🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

cardápio de balanços

Suzano, Renner, Usiminas e BB divulgam resultados; saiba o que esperar

Números a serem divulgados são do quarto trimestre, período marcado pela alta das expectativas de inflação e pelo ambiente político conturbado nos EUA, mas também pela retomada de alguns setores da economia

Kaype Abreu
Kaype Abreu
8 de fevereiro de 2021
6:37 - atualizado às 13:35
Imagem: Shutterstock, com intervenção de Andrei Morais

A temporada de balanços das empresas de capital aberto segue nesta semana, com destaque para os números de Suzano (SUZB3), Renner (LREN3), Usiminas (USIM5) e Banco do Brasil (BBAS3). Ao menos outras nove companhias como ações no Ibovespa revelam os resultados nos próximos dias (veja a relação mais abaixo).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números a serem divulgados são do quarto trimestre, período marcado pela alta das expectativas para a inflação e pelo ambiente político conturbado das eleições presidenciais nos Estados Unidos, mas também pela retomada de alguns setores da economia — como o da indústria.

No radar dos mercados, seguiram as incertezas quanto ao novo coronavírus, com uma perspectiva otimista a partir da aprovação das primeiras vacinas — o que levou alguns investidores a um movimento de troca de ações de tecnologia pelas da chamada velha economia, consideradas baratas.

De todo modo, os resultados do quarto trimestre são a última peça para a avaliação de um ano marcado pela crise do coronavírus, que ainda dará o tom nos balanços seguintes.

Veja o que esperar de cada destaque da semana:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Suzano - retomada da China e sazonalidade positiva

Com a produtora de papel e celulose Suzano, a expectativa é de uma melhora nos principais números do balanço. Existe uma perspectiva positiva em relação à empresa por conta da retomada das compras da China — cuja demanda mexe bastante com o preço da celulose —, após o baque com a pandemia.

Leia Também

A recuperação dos preços da celulose também foi impulsionada pela sazonalidade do quarto trimestre, marcado pelo início do novo ano letivo no hemisfério norte.

A empresa é ainda impactada pela cotação do dólar, que caiu de R$ 5,61 para R$ 5,18 entre o início e o final do trimestre, permanecendo historicamente alto. A moeda americana mexe com a receita de exportadoras como a Suzano, mas também com a dívida da companhia.

Analistas do J.P. Morgan avaliaram que no período a ser reportado a Suzano demonstrou uma execução "muito melhor do que esperado de suas atividades" e exibiu uma capacidade de controlar custos, "mantendo a liquidez em bons patamares".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Lucro líquido de R$ 2,071 bilhões (↑76,4%), segundo consulta feita pela Bloomberg.

Lojas Renner - recuperação em meio a um Natal fechado

O mercado também espera uma melhora dos números da Lojas Renner no quarto trimestre sobre os três meses anteriores, depois dos desafios impostos pela pandemia ao segmento de vestuário, menos ligado ao e-commerce do que as varejistas generalistas.

As restrições de circulação nas cidades atrapalharam os resultados da Renner ao longo do ano. No quarto trimestre, dezembro ainda deve ter impacto sobre os números, já que alguns munícipios tiveram que conter o comércio durante o período marcado pelas compras de Natal e Ano Novo.

A XP Investimentos estima as vendas no critério "mesmas lojas" – que consideram o desempenho de unidades com mais de 12 meses de operação – "ligeiramente negativas", -1% na base anual. Os analistas da casa dizem que o desempenho é suportado pelo e-commerce "ainda sólido" e com tendências de melhoria.

"Esperamos que a Realize [a frente de serviços financeiros] contribua para o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização], embora ainda abaixo dos níveis anteriores à covid-19", dizem os especialistas do banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Lucro líquido de R$ 311 milhões (↓39,3%), segundo projeção da XP.

Usiminas - retomada no exterior e da indústria local

Um dos destaques do Ibovespa no ano passado, a Usiminas também teve em 2020 um momento de baixa e um de retomada das atividades, marcado pelo minério de ferro em condições restritas de oferta e demanda no mercado.

A dinâmica de retomada têm feito os preços da commodity operarem em patamares elevados no mercado, com os valores chegando a US$ 170-180 por tonelada nas primeiras semanas deste ano.

No quatro trimestre, a Usiminas avançou na retomada das operações, com a produção total do segmento de aços laminados, por exemplo, começando o período a um nível maior que o de março.

Além disso, em dezembro a siderúrgica anunciou a retomada da operação do Alto-Forno 2, localizado na Usina de Ipatinga (MG) — que deve se concretizar em junho deste ano. O Alto-Forno havia sido desligado no segundo trimestre, diante da necessidade de adequar sua produção à demanda do mercado, então queda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A última linha do balanço da Usiminas do quarto trimestre deve confirmar essa dinâmica de forte demanda, diante da perspectiva de retomada da economia global e das atividades locais — com avanço em projetos de infraestrutura e construção civil.

Há também uma percepção de recuperação da demanda interna por conta do retorno da estocagem da indústria automotiva — que ainda tem altos preços e falta de aço no mercado.

  • Lucro líquido de R$ 383 milhões (↑42,9%), segundo consulta da Bloomberg.

BB - Ingerência política no radar e resultados estáveis

O quarto trimestre do Banco do Brasil começou já com um novo presidente, André Brandão, ocupando o cargo. À epoca, o executivo afirmou que o objetivo da sua gestão seria melhorar os indicadores de rentabilidade do banco.

No terceiro trimestre, o retorno sobre o patrimônio da instituição ficou em 12%, o menor entre os quatro grandes de capital aberto na B3. O lucro do BB foi de R$ 3,5 bilhões, queda de 23,3% na comparação com o mesmo período de 2019 e abaixo das projeções.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os resultados do quarto trimestre devem ser praticamente estáveis em relação aos três meses anteriores, com o banco aumentando as provisões — mas em um ritmo mais suave do que os pares privados.

Analistas da XP chamam a atenção para as despesas não decorrentes de juros — a expectativa é de redução em relação ao ano anterior por conta, entre outras coisas, do plano de demissão de cerca de três mil funcionários.

Parte de uma reestruração organizacional, o plano de demissão incentivada foi um foco de tensão para o mercado no início deste ano — o que, em um primeiro momento, era encarado com otimismo. É que a medida foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, alimentando os rumores de demissão de Brandão — e de uma ingerência política sobre o banco.

O executivo ficou no cargo, mas o assunto pode voltar durante a teleconferência do banco, já que será uma oportunidade de a instituição reforçar a indendência da gestão da empresa e a continuidade na reestruturação organizacional.

  • Lucro líquido de R$ 3,512 bilhões (↓38,2%), segundo consulta da Bloomberg.

Balanços da semana

  • Segunda-feira
    • Antes da abertura: BB Seguridade
  • Terça-feira
    • Antes da abertura: Banco BTG Pactual
    • Após o fechamento: TIM
  • Quarta-feira
    • Antes da abertura: Klabin
    • Após o fechamento: Suzano e TOTVS
  • Quinta-feira
    • Após o fechamento: Rumo, Banco do Brasil, Cosan, Engie, Multiplan e Lojas Renner
  • Sexta-feira
    • Antes da abertura: Usiminas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar