Gol cobra agilidade da Smiles na análise de incorporação
Companhia aérea afirma que demora na avaliação da proposta resultará em atraso substancial na reorganização das empresas

A Gol (GOLL4) enviou uma carta à Smiles (SMLS3) cobrando celeridade na avaliação de sua proposta de incorporação, para garantir que ela seja analisada pelos acionistas de ambas até 17 de março.
Na correspondência, a companhia aérea afirmou que o cronograma original da reorganização, que previa a convocação de assembleias de acionistas até 18 de janeiro, não será cumprido pelo fato de o comitê constituído pela operadora de seu programa de fidelidade para avaliar a proposta ainda não ter concluído a análise das condições da oferta.
Uma demora adicional na convocação das assembleias que impossibilite a utilização das informações financeiras das companhias relativas ao terceiro trimestre resultará em um atraso de mais de três meses em relação ao cronograma inicial, “um atraso substancial na implementação da reorganização (caso aprovada), em prejuízo do interesse social”, segundo a Gol.
“Solicitamos que sejam iniciados os entendimentos entre os assessores jurídicos da Smiles e os nossos, a fim de que seja elaborada toda e qualquer documentação necessária à convocação das assembleias gerais e sejam tomados todos os passos necessários de forma a permitir a convocação da assembleia geral de acionistas da Smiles que deliberará sobre a reorganização no menor espaço de tempo possível, de forma que seja possível a sua instalação em primeira convocação até o dia 17 de março de 2021”, diz trecho da carta.
A (nova) oferta
A Gol tenta incorporar a Smiles desde 2019. Em dezembro, ela apresentou uma versão melhorada de sua proposta, que resultará na migração dos acionistas da operadora do programa de fidelidade e o resgate em dinheiro para quem não quiser participar.
Leia Também
A oferta oferece três possibilidades, ao invés de duas, de contrapartidas aos detentores de ações da Smiles, com a possibilidade de o acionista receber em dinheiro por sua posição. As três propostas são:
- 0,825 ação preferencial da Gol por cada ação ordinária da Smiles ou;
- R$ 22,32 em dinheiro por cada ação ordinária da Smiles ou;
- uma combinação de ações preferenciais da Gol e de dinheiro, mediante a consideração a ser dada em contrapartida a cada uma de suas respectivas ações da Smiles.
A oferta prevê que as escolhas dos acionistas estão sujeitas a determinados ajustes, de forma que nenhum deles receberá mais de 80% de sua consideração em ações preferencias ou em dinheiro.
Razões para a incorporação
Desde 2013, a Smiles é uma empresa independente e listada em bolsa. A Gol mantém um contrato com a Smiles para a gestão do programa de fidelidade, que estabelece condições e preços para troca de passagens por milhas.
A Gol afirma que apesar de a Smiles ter pago dividendos elevados desde a sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), o que foi benéfico inclusive para ela, as mudanças na dinâmica competitiva no mercado aéreo e de programas de fidelidade, aceleradas pela pandemia de covid-19, “tornam necessário o término desta estrutura e o alimento permanente dos seus interesses, a fim de garantir a competitividade a longo prazo e a viabilidade das atividades de ambas as sociedades”.
PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL