no plano de privatização da Eletrobras, que vem sendo adiado pelo menos desde 2018.
A ideia era promover uma capitalização da estatal com a participação de investidores privados e, desta forma, diluir a participação do governo. Mas o projeto encontra grande resistência no Congresso.
O mercado já vinha sentindo o cheirinho de intervenção política na Eletrobras desde o início do ano. Não por acaso, as ações da companhia (ELET3 e ELET6) acumulam desvalorização de mais de 17% apenas em janeiro.
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A Eletrobras vai promover uma teleconferência nesta segunda-feira, às 15h, para comentar a saída do presidente, com a presença do próprio Wilson Ferreira Junior, nos seguintes telefones: 0800-022-1325 ou (55 11) 3137-8037.
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
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