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Índice oficial de inflação encerra ano com alta de 4,52%, com avanço de 1,35% em dezembro, maior variação mensal desde fevereiro de 2003
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do Brasil, fechou 2020 com a maior taxa acumulada desde 2016, alcançando 4,52%, acima dos 4,31% registrados em 2019, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE.
O resultado também superou a mediana das estimativas dos economistas consultados pelo Banco Central (BC), de 4,37%, e ficou acima do centro da meta para 2020, de 4,0%, mas dentro do intervalo de tolerância.
A leitura também ficou acima do registrado no IPCA-15, a prévia da inflação, que apontava para uma alta de 4,23% em 2020.
Em dezembro, o IPCA subiu 1,35%, resultado 0,46 ponto percentual (p.p.) superior à leitura de novembro. Esta foi a maior variação mensal desde fevereiro de 2003 (1,57%) e o maior índice para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Em dezembro de 2019, a variação havia sido de 1,15%.
Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e bebidas foi o principal responsável pelo IPCA acumulado de 2020. Ele apresentou a maior alta (14,09%) e o maior impacto (2,73 p. p.) sobre o índice, encerrando 2020 com a maior variação acumulada no ano desde dezembro de 2002 (19,47%).
Os maiores avanços mensais do grupo foram registrados em março (1,13%) e abril (1,79%), logo após o início das medidas de isolamento social adotadas em função da pandemia de covid-19, e de setembro a dezembro, com variações superiores a 1,70% nos quatro últimos meses do ano, com a retomada da economia.
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A seguir, de acordo com o IBGE, vieram Habitação, com alta de 5,25% e contribuição de 0,82 p. p., e Artigos de residência, com 6,00% de alta e 0,23 p. p. de impacto no ano passado.
“Em conjunto, os três grupos responderam por quase 84% do IPCA de 2020”, diz trecho do comunicado.
O único grupo a apresentar variação negativa em 2020 foi Vestuário (-1,13%), cujo impacto foi de -0,05 p. p.
No mês passado, todos os grupos pesquisados tiveram alta de preços, de acordo com o IBGE. O destaque ficou por conta de Habitação, que apresentou o maior impacto (0,45 p. p.) e a maior variação (2,88%) no IPCA de dezembro.
A segunda maior contribuição (0,36 p. p.) veio de Alimentação e bebidas, com alta de 1,74%. Na sequência, vieram os Transportes (0,27 p. p.), com variação de 1,36%. Juntos, os três grupos mencionados representaram 80% do impacto total de dezembro.
Os demais grupos ficaram entre o 0,39% de Comunicação e o 1,76% de Artigos de residência.
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