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Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

ainda no vermelho

Havan, de Luciano Hang, diminui prejuízo e tem receita de R$ 1,7 bi

Prejuízo líquido chegou a R$ 30 milhões, uma recuperação anual de 85%; receita é um terço da registrada pelo Magazine Luiza no primeiro trimestre do ano passado

Kaype Abreu
Kaype Abreu
10 de maio de 2021
13:48 - atualizado às 18:15
Brasil, Brasília, DF, 06/09/2019. O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, posa para fotos durante visita à Brasília (DF), no Palácio do Planalto. - Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

A rede de varejo Havan, empresa de Luciano Hang que está em conversa com investidores para abrir capital na B3, continua no vermelho. A companhia até apresentou melhora nas métricas financeiras do primeiro trimestre, mas insuficiente para gerar lucro.

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Entre janeiro e março deste ano, a Havan reportou prejuízo líquido de R$ 30 milhões, uma redução de 85% nas perdas de R$ 199 milhões de um ano atrás. A receita líquida encolheu 6,5% na base anual, para R$ 1,7 bilhão.

A receita mais baixa, no entanto, foi acompanhada de menores custos das mercadorias vendidas e de despesas com vendas. Com isso, as margens da Havan melhoraram:

  • Margem bruta: 32% (era 28,1% no 1T20);
  • Margem Ebitda: 11,6% (era 5,8% no 1T20).

Havan: IPO e vendas digitais

A Havan protocolou em agosto do ano passado o pedido de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas teve de postergar os planos diante da dificuldade de emplacar a avaliação pretendida, de R$ 100 bilhões.

No varejo brasileiro, o patamar de valor de mercado pretendido por Hang só é atingido pelo Magazine Luiza — companhia que, no primeiro trimestre do ano passado, teve receita de R$ 5,2 bilhões, três vezes maior que a da Havan neste início de 2021.

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O Magalu, que ainda não divulgou seus resultados trimestrais, tem forte atuação online, em um momento que as companhias do setor disputam o ecossistema das vendas eletrônicas. Mas a Havan ainda tem uma a operação online incipiente.

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Em documento disponibilizado nesta segunda-feira (10), a companhia tentou demonstrar que a frente digital evolui, embora não tenha fornecido detalhes das operações.

Segundo a Havan, o faturamento com as vendas pelo site da companhia aumentou 860% e "outras frentes de vendas digitalizadas e omnicanalidade alcançaram um valor de R$ 170,86 milhões nesse primeiro trimestre".

A empresa destacou que todas as suas 154 lojas estão habilitadas com a modalidade de ship from store — quando funcionam como estoque para as vendas online, agilizando a entrega. A varejista diz que mais duas lojas serão inauguradas em breve.

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Durante o primeiro trimestre, a Havan inaugurou duas megalojas, com cerca de cinco mil metros quadrados cada. O tamanho da loja é também um diferencial em relação aos pares da bolsa, que operam uma quantidade maior de estabelecimentos, mas de porte menor — o Magazine Luiza tem mais de mil lojas.

A Havan pretende, com os recursos do IPO, aumentar o número de lojas e centro de distribuição, além de expandir a operação online. Por ora, a empresa também prevê uma oferta secundária, em que Hang venderia parte das suas ações.

A postura do empresário, forte apoiador de Bolsonaro, foi apontada pela empresa como um "fator de risco" no prospecto da oferta. Hang é alvo de inquéritos e ações por conta das suas condutas nas redes sociais.

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