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Operação complementa a plataforma de produtos e serviços renováveis da empresa; companhia também deve abrir novas frentes de negócio
A Raízen (RAIZ4) formou uma joint venture com o Grupo Gera, que também atua no setor de energia, e planeja investir R$ 212 milhões em participações em empresas do grupo. A companhia também está investindo R$ 106 milhões para o desenvolvimento de novos negócios.
Ao final da operação, a Raízen deterá o controle dos segmentos de geração de energia e desenvolvimento, enquanto a Gera manterá o controle de área de soluções. A parceria envolve as seguintes operações:
Segundo a Raízen, o movimento complementa a plataforma de produtos e serviços renováveis da empresa, "reforçando a posição de liderança no processo de transição e descarbonização da matriz energética global".
"O fechamento da operação está sujeito à satisfação de determinadas condições suspensivas estabelecidas no contrato, além de possíveis ajustes de preço comumente previstas neste tipo de transação", disse a Raízen.
A parceria com o Grupo Gera está entre os movimentos pós-IPO da Raízen, que estreou na bolsa brasileira há dois meses, e segue o anúncio de investimento de R$ 150 milhões para a construção de uma nova unidade de geração de eletricidade a partir de bagaço de cana-de-açúcar.
A companhia foi uma das vendedoras no Leilão de Energia Nova A-5 - realizado no dia 30 de setembro e com o objetivo a compra de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos - no qual a fonte de biomassa a partir de cana liderou as ofertas.
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Como consequência, a Raízen Energia firmará determinados contratos de comercialização de energia em ambiente regulado pelo preço mínimo de R$ 273/Mwh.
A Raízen também informou recentemente que fechou sua primeira venda de longo prazo para a comercialização de gás natural renovável (biometano) com a Yara Brasil Fertilizantes, um dos maiores consumidores de gás natural no Brasil. O contrato tem prazo de cinco anos com um volume de 20.000 m³/dia.
O fornecimento do biometano, segundo a companhia, se dará por meio do portfólio da Raízen, com os resíduos do processo de produção de etanol, vinhaça e torta de filtro, nos parques de bioenergia do grupo. A Yara por sua vez utilizará o gás para a produção de hidrogênio e amônia verde em seus parques industriais.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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