Melhora na proposta de reajuste tarifário pode trazer alívio às ações da Sanepar
Units da companhia de saneamento sofreram muito depois que regulador propôs nova tarifa muito abaixo do esperado

A polêmica envolvendo o reajuste das tarifas da Sanepar (SAPR11) pode acabar tendo um final relativamente positivo para a companhia, depois que a agência reguladora do Paraná apresentou premissas melhores que as divulgadas na proposta preliminar.
A companhia de saneamento informou na terça-feira (23) à noite que a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) agendou a audiência pública do processo de revisão das tarifas praticadas pela companhia para 31 de março e realizou alterações em sua proposta, após receber contribuições ocorridas durante o período da consulta pública.
De acordo com a nova nota técnica, os resultados preliminares para a próxima revisão apontam para uma tarifa no valor de R$ 5,6689 por metro cúbico, aumento de 5,8% em relação à tarifa base considerada, de R$ 5,3583 por metro cúbico.
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A proposta representa uma melhora em relação ao resultado preliminar divulgado pela Agepar em janeiro, que apontava para uma redução de 2,6% das tarifas. A situação pesou sobre as ações da Sanepar na ocasião, atraindo duras críticas de analistas.
A nova proposta deve mitigar um pouco o estrago causado anteriormente, de acordo com a XP Investimentos. A corretora avalia que o novo reajuste corrigiu o custo de capital considerado nos cálculos e adotou uma alternativa para a definição dos custos operacionais eficientes mais alinhada com suas estimativas de R$ 1,9 bilhão.
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Ainda assim, os analistas da XP criticaram o fato de os resultados preliminares do cálculo da base de ativos regulatórios não levarem em consideração os investimentos realizados pela empresa entre 2017 e 2020.
“Acreditamos que o mercado deverá reagir positivamente aos novos cálculos da segunda revisão tarifária da Sanepar”, diz trecho do relatório assinado pelos analistas Gabriel Francisco e Maira Maldonado. “Por outro lado, ainda recomendamos cautela a investidores com relação às ações tendo em vista a maior percepção de risco para o ambiente regulatório da companhia desde os anúncios dos termos preliminares para o recálculo das tarifas em janeiro.”
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