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Um pé lá, outro cá

Agora é oficial: Nubank pede registro para IPO duplo nos Estados Unidos e no Brasil com oferta de BDRs na B3

O banco digital optou por listar seus papéis em uma bolsa norte-americana, mas, simultaneamente, também fará uma oferta de recibos de ações por aqui

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27 de outubro de 2021
12:38 - atualizado às 18:32
bdr nubank ipo nubank
Nubank vai abrir capital nos EUA e terá BDRs listados no Brasil. - Imagem: Shutterstock

Um dos IPOs (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) mais aguardados pelo mercado nos últimos anos vai ocorrer simultaneamente em uma bolsa norte-americana e na B3. A Nu Holdings, controladora do Nubank, entrou com  pedido para uma oferta de recibos de ações, os famosos BDRs (Brazilian Depositary Receipts), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Um comunicado divulgado pelo banco digital nesta quarta-feira (27) esclareceu que o movimento faz parte da oferta pública global projetada pela empresa.

Além da solicitação à CVM, o Nubank também já iniciou os protocolos para a emissão de ações na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais dos EUA.

Ambos os processos ocorrem de forma confidencial, ou seja, não há minutas dos prospectos ou outras informações disponíveis para consulta. O que já se sabe, ainda segundo o comunicado, é que o registro local engloba três tipos de operação:

  • Listagem de emissor estrangeiro categoria “A”;
  • Admissão à negociação de um programa de BDRs patrocinados de nível III;
  • Oferta pública inicial de distribuição dos BDRs, que representarão ações ordinária classe A — ou seja, com direito a voto — da companhia.

Pedida do Nubank deve diminuir

Segundo informações do Broadcast, o IPO deve ocorrer ainda neste ano, entre o final de novembro e dezembro, mas com uma reviravolta importante nos planos do Nubank: o valor de mercado deve ficar bem abaixo do inicialmente esperado pelo banco digital.

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Meses atrás, quando surgiram as primeiras notícias sobre a oferta, a startup buscava ir ao mercado avaliada em cerca de US$ 100 bilhões. Agora a cifra deve ficar entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões (de R$ 280 bilhões a R$ 390 bilhões, no câmbio atual).

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Apesar da redução no valuation, o número ainda é impressionante para uma empresa que, apenas às vésperas do IPO, alcançou o primeiro lucro da sua história.

Para se ter uma ideia do tamanho da cifra, o valor de mercado de dois outros tradicionais bancões brasileiros não chega nem perto do valor pretendido pelo Nubank.

O Itaú Unibanco (ITUB4), que possui o título de maior banco privado do país, está avaliado em pouco menos de R$ 230 bilhões, enquanto o Bradesco (BBDC4) vale aproximadamente R$ 190 bilhões.

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