‘Política de preços da Petrobras está blindada’, afirma representante dos minoritários
Conselheiro diz também que debandada de conselheiros e da diretoria não atende ao melhor interesse da companhia

Um dos três conselheiros de administração eleitos por minoritários da Petrobras (PETR4), o advogado e ex-desembargador federal Leonardo Antonelli considera que, mesmo com uma troca de comando, a estatal está blindada no que se refere à sua política de preços.
“A política de preços da Petrobras está prevista no estatuto social, que garante a compensação da companhia sempre que chamada pela União para contribuir com o interesse público. Para que haja mudança, deveria haver uma nova assembleia. A companhia está blindada”, disse ele em entrevista ao Estadão/Broadcast.
[captacao]
Antonelli afirmou que uma "debandada" de conselheiros e da diretoria executiva, que chegou a ser cogitada como resposta à decisão do presidente Jair Bolsonaro de interferir no comando da Petrobras, não é a melhor estratégia para lidar com a interferência do presidente Jair Bolsonaro no comando da companhia.
"O momento é de união e restabelecimento da confiança dos investidores na empresa", disse.
Questionado também sobre a possibilidade de a Petrobras ser acionada na Justiça por conta do episódio, que provocou uma perda de R$ 100 bilhões em valor de mercado nos últimos dois dias, o conselheiro reconheceu o direito de judicializar a questão, mas afirmou que “isso não atende ao melhor interesse dos investidores, nem da companhia”.
Leia Também
Reunião decisiva
Os conselheiros da Petrobras estão reunidos desde a manhã desta terça-feira (23). O encontro já estava marcado, antes de todo o reboliço provocado pela decisão do presidente. Estava na pauta a recondução do presidente da companhia, Roberto Castello Branco, e de toda a diretoria executiva – cujos mandatos se encerram no final de março.
Alguns dos membros do conselho analisaram a possibilidade de votar pela recondução de Castello Branco à presidência da companhia, apenas como uma forma de passar uma mensagem de que há governança na estatal, já que a saída do executivo do cargo é vista como inevitável.
Pelo estatuto social da Petrobras, é o conselho que pode destituir e eleger o presidente da companhia. Mas uma particularidade abre a possibilidade de o controlador conseguir demitir o presidente.
Pelo texto, o presidente da companhia precisa ser um membro do conselho de administração. Assim, a União, que é acionista majoritária, pode chamar uma assembleia para destituir Castello Branco do conselho. Nesse caso, na prática, ele precisaria deixar o cargo executivo.
Ou seja, mesmo se for reconduzido, Castello Branco só poderia ficar no cargo até a assembleia de acionistas.
A Petrobras tem 11 conselheiros, sendo que sete foram indicados pela União.
* Com informações da Estadão Conteúdo
PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO