Petrobras reverte prejuízo do 1º trimestre anterior e lucra R$ 1,6 bilhão; Ebitda sobe mais de 30%
O resultado foi beneficiado pela alta do barril de petróleo no mercado internacional, mas sentiu o peso da valorização do dólar.

A decisão da Petrobras de promover reajustes constantes para acompanhar a alta do petróleo no mercado internacional não agradou o governo e terminou com a saída de Roberto Castello Branco do comando da companhia, mas garantiu que a estatal fechasse o primeiro trimestre de 2021 com um lucro de R$ 1,6 bilhão.
A cifra é suficiente para reverter o prejuízo de R$ 48,5 bilhões registrado no mesmo período do ano passado - quando o barril de petróleo despencou devido a crises geopolíticas e os primeiros efeitos da crise do coronavírus começaram a ser sentidos, levando a petroleira a realizar baixas contábeis bilionárias no balanço-, mas não deve agradar parte do mercado, que esperava algo mais parrudo.
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A receita de vendas foi de R$ 86,17 bilhões, com destaque para o diesel e a valorização do petróleo. No mercado interno, a companhia viu a sua receita líquida de venda recuar com querosene de aviação, nafta e renováveis e nitrogenados. As exportações recuaram 7,7% no comparativo com o ano anterior - com destaque negativo para o petróleo e outros derivados da commodity.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi um dos principais destaques do trimestre, com um aumento trimestral de 36%, a R$47,7 bilhões, "mesmo com menores volumes de vendas".
A administração da companhia destaca que o lucro líquido recorrente foi impactado pelo efeito da depreciação do real sobre a dívida em dólar - na cotação média do primeiro trimestre do ano, a moeda estava valendo 22,6% mais do que no mesmo período do ano passado. Já o barril Brent, utilizado como referência para o reajuste de preços.
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O endividamento líquido caiu para US$ 58,42 bilhões,uma retração de 7,5% em comparação ao fechamento do ano passado, com uma redução de US$ 18,3 bilhões na dívida bruta na comparação anual e de US$ 4,6 bilhões na comparação trimestral, fechando em US$ 71,0 bilhões.
No primeiro demonstrativo financeiro assinado pelo novo CEO, Joaquim Silva e Luna, o indicado do governo destaque que "os números demostram a capacidade do nosso time de gerar resultados sustentáveis para os nossos investidores e para a sociedade em geral, mesmo em um contexto desafiador".
Silva e Luna também expressa preocupação no mercado com a imagem passada pelas recentes movimentações da companhia ao declarar que a "Petrobras continuará a trajetória de geração de valor, com uma gestão pautada na transparência, no diálogo e na racionalidade e com investimentos concentrados nos ativos em que somos reconhecidos como líderes mundiais”.
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