Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

entrevista

Gestora de US$ 500 bilhões, Western Asset ajusta portfólio na bolsa para aguentar solavancos até 2023; veja as principais apostas

Aperto monetário nos EUA e risco fiscal no Brasil, agravado pela proximidade das eleições, fazem gestora montar portfólio mais defensivo; casa estima Ibovespa a 130 mil pontos em 12 meses, mas com grau de convicção ‘cada vez menor’ sobre a estimativa

Kaype Abreu
Kaype Abreu
13 de outubro de 2021
6:09 - atualizado às 23:11
Guto Leite, gestor de renda variável da Western Asset
Guto Leite, gestor de renda variável da Western Asset - Imagem: Divulgação / Western / Shutterstock / Intervenção de Andrei Morais

Responsável pela gestão de US$ 500 bilhões em todo o mundo — sendo R$ 50 bilhões no Brasil —, a Western Asset tem uma projeção que pode ser considerada otimista para o Ibovespa, o principal índice da bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos cálculos da gestora norte-americana, o índice de referência do mercado de ações brasileiro pode chegar aos 130 mil pontos em 12 meses, o que representa um potencial de alta da ordem de 15%.

O problema é que, com a piora no cenário internacional e as incertezas locais, o grau de convicção da Western Asset nessa estimativa é cada vez menor, me disse o gestor de renda variável da casa no país, Guto Leite.

Uma das razões para o pé atrás é simples: daqui a exatamente um ano, o Brasil estará em pleno processo eleitoral, o que habitualmente adiciona uma camada de incerteza sobre os negócios.

A disputa, por ora com apenas duas candidaturas competitivas, deve representar um agravante de um problema que nunca saiu da tela do mercado: o risco fiscal (gastos com emendas, calote em precatórios, etc.) "É um evento bastante relevante, em que o mercado vai notar quais discursos os candidatos adotarão", diz Guto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alívio com a inflação, mas...

Já a inflação e a crise hídrica são minimizados pelo gestor da Western Asset, que fala em uma desaceleração da alta de preços após a elevação da taxa básica de juros e diz que conversou com empresas dispostas a mudar a dinâmica de produção para evitar picos de consumo de energia.

Leia Também

"Hoje o nosso cenário base não é de racionamento [de energia], mas este é um ponto de atenção. A gente está em um cenário de difícil visibilidade até o final do ano." 

As perspectivas estão mais incertas também no exterior, o que se reflete nas projeções da gestora. "Hoje, o 'elemento Fed' é tão ou mais importante do que o desempenho da economia chinesa", diz Guto.

A Western Asset espera que o Fed, o banco central dos EUA, comece em novembro o tapering — redução do programa de compras de títulos públicos. O processo deve se alongar até o final de 2022, para então a autoridade monetária discutir um aumento da taxa de juros. "É um processo que pode gerar alguma ansiedade", afirma o gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele lembra que o mercado passou pelo mesmo processo de tapering em 2013, quando houve forte volatilidade dos ativos, incluindo a bolsa. Por outro lado, o fato de os agentes financeiros terem uma memória recente do processo pode fazer com que o próximo ano seja menos traumático.

A baixa visibilidade para o ano que vem tem levado a Western Asset, que tem diversas estratégias disponíveis via fundos de investimento, a apostar em empresas com "boas histórias e perfil de resiliência".

"Comprar empresa muito incerta em um cenário macro difícil é arranjar dor de cabeça".

Guto Leite, gestor de renda variável da Western Asset no Brasil.

As ações da Western Asset para a turbulência

Para ilustrar o tipo de decisão que a Western Asset tem tomado no Brasil, Guto cita as ações da Lojas Renner (LREN3) e as da Weg (WEGE3). O gestor define ambas as empresas como "premium", líderes em seus segmentos, que "ditam tendências, têm gestões reconhecidas e padrões ESG [práticas de governança, sociais e ambientais] diferenciados".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Neste momento de mercado, porém, uma característica afasta completamente as duas companhias. A Renner tem praticamente toda a receita concentrada no Brasil, enquanto a Weg tem mais da metade dos recursos em operações no exterior.

"Eu compro Renner, que é o tipo de empresa que eu sempre estou procurando, contraposta com Weg, para reduzir minha exposição ao Brasil, embora eu até veja mais potencial de valorização em Renner do que em Weg", comenta o gestor.

A varejista é uma exceção na carteira da Western Asset hoje. A gestora tem buscado opções no caminho oposto, com menos exposição ao risco-Brasil, como Klabin (KLBN4), Gerdau (GGBR4) e Natura (NTCO3), esta última pelo componente internacional, apesar de estar suscetível ao consumo cíclico interno.

Para o gestor, outros negócios defensivos na bolsa com exposição local são Assaí (ASAI3), Raia Drogasil (RADL3), Porto Seguro (PSSA3), Totvs (TOTS3), Equatorial (EQTL3) e, "de certa maneira, os bancos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Guto cita, entre as razões que fazem dessas empresas boas escolhas, além da qualidade de gestão e de setor resiliente, o fato de que elas se beneficiam da atual dinâmica macroeconômica.

A Totvs, por exemplo, tem contratos vinculados à inflação, lembra o gestor. "Eu até estou trabalhando com a inflação arrefecendo no ano que vem, mas ela tem surpreendido tanto que me faz buscar por ações que tragam essa proteção".

Por que não as techs na bolsa?

A safra mais recente de IPOs na bolsa brasileira teve uma série de empresas com o selo 'tech', mas que agora passam longe de ser uma opção para grandes investidores — como prova o desempenho dos papéis de Enjoei, Mobly e Multilaser, por exemplo.

A Western Asset também está no grupo que prefere deixar essas empresas de lado, por ora. Guto cita como decisivo para a atual avaliação o rali dos juros dos Treasuries (títulos do Tesouro do governo norte-americano), quando o mercado passou a antecipar o início de um aperto monetário nos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esse é um cenário normalmente desfavorável para empresas de tecnologia, de growth [crescimento], porque elas tem o fluxo de caixa muito longo", diz, referindo-se ao tempo que elas levam para dar retorno aos acionistas. "Quanto mais alta a taxa de desconto que você está usando, portanto quanto mais altos os juros dos Treasuries, mais incerteza você tem, e menor é o valor presente dessas empresas."

Também pesaram contra as techs o agravamento da incerteza fiscal local,a proximidade das eleições e as revisões para baixo das projeções de crescimento para o ano que vem. "Na dúvida, muitas vezes o prêmio sobre a liquidez aumenta para as small caps", diz o gestor.

Para Guto, o fato de a empresa estar em bolsa não deveria piorar as chances de ela sobreviver. "O que pode acontecer é a ação perder liquidez e se tornar esquecível como ativo não investido na bolsa", diz. "Mas a questão da sobrevivência da empresa está mais ligada à capacidade da execução em cenários adversos e à capacidade de financiamento futuro."

Guto diz que, em um cenário de mercado mais otimista, seria mais provável que ele comprasse empresas em reestruturação ou techs novatas, por exemplo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Quando o mercado está bom, a água sobe para todo mundo, e o pessoal vai buscar um ambiente mais especulativo. Mas agora o ambiente não está fácil para a bolsa."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

Maior alta do Ibovespa na semana: Natura (NATU3) salta 12% com “selo” de gigante global. Vem mais por aí?

3 de abril de 2026 - 14:30

Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar

HORA DE COMPRAR?

Ação da Embraer (EMBJ3) tem sinal verde de compra? Empresa aumenta entregas de aviões em 47% e analistas dão veredito

3 de abril de 2026 - 12:52

A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra

FOCO EM RENDA EXTRA

Não é Auren (AURE3) nem Engie (EGIE3): a elétrica favorita do Santander pode pagar dividendos de até 24%

3 de abril de 2026 - 11:04

Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? Os ativos para se proteger do risco geopolítico e ainda ganhar dinheiro; Petrobras (PETR4) se destaca com dividendos no radar

3 de abril de 2026 - 7:01

Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas

MERCADOS HOJE

Trump promete força total na guerra contra o Irã e espalha medo, mas Ibovespa consegue se segurar, enquanto petróleo dispara

2 de abril de 2026 - 10:56

Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos

AÇÃO DO MÊS

Axia Energia (AXIA6) segue nos holofotes com dividendos no radar — mas não é a única; confira as favoritas dos analistas para investir em abril

2 de abril de 2026 - 6:04

A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros

PORTFÓLIO INTERNACIONAL

Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo

1 de abril de 2026 - 18:33

Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

VEJA O CASO A CASO

Guerra no bolso: BofA rebaixa Azzas 2154 (AZZA3) e corta projeções de Magazine Luiza (MGLU3), GPA (PCAR3) e mais — veja quem sofre e quem escapa no varejo

1 de abril de 2026 - 17:28

O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados

QUEM VAI SE DAR MELHOR

Sai Prio (PRIO3), entra Petrobras (PETR4): dividendo com o fim da guerra é o alvo do BTG para abril

1 de abril de 2026 - 15:51

Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês

RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia