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Antônio Cássio permanecerá como presidente do conselho de administração e vice-presidente assumirá interinamente como diretor-presidente
O IRB Brasil (IRBR3) iniciou o processo de escolha de um novo CEO para entrar no lugar de Antônio Cássio dos Santos, que chegou à empresa em março de 2020, no auge do escândalo envolvendo maquiagem dos números.
Cássio permanecerá na resseguradora como presidente do conselho de administração, ficando responsável por ajudar a buscar um executivo que dê continuidade ao trabalho de reestruturação da companhia.
Nesse meio tempo, Wilson Toneto, vice-presidente da companhia, executivo com experiência no mercado segurador brasileiro e no IRB, acumulará, de forma interina, o cargo de CEO com as suas atuais funções nas áreas técnicas, atuariais e de operações.
Por ser listado no Novo Mercado, segmento de governança mais elevado a B3, o IRB não pode ter uma mesma pessoa como CEO e presidente do conselho de administração.
O conselho aprovou ainda, no dia 26 de março, a estratégia para o período de 2021 a 2023, desenvolvida com apoio de consultoria externa.
“A execução da estratégia terá a supervisão do conselho e de seus comitês de assessoramento, cabendo a execução da mesma à diretoria executiva sob a coordenação do CEO a ser eleito”, diz trecho do comunicado.
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Cássio chegou ao IRB tentando resolver a crise de credibilidade que tomou conta da resseguradora, depois da descoberta de fraudes contábeis em seus balanços, reveladas pela gestora carioca Squadra.
A imagem da companhia ficou ainda pior quando membros da antiga administração mentiram sobre o lendário Warren Buffett estar investindo na resseguradora.
Antes de assumir como CEO e presidente do conselho de administração do IRB Brasil, Cássio era CEO para as regiões Américas e para o Sul da Europa da seguradora italiana Generali. Ele já foi diretor-presidente da Zurich Insurance Group para América Latina e presidiu o Grupo Mapfre Brasil Seguros.
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Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4
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